A Babá

A BabáCrítica – A Babá

Sinopse (imdb): Os acontecimentos de uma noite têm uma terrível e inesperada reviravolta para um jovem tentando espionar sua babá.

Pouco a pouco a Netflix vai se firmando como uma produtora de conteúdo. A novidade agora é um terror slasher com um pé no trash.

A Babá (The Babysitter, no original) é terror, mas é um terror leve e divertido, coerente com a carreira do diretor McG (que fez os dois filmes d’As Panteras, Guerra é Guerra e 3 Dias Para Matar). Em momento nenhum o filme tenta assustar o espectador, e o gore é controlado – dá pra ter “nojinho”, mas não precisa virar o rosto.

Algumas mortes são acidentais (não me lembro se todas). Neste aspecto, o menos conhecido Tucker and Dale vs Evil é mais eficiente e mais divertido. Mas como ninguém viu Tucker and Dale, deixa pra lá…

O elenco principal funciona bem, a dupla Judah Lewis e Samara Weaving está bem como o adolescente e sua babá gostosa – a interação entre os dois é convincente. No resto do elenco, Bella Thorne, Leslie Bibb, Ken Marino, Robbie Amell, Hana Mae Lee e Emily Alyn Lind fazem o feijão com arroz. Alguns estão caricatos, mas o filme pede personagens assim.

A Babá não é lá grandes coisas, mas o fato de ser despretensioso ajuda. Em momento algum o filme se leva a sério. Assim, quem estiver no clima certo pode se divertir.

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O Bar / El Bar

El BarCrítica – O Bar / El Bar

Sinopse (imdb): No movimentado centro de Madrid, um tiro e duas mortes misteriosas aprisionam alguns personagens urbanos heterogêneos em um bar central decrépito, enquanto a paranoia e a suspeição forçam os frequentadores a acusarem uns aos outros.

Sabe quando você é fã de um cara que quase ninguém conhece? Sou assim com o diretor espanhol Álex de la Iglesia. A maior parte das pessoas que conheço nunca ouviu falar, mas contei agora no imdb, O Bar (El Bar, no original; The Bar, em inglês) é o décimo longa dele que vejo – e gosto de quase todos!

O Bar mantém o estilo do diretor: personagens bizarros, clima tenso e uma pitada de humor negro. O jeitão de “festa estranha com gente esquisita” aqui ganha um clima claustrofóbico, porque quase toda a trama se passa em ambientes fechados e apertados.

A claustrofobia é boa pra desenvolver a crescente tensão entre os personagens. E aqui preciso destacar Jaime Ordóñez, que brilha no papel do mendigo alucinado. Também no elenco pouco conhecido por estas bandas, Blanca Suárez, Mario Casas, Carmen Machi, Secun de la Rosa e Terele Pávez.

A parte final muda um pouco o clima do filme. Li críticas negativas por aí com relação a isso, mas isso não me incomodou. Até gostei da mudança – apesar de achar que um dos personagens não conseguiria passar pelo espaço apertado.

A boa notícia é que, diferente de outros filmes do Álex de la Iglesia, este é fácil de encontrar: está no Netflix!

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Jogos Mortais: Jigsaw

JigsawCrítica – Jogos Mortais: Jigsaw

Sinopse (imdb): Corpos estão aparecendo ao redor da cidade, cada um tendo encontrado uma morte excepcionalmente horrível. À medida que a investigação prossegue, a evidência aponta para um suspeito: John Kramer, o homem conhecido como Jigsaw, morto há dez anos.

Quando a franquia Jogos Mortais anunciou que o sétimo filme seria o último, me perguntei se eles realmente iam parar. Cheguei a acreditar que sim, afinal, desde 2010 não tivemos outros filmes. Mas a regra da Hollywood contemporânea é: “vamos ganhar dinheiro com continuações”. Assim, ressuscitaram a franquia…

Antes de falar do filme novo, preciso admitir que não lembro de quase nada dos filmes dois ao sete, só lembro que a qualidade ia caindo a cada novo filme (só defendo o primeiro, de 2004, que continua sendo um dos melhores filmes de terror da década passada). E posso afirmar: não precisa conhecer toda a cronologia do vilão Jigsaw para entender este novo filme.

