Ben-Hur (2016)

Ben-Hur-posterCrítica – Ben-Hur

A história épica de Judah Ben-Hur, um príncipe falsamente acusado de traição por seu irmão adotivo, que se tornou um oficial do exército romano. Depois de anos no mar, Judah retorna à sua terra natal em busca de vingança, mas encontra redenção.

Antes de tudo, preciso falar que faz tanto tempo que vi a versão estrelada por Charlton Heston em 1959 que não me lembro de quase nada, então este texto não pretende fazer uma comparação. Tampouco li o livro onde os filmes se basearam. Vou fazer de conta que é um filme original…

Ben-Hur (idem, no original) conta uma boa história de inseparáveis irmãos de criação que viraram inimigos. A narrativa é bem construída, o filme começa logo na cena mais icônica, a da corrida de bigas, para voltar no tempo e mostrar como eles chegaram lá. As transições temporais são criativas, e as motivações dos personagens são críveis.

(Parênteses para falar que, até onde sei, “biga” é com dois cavalos. O que vemos neste filme (e no de 59) são “quadrigas”…)

A direção é de Timur Bekmambetov, famoso por filmes mais, digamos, fantásticos (Guardiões da Noite, Guardiões do Dia, O Procurado, Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros). Quando li seu nome nos créditos, fiquei com receio de termos muita pirotecnia. Mas não, sua direção é mais discreta, temos um filme com mais cara de épico do que de fantasia.

O fato de ter Jesus Cristo na trama atrapalha um pouco, porque o roteiro fica previsível em certos pontos – não tem como ter a presença do próprio Jesus e não pensarmos na sua vida. Por outro lado, podemos dizer que Rodrigo Santoro está bem no papel.

Aliás, tirando Morgan Freeman, o elenco não tem ninguém muito famoso. A gente conhece o Rodrigo Santoro porque ele é brasileiro, mas ele (ainda) não é um grande nome em Hollywood. O mesmo podemos dizer de Jack Huston, Toby Kebbel, Nazanin Boniadi, Ayelet Zurer e Pilou Asbæk.

Ben-Hur é um filme correto, não vai desagradar ninguém. Mas duvido que se torne um clássico como a versão de 59.

  • Facebook
  • Twitter

Podcrastinadores.S04E17 – Esquadrão Suicida

podcast Esquadrão SuicidaPodcrastinadores.S04E17 – Esquadrão Suicida

Depois de Batman vs Superman, a DC/Warner chega aos cinemas com o badalado Esquadrão Suicida! O maior hype das últimas semanas chegou ao cinema e o Podcrastinadores não podia deixar de falar do terceiro maior filme de super-heróis do ano.

Vamos conversar sobre essa equipe de anti-heróis desde os quadrinhos, passando pelas referências no filme. O que funcionou, o que não funcionou… heróis ou vilões? Jared Leto é realmente o novo Coringa? Pistoleiro ou Arlequina? Esses e outros assuntos debatidos com o bom humor de sempre com Fernando CarusoHelvecio Parente, Rodrigo MontaleãoTibério Velasquez e o convidado Felipe Morcelli.

Ouça e comente!

Podcast (podcrastinadores-plus): Reproduzir em uma nova janela | Baixar (80.1MB)

Assine: iTunes | Android | RSS

Podcast: Reproduzir em uma nova janela | Baixar (71.0MB)

Assine: iTunes | Android | RSS | More

(Não consegue baixar arquivos de áudio em sua rede? Insira o link do mp3 aqui) Links relacionados a este episódio:

Agradecimento a todos que suportam os Podcrastinadores, especialmente aos nossos padrinhos Alan Almeida, Alexandre Mendes, Anna Cruz, Bianca Ramos, Camila Gildo, Carolina Lindoso-Neet, Caio Luiz Daemon, César Albuquerque Lima, Dierly Cordeiro, Eduardo Starling, Eduardo Tomazett, Elieverson Santos, Emílio Mansur, Felipe Rodrigues, Felipe Zabin, José Maria Leite, Leandro Medeiros, Lionel Leal, Lisbino Carmo, Luis Alfredo Lopes, Luis Garavello, João Elias, Marco Antonio Linares, Marcos Alves, Mario Rocha, Pedro Paulo Pereira, Rafael Baldo, Ricardo Pires Ferreira, Rogério Bittencourt, Sérgio Salvador, Thiago Cordeiro, Vitor Teixeira de Souza, Willian Castro, Wilson Santos e Ygor Souza.

Ajude a manter o nosso podcast você também. Até com 1 real você ajuda a aliviar nossos custos fixos. Entenda melhor como ser nosso padrinho aqui, e tenha nossa gratidão eterna, além de alguns outros benefícios que você descobre clicando no link.:-)

Participe você também escrevendo pra gente: [email protected]
Queremos saber quem é você que nos ouve: vá em facebook.com/podcrastinadores e mande seu Like lá.
Lembrando que temos duas opções de feeds pra você nos assinar:

Feed normal: http://feeds.feedburner.com/podcrastinadores
Feed plus*: http://feeds.feedburner.com/podcrastinadoresplus

*Se seu player for compatível com formato m4a (plataforma Apple iOS), você vai preferir acompanhar por este formato. Ele divide o podcast em capítulos com imagens individuais, e você pode navegar entre esses capítulos pelo comando “próximo” ou “anterior” do seu player. Assim você pode pular spoilers, ou achar rapidamente um assunto determinado que tenha maior interesse.
  • Facebook
  • Twitter

Hardcore: Missão Extrema

Hardcore Henry - posterCrítica – Hardcore: Missão Extrema

Sabe aqueles vídeos de esportes radicais com câmeras GoPro presas em capacetes? Agora, imagine um filme de ação feito inteiramente assim?

Um homem recém ressucitado, com braço e perna mecânicos, deve salvar sua esposa/criadora das garras de um tirano psicótico com poderes telecinéticos e seu exército de mercenários. Ao seu lado, um misterioso homem que aparece em várias diferentes versões.

Hardcore: Missão Extrema (Hardcore Henry, no original) é todo feito em POV (point of view) – a tela são os olhos do protagonista, como se fosse um videogame FPS (First Person Shooter), onde o jogador usa “os olhos” do personagem. Apesar de não ser muito comum, isso não é inédito, lembro de Maniac, um filme de terror de 2012 usando esse recurso. A diferença é que temos uma hora e meia de adrenalina, sem parar, com tiros, explosões, perseguições a pé e de carro, muita porrada, muita violência e muito sangue. É testosterona pura, e com o espectador “dentro” do filme.

Hardcore Henry - câmeraO diretor Ilya Naishuler (estreante em longas!) é músico, e tinha feito um videoclipe para a sua banda Biting Elbows, da música “Bad Motherfucker”, onde um personagem fazia várias cenas de ação, sempre em POV. Já tinha visto o vídeo, mas não sabia que era do mesmo cara. Revendo o clipe, vemos que é o mesmo estilo.

Hardcore: Missão Extrema é muito exagerado. Claro que isso não vai agradar a todos. Mas posso dizer que gostei muito do trabalho de efeitos especiais e de dublês – quando o filme acabou, tive vontade de rever tudo. Este é daqueles filmes pra comprar o blu-ray e rever de vez em quando.

Pra melhorar, Hardcore: Missão Extrema ainda é engraçado. Não, não é uma comédia, mas tem várias cenas hilariantes espalhadas aqui e acolá, pra quebrar todo o excesso de violência.