Vamos ao filme: sinto dizer que é mais do mesmo. Algumas armadilhas criativas (mas nada de deixar boquiaberto), alguma tensão (mas nada de deixar o público retorcendo na cadeira), algum gore (mas sem exageros). Uma coisa legal para quem acompanha é que armadilhas de filmes anteriores são citadas. Mas, para um reboot de uma franquia que começou tão bem, é pouco, não acham?

No elenco , ninguém se destaca. Gosto do Callum Keith Rennie desde que ele fez BSG, mas aqui ele está no automático. Tobin Bell – o Jigsaw – faz uma rápida aparição, meio que pra validar a franquia. Também no elenco, Laura Vandervoort, Matt Passmore, Hannah Emily Anderson e Clé Bennett.

Sobre o plot twist final, reconheço que resolveu alguns furos do roteiro. Agora, quem é fã da série vai se lembrar que um dos outros filmes tem um plot twist bem parecido… Mais não falo pra não entrar nos spoilers!

No fim, o resultado é apenas ok. O que é uma pena, porque é clara a intenção de retomar a franquia e fazer novos filmes.

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Assassinato no Expresso do Oriente

Assassinato no Expresso do OrienteCrítica – Assassinato no Expresso do Oriente

Sinopse (filmeB): Várias pessoas estão fazendo uma viagem longa em um luxuoso trem, porém, um terrível assassinato acontece. A bordo da composição, o detetive Hercule Poirot se voluntaria para iniciar uma varredura no local, ouvindo testemunhas e possíveis suspeitos para descobrir o que de fato aconteceu.

Adaptação do livro de Agatha Christie, que já teve uma versão pro cinema, em 1974, dirigida por Sidney Lumet e estrelada por Albert Finney, Lauren Bacall, Ingrid Bergman, Sean Connery, Jaqueline Bisset e Anthony Perkins, entre outros, Assassinato no Expresso do Oriente (Murder on the Orient Express, no original) sofre de um problema básico: é um “whodunit” que todo mundo já sabe o final.

(Glossário: Whodunit é o estilo de história onde a trama levanta vários suspeitos e o espectador é instigado a descobrir quem é o culpado.)

Já faz muitos anos que vi o filme dos anos 70, mas me lembro justamente da cena que mostra o assassino… Ou seja, sou mais um pra engrossar o coro.

Só não digo que Assassinato no Expresso do Oriente é uma perda de tempo porque a produção é de alto nível, e o elenco é cheio de nomes legais. Afinal, não é todo dia que você reúne Kenneth Branagh, Johnny Depp, Daisy Ridley, Michelle Pfeiffer, Judi Dench, Penélope Cruz, Willem Dafoe, Tom Bateman, Josh Gad, Derek Jacobi e Lucy Boynton. Pena que como o filme gira em torno de um único personagem, o único que tem muito tempo de tela é Branagh. Os outros nem estão mal, mas estão sub aproveitados (nem reconheci a Lucy Boynton, do Sing Street!).

Além disso, outro problema deve afetar a bilheteria: são muitos diálogos, muitas explicações. Uma trama dessas é complexa e cheia de detalhes, e isso ficou um pouco cansativo. Não sei como a audiência de hoje vai receber uma obra assim.

No fim, fica aquela impressão de que era melhor rever o original. Torçamos para que pelo menos isso sirva para apresentar a obra de Agatha Christie para as novas gerações. Porque, claro, existem planos para uma “continuação” – no fim do filme, Hercule Poirot é chamado para ir ao Egito, onde vai se passar Morte sobre o Nilo.

p.s.: No mundo politicamente correto de hoje, será que vão rebatizar “Os Dez Negrinhos”? ;-)

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Liga da Justiça

Liga da justiçaCrítica – Liga da Justiça

Sinopse (imdb): Alimentado por sua fé restaurada na humanidade e inspirado pelo ato altruísta de Superman, Bruce Wayne convoca a ajuda de sua nova aliada, Diana Prince, para enfrentar um inimigo ainda maior.

Depois de um Batman Vs Superman cheio de problemas e um Esquadrão Suicida que desagradou a todos, a DC acertou com Mulher-Maravilha. A boa notícia é que Liga da Justiça (Justice League, no original), apesar de ter suas falhas, também é um bom filme.

A DC sempre teve os super heróis mais famosos do universo pop. Mas a Marvel soube trabalhar melhor o seu universo cinematográfico, e hoje heu arriscaria dizer que existe um empate técnico entre a popularidade de Batman e Superman contra Homem de Ferro e Capitão América (principalmente para as novas gerações).