O roteiro tem várias forçações de barra, claro. A ideia é colocar o máximo de ação insana dentro de uma hora e meia de filme. Claro que tem coisa que não vai fazer sentido, se a gente parar pra pensar. E as sequências nem sempre parecem conectadas, parecem fases do tal videogame FPS. Mas o ritmo do filme é tão frenético que não dá tempo do espectador parar pra pensar…

No elenco, o nome mais conhecido é Sharlto Copley, que mostra versatilidade em vários estilos de personagens diferentes. Ok, Tim Roth é um nome mais forte que Copley, mas Roth só aparece em uma cena, uma ponta de luxo. Haley Bennet e Danila Kozlovski fecham o elenco principal. Ah, o protagonista é a câmera, operada por dez pessoas diferentes, entre dublês e operadores de câmera, incluindo o próprio diretor Naishuler. O espectador vive o papel de Henry!

A trilha sonora também é boa. Até então, a música Don’t Stop me Now, do Queen, sempre me lembrava os zumbis de Todo Mundo Quase Morto. Agora conheço outra cena memorável com a mesma música!

Como disse lá em cima, Hardcore: Missão Extrema não é pra todos. É filme “de menino”, “filme testosterona”, como Clube da Luta, 300 ou os dois The Raid. Mas admito que é um forte candidato ao “meu” top 10 2016.

  • Facebook
  • Twitter

Esquadrão Suicida

Esquadrão Suicida posterCrítica – Esquadrão Suicida

Estreou o aguardado Esquadrão Suicida!

Depois dos eventos de Batman Vs Superman, uma agência secreta do governo recruta presos com super poderes para executar perigosas missões em troca de clemência.

Uma grande expectativa acompanhava este Esquadrão Suicida (Suicide Squad, no original). Primeiro, porque é a continuação do “universo cinematográfico da DC” (assim como a Marvel faz há anos, agora a DC quer colocar todos os filmes no mesmo universo). Depois porque Batman Vs Superman, o outro filme da DC neste ano, foi muito criticado, e pelo trailer, este Esquadrão acertaria a mão.

Bem, não acertou. Esquadrão Suicida não chega a ser ruim, mas falta muito para ser um grande filme. E, por causa da expectativa alta, vai decepcionar muita gente.

Esquadrão Suicida começa bem, a apresentação da equipe funciona. Mas logo depois o roteiro, escrito pelo diretor David Ayer, escorrega em alguns pontos básicos, como por exemplo não saber dosar a importância de cada personagem no filme – o Capitão Bumerangue deveria ser um alívio cômico, mas as melhores piadas estão com a Arlequina; ou então o Crocodilo, que não tem nenhuma importância na trama, então inventaram uma cena subaquática para justificar sua presença. Além disso, o vilão é péssimo. E isso porque não estou falando do personagem que entra na trama sem introdução, só porque “a gente precisava matar um personagem, então pegamos um que ninguém ia se importar”.

Ouvi gente falando que o problema do filme é que tem pouco humor. Discordo. Esta é uma característica da DC, seus filmes são mais sérios que os da Marvel. O problema é o roteiro preguiçoso mesmo.

Pelo menos temos alguns destaques positivos no elenco. Rolava uma certa preocupação em ter um nome caro como Will Smith, afinal o filme é “do Esquadrão” e não “do Pistoleiro”. Claro que Smith virou o líder do grupo. Mas não achei que isso atrapalhou. Agora, quem rouba a cena é Margot Robbie, muito bem como a Arlequina, que era pra ser coadjuvante, mas podemos dizer que é virou um personagem central. Também gostei de Jay Hernandez como o Diablo. Por outro lado, Jared Leto foi uma grande decepção como o novo Coringa. Não só ele tem pouca importância no filme (tire suas cenas, nada muda), como sua interpretação nos deixa com saudades do Heath Ledger… Ainda no elenco, Viola Davis, Cara Delevingne, Joel Kinnaman, Jai Courtney, Adewale Akinnuoye-Agbaje, David Harbour e Karen Fukuhara, além de uma ponta não creditada de Ben Affleck. A trilha sonora também é muito boa.