Digo isso porque se este Liga da Justiça viesse alguns anos atrás, provavelmente a DC continuaria na frente. Porque o grande problema do filme, na minha humilde opinião, é que hoje estamos acostumados com um nível mais alto. Liga da Justiça não é ruim, mas existe coisa melhor por aí.

Para não ficar para trás, a Warner, estúdio que lança os filmes da DC, parece que cedeu e resolveu usar algumas coisas da “fórmula Marvel”. Claro que isso é uma boa notícia: temos um filme mais colorido e com mais piadas – e com cenas pós créditos! Viva a “marvelização da DC”!

Talvez tenha rolado alguma influência de Joss Whedon (diretor dos dois primeiros Vingadores). A direção estava nas mãos de Zack Snyder, mas ele teve um problema pessoal (sua filha se suicidou) e se afastou do projeto. Sabemos que Whedon terminou as filmagens, mas não sabemos o quanto do filme é de cada um.

O filme tem alguns momentos excelentes, os personagens funcionam bem juntos. A boa trilha sonora de Danny Elfman discretamente cita os temas do Superman (John Williams), da Mulher Maravilha (Hans Zimmer) e do Batman (do próprio Elfman). Outra coisa boa é que os fan services são bem inseridos (diferente, por exemplo, da cena dos parademônios em BvS). Tem uma cena onde o Lanterna Verde é citado, mas não atrapalha quem não conhece o personagem.

O cgi às vezes parece videogame, mas isso infelizmente é algo comum em filmes de ação contemporâneos. Mas acho que o pior problema aqui é o vilão – o Steppenwolf, além de ser feito por um cgi fraco, é um vilão que não ameaça ninguém. Além disso, o roteiro tem algumas escorregadas, como por exemplo o tempo enorme que o filme dedica àquela família russa.

Pequeno spoiler a frente:

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Pra mim, é spoiler avisar que o Superman está no filme – ele “morreu” no filme anterior. Mas ele está até em alguns pôsters de divulgação, então nem sei se isso é spoiler.

Enfim, o fim de BvS me incomodou profundamente, com a terrinha flutuando em cima do caixão do Superman, indicando que ele não estava exatamente morto. Mas do jeito que fizeram aqui, seu “ressuscitamento” foi convincente. Não precisava da terrinha flutuando!

FIM DOS SPOILERS!

O elenco é muito bom. Ben Affleck, Henry Cavill e Gal Gadot voltam aos papéis principais. Ezra Miller está ótimo como o Flash, um garoto engraçado e deslumbrado com o que está acontecendo (sem querer comparar, me lembrou o Peter Parker do último Homem Aranha); Jason Momoa e Ray Fisher completam o time principal. Alguns coadjuvantes de BvS e Mulher-Maravilha voltam, como Amy Adams, Diane Lane, Jeremy Irons e Connie Nielsen. J.K. Simmons voltará no filme solo do Batman; Amber Heard, no do Aquaman. Por fim, Ciarán Hinds é um bom ator, mas o seu Steppenwolf é fraco.

É, parece que a DC encontrou um caminho. Torçamos para que continuem.

p.s.1: Os filmes anteriores da Warner / DC não tinham cenas pós créditos. Mas aqui são duas – como é comum nos filmes da Marvel.

p.s.2: Um dos cartazes nacionais resolveu adaptar o cartaz gringo que usa os símbolos de cada herói. O problema é que não tem onde colocar o W da Mulher Maravilha. Ficou muito estranho ver “Você Não Pode Salvar o Wundo Sozinho”. Toda vez que via esse cartaz, em vez de trocar o W por M, trocava o U por A: “Você Não Pode Salvar o Wando Sozinho”… :-P

Liga da justiça - Wundo

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A Noiva

a noiva

Crítica – A Noiva

Sinopse (imdb): A prática incomum de fotografar parentes mortos na Rússia rural do meio dos anos 1800 conectará uma estudante de Filologia com a história familiar abismal do futuro marido.

Terror russo! Será que presta? Infelizmente não…

A ideia era boa – uma antiga lenda russa de espíritos aprisionados em negativos. Mas sabe quando não fazem da maneira certa? Escrito e dirigido por Svyatoslav Podgaevskiy, A Noiva (Nevesta, no original) é um amontoado de clichês numa trama pra lá de previsível. E, pecado grave em se tratando de terror: não dá medo.