Talvez a DC devesse arriscar mais. No início do ano, Deadpool mostrou que um filme baseado em quadrinhos de super heróis pode ser violento. Com um pouco mais de violência, e usando de maneira correta o Coringa (como a Marvel fez com o Homem Aranha em Guerra Civil), talvez o resultado fosse melhor. Ah, claro, um bom roteirista também não deveria ser dispensado.

  • Facebook
  • Twitter

Jason Bourne

Jason BourneCrítica – Jason Bourne 

O ex-agente mais perigoso da CIA está de volta para descobrir verdades ocultas sobre o seu passado.

Depois do terceiro filme do personagem Bourne, parece que Matt Damon teria dito que queria largar a franquia para diversificar a carreira. Pelo jeito, mudou de ideia e repensou a decisão – afinal, só dá franquia no cinema blockbuster contemporâneo.

Pelo menos este novo Jason Bourne (idem no original) mantém a qualidade da franquia. Inclusive o diretor é o mesmo Paul Greengrass do segundo e terceiro filmes.

A volta de Greengrass é uma boa notícia para os fãs da franquia, porque garantiu o padrão. Mas preciso confessar que não gosto do estilo do diretor, de usar câmera tremida na mão o tempo todo. Isso inclusive atrapalha nas cenas de ação. Na minha humilde opinião, o filme seria bem melhor se a câmera temesse menos.

Agora, o problema real de Jason Bourne é que a gente já viu tudo isso antes. Se o primeiro Bourne, lá longe, em 2002, inovou e revolucionou o conceito dos espiões no cinema contemporâneo, este novo é apenas mais um bom filme de ação.

Pelo menos Jason Bourne é um filme competente. Os fãs da franquia vão curtir. E admito que, mesmo com a câmera tremida, a “obrigatória” cena de perseguição de carros é de tirar o fôlego.

Outro destaque é o elenco. Além da volta de Damon e Julia Stiles, o filme também conta com a recém oscarizada Alicia Vikander, além de Tommy Lee Jones e Vincent Cassel.

Enfim, nada de novo. Mas vai agradar os fãs.

  • Facebook
  • Twitter

Podcrastinadores.S04E16 – Debate-Papo: O que aconteceria se vida alienígena fosse descoberta?

podcast vida alienPodcrastinadores.S04E16 – Debate-Papo: O que aconteceria se vida alienígena fosse descoberta?

Estreamos neste episódio o formato “Debate-papo“, onde teremos um tema a ser debatido por uma roda de convidados, associando eventualmente filmes ou séries aos eventos que vierem a surgir ao longo do assunto. É um formato inverso ao tradicional, cujo ponto central sempre foi o filme ou o grupo de filmes.

E o primeiro tema é logo uma análise do que aconteceria se, comprovadamente, vida alienígena fosse descoberta no universo. Qual o impacto que isso teria em nossas vidas? Economia, política, religião, e toda a sociedade de uma forma geral?

Essas e outras perguntas são debatidas entre Fernando Caruso, Gustavo Guimarães, Helvecio Parente, Rodrigo Montaleao, com as especialíssimas participações do astrônomo Alexandre Cherman, astrônomo do Planetário da Gávea, e do religioso Gabriel Tuller, do portal Achando Graça.

Ouça e comente!

(Não consegue baixar arquivos de áudio em sua rede? Insira o link do mp3 aqui)

Links relacionados a este episódio:

Agradecimento a todos que suportam os Podcrastinadores, especialmente aos nossos padrinhos Alan Almeida, Alexandre Mendes, Anna Cruz, Bianca Ramos, Camila Gildo, Carolina Lindoso-Neet, Caio Luiz Daemon, César Albuquerque Lima, Dierly Cordeiro, Eduardo Starling, Eduardo Tomazett, Elieverson Santos, Emílio Mansur, Felipe Rodrigues, Felipe Zabin, Henrique Malek, João EliasJosé Maria Leite, Leandro Medeiros, Lionel Leal, Lisbino Carmo, Luis Alfredo Lopes, Luis Garavello, Macinho ShiraMarco Antonio Linares, Marcos Alves, Mario Rocha, Rafael Baldo, Ricardo Pires Ferreira, Rogério Bittencourt, Sérgio Salvador, Thiago Cordeiro, Vitor Teixeira de Souza, Willian Castro, Wilson Santos e Ygor Souza.

Ajude a manter o nosso podcast você também. Até com 1 real você ajuda a aliviar nossos custos fixos. Entenda melhor como ser nosso padrinho aqui, e tenha nossa gratidão eterna, além de alguns outros benefícios que você descobre clicando no link. :-)

Participe você também escrevendo pra gente: [email protected]
Queremos saber quem é você que nos ouve: vá em facebook.com/podcrastinadores e mande seu Like lá.
Lembrando que temos duas opções de feeds pra você nos assinar:

Feed normal: http://feeds.feedburner.com/podcrastinadores
Feed plus*: http://feeds.feedburner.com/podcrastinadoresplus

*Se seu player for compatível com formato m4a (plataforma Apple iOS), você vai preferir acompanhar por este formato. Ele divide o podcast em capítulos com imagens individuais, e você pode navegar entre esses capítulos pelo comando “próximo” ou “anterior” do seu player. Assim você pode pular spoilers, ou achar rapidamente um assunto determinado que tenha maior interesse.

Podcast: Reproduzir em uma nova janela | Baixar (56.7MB)

Assine: iTunes | Android | RSS

Podcast (podcrastinadores-plus): Reproduzir em uma nova janela | Baixar (63.7MB)

Assine: iTunes | Android | RSS

  • Facebook
  • Twitter

O Bom Gigante Amigo

BGACrítica – O Bom Gigante Amigo

Filme novo do Spielberg!

Uma menina encontra um gigante que, apesar de sua aparência intimidadora, se mostra uma alma bondosa, que sofre na mão dos outros gigantes porque, ao contrário deles, se recusa a comer crianças.

O Bom Gigante Amigo (The BFG, no original) foi dirigido por Steven Spielberg mas, antes de tudo, trata-se de uma produção da Disney. Digo mais: é uma produção da Disney direcionada ao público infantil.

O Bom Gigante Amigo é muito bobinho. Tudo é muito inocente. O filme é baseado no livro de Roald Dahl (que também escreveu o livro que originou A Fantástica Fábrica de Chocolate) de 1982 – talvez funcionasse na época, mas não no mundo de hoje.

Pra piorar, o roteiro tem falhas no ritmo, se mostra arrastado em certos momentos. Digo mais: parece que o roteiro foi alterado. Rebecca Hall é um dos maiores nomes do elenco e seu personagem é uma coadjuvante inutilizada. E, na boa, as piadas com gases foram desnecessárias. Triste saber que foi o último roteiro de Melissa Mathison, falecida ano passado, a mesma que escreveu ET, O Extra Terrestre.

Pelo menos a parte técnica é impecável. O gigante interpretado por Mark Rylance, feito por captura de movimento, é um assombro de tão bem feito. Não sei se o mérito é de Rylance ou da tecnologia usada (acredito que um pouco de cada), mas o realismo do “BGA” é impressionante. Mais uma vez, a gente fica na dúvida se um personagem desses merece uma nova categoria no Oscar.

Mas é pouco. Spielberg já fez coisa muito melhor, a Disney também. Uma parceria entre esses dois monstros do cinema contemporâneo pedia algo de maior qualidade.

  • Facebook
  • Twitter

A Lenda de Tarzan

A Lenda de Tarzan posterCrítica – A Lenda de Tarzan

Este ano já teve um novo Mogli. Por que não um novo Tarzan?

Agora vivendo como aristocrata na Inglaterra, Tarzan volta à África para investigar um suposto caso de tráfico de escravos.

Comparei com Mogli, né? Bem, a comparação não é correta. Os personagens são muito parecidos, mas os dois filmes de 2016 não têm a mesma proposta. Enquanto Mogli é uma versão live action do desenho, A Lenda de Tarzan (The Legend of Tarzan, no original) traz uma nova história do Rei da Selva.