E a parte final não faz o menor sentido. Aviso de spoilers abaixo:

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Se o cara conhece os rituais da família, pra que levar a noiva justamente naquele fim de semana?

FIM DOS SPOILERS!

Pra piorar, a cópia que vai para os cinemas está dublada em inglês. E a dublagem é péssima! Dá pra ver que a dublagem brasileira vive um momento muito melhor. A dublagem americana faz tudo ficar ainda mais artificial.

Acho uma pena. Quero ver filmes off Hollywood – recentemente gostei do coreano Invasão Zumbi e do turco Baskin. Mas este A Noiva chega a ser pior que o conterrâneo Guardiões e seus super heróis genéricos.

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Thor: Ragnarok

ThorCrítica – Thor: Ragnarok

Sinopse (imdb): Aprisionado, o todo-poderoso Thor encontra-se em uma disputa mortal de gladiadores contra o Hulk, seu ex-aliado. Thor deve lutar pela sobrevivência e correr contra o tempo para evitar que a poderosa Hela destrua sua casa e a civilização Asgardiana.

Hoje, em 2017, todo mundo já sabe o modus operandi do MCU (Marvel Cinematic Universe). O espectador sabe que vai encontrar um filme com ação e humor, muito bem feito tecnicamente, e com referências ao universo Marvel. Gostem ou não, a Marvel descobriu uma fórmula eficiente e vai continuar investindo neste formato.

Bem, quem costuma reclamar são os fãs da DC. Heu acho ótimo. Enquanto mantiverem a máxima luisseverianoribeira “cinema é a maior diversão”, continuarei vendo e curtindo os filmes.

Thor: Ragnarok (idem, no original) é muito bom. Parece uma continuação de Guardiões da Galáxia – uma aventura espacial divertida e colorida. Sim, este terceiro filme tem um pé fortemente fincado na comédia, bem mais que os dois primeiros.

Mais uma vez, a Marvel mostra que faz “filmes de produtor” e não “de diretor”. Se o primeiro Thor teve Kenneth Brannagh, a direção aqui coube a Taika Waititi, um neo zelandês com um currículo bem modesto. E, pelo resultado final, parece que a Marvel estava certa.

O visual do filme é muito legal. Planetas diferentes, personagens esquisitos, tudo muito colorido, o visual lembra os filmes dos anos 80 (mas com efeitos especiais de hoje). A trilha sonora de Mark Mothersbaugh (que era do Devo) ajuda a manter o clima oitentista. Detalhe: não é que nem Guardiões, que traz músicas antigas conhecidas – Mothersbaugh compôs temas instrumentais inéditos, mas com cara de anos 80. O visual só pisou na bola em alguns efeitos de maquiagem digital – talvez fosse melhor menos cgi e mais maquiagem “de verdade” em algumas cenas.

Um parágrafo pra falar do trailer spoilerento. Quem me conhece sabe que de um tempo pra cá tenho evitado trailers, mas não consegui escapar desta vez. O trailer é muito bom, super empolgante. Mas traz duas cenas que seriam muito mais empolgantes se vistas direto no filme. Mais um caso de filme que vale mais pra quem não viu o trailer…

O elenco, como sempre, é muito bom – o prestígio e o dinheiro do MCU tornam o casting uma tarefa fácil. Cate Blanchett, com seus dois Oscars, disse que queria fazer um filme da Marvel porque seus filhos são fãs – claro que ela ia mandar bem. Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Mark Ruffalo, Idris Elba, Anthony Hopkins e Benedict Cumberbatch voltam aos seus papeis; Tessa Thompson, Jeff Goldblum e Karl Urban são as novidades do elenco.

Como sempre, cenas pós créditos. Não saia antes do fim!

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Pica-Pau: O Filme

Pica PauCrítica – Pica-Pau: O Filme

Sinopse (imdb): O pássaro hiperativo de cabeça vermelha entra em uma disputa de território com um grande advogado da cidade que deseja derrubar seu lar para construir uma casa.

Quando vi o trailer, já deu pra sacar: não vinha coisa boa por aí. Mas, vamos ver qualé…

Pica-Pau: O Filme (Woody Woodpecker, no original) tem vários problemas. Começo pela parte técnica. Hoje em dia, em pleno 2017, com a tecnologia atual, é inadmissível um longa metragem de um grande estúdio ter um cgi tão vagabundo. O Pica Pau nunca parece estar no mesmo plano que os atores. Todas as cenas onde pessoas interagem com ele ficaram falsas.