Dirigido por David Yates (que dirigiu os quatro últimos Harry Potter), A Lenda de Tarzan é um filme correto, com bom elenco e bons efeitos especiais mas que, infelizmente, não empolga. Sabe quando você junta os ingredientes certos, mas a massa desanda? Pois é…

Outra coisa: o personagem de Samuel L. Jackson tenta ser um alívio cômico, mas não funciona. Um cara daqueles, americano, urbano, NUNCA conseguiria acompanhar o ritmo do Tarzan pela selva. Entendo sua presença em algumas cenas (porque o Tarzan precisava conversar com algum humano, pra contar ao espectador o que acontecia na história), mas digo que ele atrapalhou mais do que ajudou.

Pelo menos a parte visual do filme é ótima. Assim como aconteceu em Mogli, a qualidade do cgi é excelente, os animais e cenários estão perfeitos. Nisso o filme acertou.

O elenco tem um monte de nomes legais, como o vampiro Eric, a Arlequina, o Nick Fury, o Hans Landa e o Korath – quer dizer, Alexander Skarsgård, Margot Robbie, Samuel L. Jackson, Christoph Waltz e Djimon Hounson. :-)

Enfim, os menos exigentes vão curtir. Mas o Tarzan ainda merece um filme definitivo.

  • Facebook
  • Twitter

Podcrastinadores.S04E15 – Woody Allen

podcast Woody Allen

Chegou a vez de falar um pouco da carreira do diretor, roteirista, escritor, ator e músico norte-americano Woody Allen! Com uma vida de altos e baixos, polêmicas e dezenas de filmes autorais no currículo, escolhemos seis deles que de alguma forma nos marcaram em um debate divertido e informativo, mesmo para aqueles que não conhecem direito, ou mesmo apreciam sua obra.

E como os filmes do Woody Allen são bastante atemporais, vamos deixar aqui um alerta de spoiler. Se você não viu algum desses filmes abaixo e começou a se interessar com o desenrolar do papo, interrompa o episódio e pule para o tempo do episódio seguinte para não prejudicar a sua experiência. Vale a pena. ;-)

Noivo Neurótico Noiva Nervosa – 0h:26m:59s
Zelig – 0h:38m41:33s
Ponto Final – 0h:52m:59s
Scoop – 1h:17m:00s
Vicky Cristina Barcelona – 1h:23m:38s
Meia Noite em Paris - 1h:33m:34s

Com Fernando Caruso, Gustavo Guimarães, Helvecio ParenteTibério Velasquez e a participação mais que especial de Miá Mello e Daniel Cury.

Ouça e comente!

Podcast (podcrastinadores-plus): Reproduzir em uma nova janela | Baixar (84.7MB)

Assine: iTunes | Android | RSS

Podcast: Reproduzir em uma nova janela | Baixar (76.7MB)

Assine: iTunes | Android | RSS | More

(Não consegue baixar arquivos de áudio em sua rede? Insira o link do mp3 aqui) Links relacionados a este episódio:

Agradecimento a todos que suportam os Podcrastinadores, especialmente aos nossos padrinhos Alan Almeida, Alexandre Mendes, Anna Cruz, Bianca Ramos, Camila Gildo, Carolina Lindoso-Neet, Caio Luiz Daemon, César Albuquerque Lima, Dierly Cordeiro, Eduardo Starling, Eduardo Tomazett, Elieverson Santos, Emílio Mansur, Felipe Rodrigues, Felipe Zabin, José Maria Leite, Leandro Medeiros, Lionel Leal, Lisbino Carmo, Luis Alfredo Lopes, Luis Garavello, João Elias, Marco Antonio Linares, Marcos Alves, Mario Rocha, Rafael Baldo, Ricardo Pires Ferreira, Rogério Bittencourt, Sérgio Salvador, Thiago Cordeiro, Vitor Teixeira de Souza, Willian Castro, Wilson Santos e Ygor Souza.

Ajude a manter o nosso podcast você também. Até com 1 real você ajuda a aliviar nossos custos fixos. Entenda melhor como ser nosso padrinho aqui, e tenha nossa gratidão eterna, além de alguns outros benefícios que você descobre clicando no link. :-)

Participe você também escrevendo pra gente: [email protected]
Queremos saber quem é você que nos ouve: vá em facebook.com/podcrastinadores e mande seu Like lá.
Lembrando que temos duas opções de feeds pra você nos assinar:

Feed normal: http://feeds.feedburner.com/podcrastinadores
Feed plus*: http://feeds.feedburner.com/podcrastinadoresplus

*Se seu player for compatível com formato m4a (plataforma Apple iOS), você vai preferir acompanhar por este formato. Ele divide o podcast em capítulos com imagens individuais, e você pode navegar entre esses capítulos pelo comando “próximo” ou “anterior” do seu player. Assim você pode pular spoilers, ou achar rapidamente um assunto determinado que tenha maior interesse.
  • Facebook
  • Twitter

Caça-Fantasmas (2016)

Caça-fantasmasCrítica – Caça-Fantasmas (2016)

Eles estão de volta! Quer dizer, agora são elas! :-)

Logo após uma uma invasão fantasma em Manhattan, as entusiastas do paranormal Erin Gilbert e Abby Yates, a engenheira nuclear Jillian Holtzmann, e a funcionária do metrô Patty Tolan se juntam para parar essa ameaça de outro mundo.

Alguns meses atrás começou uma grande polêmica na internet. Parte dos fãs do Caça-Fantasmas original, lançado em 1984, reclamou quando anunciaram que seria feito um novo filme da franquia, mas só com mulheres nos quatro papeis principais.

Bem, admito que, pra mim, a ideia não pareceu boa. Diferente de um Mad Max ou um Star Wars ep.7, onde as protagonistas femininas se mostraram naturalmente melhores do que seus pares masculinos, aqui soava meio forçado – não só as mulheres são as que mandam, como ainda por cima pegaram um grande astro de filmes de ação e o colocaram num papel de “louro burro”.

Mas quando a gente vê o filme, descobre que o receio era infundado. O roteiro desce redondinho, usando elementos do filme original, e as quatro atrizes têm boa química – todas vieram do Saturday Night Live (coincidência ou não, 30 anos atrás os atores também vieram do mesmo programa).

Não se trata de uma continuação, a história recomeça do zero. O roteiro, escrito pelo diretor Paul Feig e por Katie Dippold, sabe dosar de maneira inteligente as referências ao filme original – a história começa parecida, mas do meio para o final, o filme segue outro caminho.

As referências são um prato cheio para os fãs. Não só somos (re)apresentados aos props, como os uniformes, o endereço e o carro Ecto 1; como temos participações especiais de quase todo o elenco principal do filme anterior: Bill Murray, Dan Aykroyd, Ernie Hudson, Annie Potts e Sigourney Weaver fazem pontas, enquanto o falecido Harold Ramis aparece como uma estátua (Rick Moranis teve problemas pessoais e se afastou de Hollywood, ele é o único que não aparece).

O elenco novo é muito bom – Kristen Wiig, Melissa McCarthy e Leslie Jones estão bem, mas gostei mais da maluquinha Kate McKinnon. E Chris Hemsworth está hilário! E o filme ainda conta com paticipações de Charles Dance, Andy Garcia e Ozzy Osbourne.

A parte técnica, como era de se esperar, é perfeita. Quem me acompanha sabe que não sou fã do 3D, mas aqui pelo menos os efeitos fazem algo diferente do óbvio. O filme se passa num retângulo dentro da tela, e os efeitos dos fantasmas saem deste retângulo. Taí, gostei da ideia.

Por fim, fiquem até o final do filme. Há cenas durante os créditos e também pós créditos!

  • Facebook
  • Twitter