Outro problema está na personalidade do protagonista. Às vezes o Pica Pau é um trollador, outras vezes ele é carente e amigo. Alguns raros momentos mostram o “Pica Pau Maluco” dos desenhos (justamente os melhores momentos), mas logo ele muda de personalidade mais uma vez. Isso deve ser problema com executivos do estúdio…

O estilo do humor é outra coisa que incomoda. Hoje estamos acostumados com humor mais refinado, o universo de filmes infantis “pós Pixar” nos ensinou que o filme pode ter diferentes camadas e agradar adultos e crianças ao mesmo tempo. Uma cena onde o Pica Pau solta cimento fresco pelo teto solar de um carro e dois adultos ficam parados abanando os braços enquanto o cimento cai sobre suas cabeças funcionava anos atrás, mas hoje quero algo mais bem construído.

No elenco, uma curiosidade: um dos principais papéis é de uma brasileira, Thalia Ayala. Pena que ela está mal, como todo o resto do elenco.

Dispensável. Melhor rever alguns desenhos.

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Tempestade – Planeta em Fúria

Crítica – TempestadeCrítica – Tempestade – Planeta em Fúria

Sinopse (imdb): Quando a rede de satélites projetada para controlar o clima global começa a atacar a Terra, é uma corrida contra o relógio para descobrir a ameaça real antes de uma tempestade global acabar com tudo e com todos.

Uma simples leitura nos créditos principais já nos diz o que esperar de Tempestade – Planeta em Fúria (Geostorm, no original). O filme é dirigido por Dean Devlin, que foi o produtor de vários filmes catástrofe do Roland Emmerich. Daí a a gente já desconfia: vai ser um “sub Emmerich”.

Tempestade – Planeta em Fúria é exatamente isso. Temos todos os clichês possíveis – tem até o garoto que perde o cachorro e depois o reencontra! Só ficou faltando o talento do diretor alemão – com todos os prós e contras, temos que admitir que Emmerich talvez seja o maior nome do cinema catástrofe contemporâneo. Ah, e pros brasileiros, tem uma rápida e divertida cena numa praia que acho que era pra ser Copacabana, mas com prédios de outro lugar… ;-)

Tempestade – Planeta em Fúria tem um outro problema: os efeitos especiais não são tão impressionantes. Efeitos fracos talvez não atrapalhem um filme de outro estilo, mas, neste caso em particular, o filme perdeu muito com os efeitos de segunda linha.

Liderando o elenco, Gerard Butler está canastrão no ponto que o filme pede – não precisa ser um grande ator para carregar um filme desses. Também no elenco, Jim Sturgess, Abbie Cornish, Alexandra Maria Lara, Andy Garcia e Ed Harris.

Resumindo: não é ruim, mas tá bem longe de ser bom. Vale mais rever Independence Day.

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A Morte te dá Parabéns

A Morte te Da ParabensCrítica – A Morte te dá Parabéns

Sinopse (imdb): Um estudante universitária deve reviver o dia do seu assassinato seguidas vezes, em um loop que acabará apenas quando ela descobrir a identidade do seu assassino.

Ok, a gente já viu isso antes. Várias vezes. Mas quem me conhece sabe que respeito boas ideias recicladas, desde que sejam bem recicladas.

A Morte te dá Parabéns (Happy Death Day, no original) é um caso assim. Não tem nada de novidade aqui: um pouco de Feitiço do Tempo, um pouco de Pânico, um pouco de Meninas Malvadas, um monte de clichês. Mas a mistura “deu liga”, e o filme consegue o que se propõe: ser uma boa diversão.

Dirigido por Christopher Landon (Como Sobreviver a Um Ataque Zumbi), A Morte te dá Parabéns pega aquele monte de clichês e coloca tudo num formato bem humorado. Em momento algum o filme se leva a sério, e isso é muito bom.

O roteiro tem algumas falhas (tipo, quando ela faz uma lista, a lista deveria zerar a cada morte). Nada grave, felizmente. No elenco, ninguém conhecido. A protagonista Jessica Rothe (que teve um papel pequeno em La La Land) funciona para o que o papel pede.

O fim do filme não abre espaço para continuações. Mas tenho certeza que se a bilheteria for boa, vão inventar algum modo de virar franquia.

p.s.: Sobre A Morte te dá Parabéns ser uma ideia copiada de Feitiço do Tempo, um diálogo no fim do filme faz piada com isso…

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