It: Capítulo Dois

Crítica – It: Capítulo Dois

Sinopse (imdb): Vinte e sete anos após seu primeiro encontro com o terrível Pennywise, o Clube dos Perdedores* cresceu e se afastou, até que um telefonema devastador os traz de volta.

Em 2017 tivemos uma nova adaptação de um dos mais celebrados livros de Stephen King: It – que já tivera uma versão em minissérie de TV nos anos 90. Como o livro é enooorme, o filme de 2017 focou só na parte das crianças. Agora é hora de terminar a história.

Mais uma vez dirigido por Andy Muschietti, It: Capítulo Dois (It Chapter Two, no original) traz todo o elenco do filme anterior, e ainda algumas aquisições de peso, como Jessica Chastain, James McAvoy e Bill Hader. A trama agora acompanha os personagens adultos, entremeada de flashbacks com a garotada.

O problema aqui é que ficou longo demais. Se temos uma primeira parte com duas horas e quinze minutos, agora são duas horas e quarenta e nove! Mais de 5 horas, se a gente contar os dois filmes juntos. Entendo o cuidado da produção em desenvolver cada personagem – certo momento do filme eles se separam, e vemos os medos e alucinações de cada um. Ok, ficou legal. Mas cansou. Muitos flashbacks, muitas histórias paralelas, e várias delas repetindo o mesmo formato – tornando os sustos previsíveis (pecado grave quando falamos de filme de terror).

(No último fim de semana consegui algo que nem sempre consigo: revi o primeiro filme. Quando a trama foca só na garotada, flui melhor. Apesar de também ser longo, o primeiro filme é bem melhor.)

Pelo menos a construção de toda a trama é muito bem feita. Não li o livro, então não posso comparar. Mas, só pelo filme, podemos dizer que o resultado foi positivo.

Um dos pontos chave de It (e aqui falo dos dois filmes) é Bill Skarsgård, que mais uma vez está ótimo como o palhaço Pennywise. Já falei que gosto do Pennywise galhofeiro do Tim Curry (da versão dos anos 90), mas Skarsgård é muito mais assustador.

No elenco, além dos já citados Jessica Chastain, James McAvoy e Bill Hader, temos Isaiah Mustafa, Jay Ryan, James Ransone e Andy Bean como o resto do “Clube dos Perdedores” – o trabalho dos atores ficou bem legal, dá pra ver tranquilamente quem é quem (o mesmo com o “vilão” Nicholas Hamilton / Teach Grant). Nos flashbacks, temos os sete adolescentes de volta (Finn Wolfhard, Sophia Lillis, Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer e Wyatt Oleff). Temos uma rápida e divertida participação do próprio Stephen King, e o veterano diretor Peter Bogdanovich faz uma ponta. E, para os leitores do heuvi, Javier Botet – mais uma vez – interpreta criaturas.

No fim, temos uma bela e asssustadora história de terror, pode entrar na curta lista de boas adaptações de Stephen King. Mas poderia ser mais curto, ah, poderia. Alguns filmes, depois de um tempo, aparece uma versão estendida. Este It poderia ter uma “versão encurtada”…

* As legendas traduziram “Losers Club” como “Clube dos Otários”. Deve ser adaptado da tradução do livro. Mas não gostei. Por que não “Perdedores”? Ficou tosco…

Anna: O Perigo tem Nome

Crítica – Anna: O Perigo tem Nome

Sinopse (imdb): Sob a beleza marcante de Anna Poliatova está um segredo que vai liberar sua força indelével e habilidade para se tornar uma das mais temidas assassinas do mundo.

Luc Besson é um grande nome no cinema de ação das últimas décadas, seja como diretor, roteirista ou produtor. Mas, na direção, há muito tempo ele vive à sombra dos seus melhores trabalhos. Assim como Lucy, Anna: O Perigo tem Nome (Anna, no original) fica à sombra de Nikita. O filme tem seus bons momentos, mas parece uma cópia genérica do filme de 1990 (principalmente porque o argumento dos dois filmes é bem parecido).

Pelo menos algumas sequências de ação são muito boas – a cena do restaurante é excelente (ah, se o filme todo fosse no mesmo pique desta cena…). A trama traz alguns plot twists, uns meio óbvios, outros nem tanto. E gostei das idas e vindas temporais do roteiro.

No elenco, a modelo Sasha Luss funciona para o que o papel pede. Helen Mirren já teve papeis melhores, mas não atrapalha. Também no elenco, Cillian Murphy, Luke Evans e Lera Abova.

Mas, no fim, fica aquele gosto de comida requentada. Não que seja ruim, mas que podia ser melhor, ah, podia. Bem melhor.

Brinquedo Assassino (2019)

Crítica – Brinquedo Assassino (2019)

Sinopse (imdb): Uma mãe dá ao seu filho de 13 anos um boneco de brinquedo pelo seu aniversário, inconsciente da sua natureza mais sinistra – ele também mata pessoas que desobedecerem a Andy.

Já falei isso aqui antes, mas certamente não será a última vez: “ninguém pediu, mas, olha lá fizeram um reboot de mais uma franquia”.

Não sei por que, mas nunca gostei do Brinquedo Assassino original. Vivi bem o terror galhofa dos anos 80, curtia o Freddy Kruger, o Jason Vorhees e o Michael Myers, mas nunca dei bola pro Chucky. E olha que sou fã de A Hora do Espanto, outro filme do mesmo diretor!

Enfim, assim como aconteceu com todas essas franquias, Brinquedo Assassino teve várias continuações de qualidade bem ruim. Nem sei quantas foram, nem quando parou. Mas, por mim, deixava parado.

Mas… Hollywood é assim, né? Um reboot de uma franquia dessas é barato e gera uns bons trocados. Então nem adianta reclamar, o negócio é relaxar e torcer pra não ser muito ruim.

Pena que, neste caso, o resultado foi negativo.

Vejam bem, dirigido pelo desconhecido Lars Klevberg, este novo Brinquedo Assassino (Child’s Play, no original) não é exatamente ruim. Mas é um filme bobo. Não existe nada que valha o ingresso…

Bem, pelo menos uma coisa achei positiva. Mudaram a mitologia do Chucky, agora a trama não fala mais em um boneco possuído. Acho que, para os dias de hoje, o novo Chucky funciona melhor.

No elenco, o único nome digno de nota é Mark Hamill, que dubla o Chucky – tem uma piada ótima fazendo referência a Guerra nas Estrelas. Também no elenco, Aubrey Plaza, Gabriel Bateman e Brian Tyree Henry.

Dispensável. E mesmo assim deve ter continuação.

p.s.: Teve uma campanha com posters divertidos, onde o Chucky atacava brinquedos do Toy Story!

Era Uma Vez em… Hollywood

Crítca – Era Uma Vez em… Hollywood

Sinopse (imdb): Um ator ultrapassado e seu dublê se esforçam para alcançar a fama e o sucesso na indústria cinematográfica durante os anos finais da Era de Ouro de Hollywood, em 1969, em Los Angeles.

Finalmente o novo Tarantino!

Era Uma Vez em… Hollywood (Once Upon a Time… in Hollywood, no original) é uma declaração de amor ao cinema. A gente sabe que o Tarantino é um grande fã da sétima arte, e aqui vemos várias referências bem sacadas ao cinema e à tv, misturando personagens reais e fictícios nos bastidores das produções.

A reconstituição de época é um primor. Tarantino não tem cara de alguém que usa muito cgi, e vemos vários planos abertos, com carros e cenários da época (o filme se passa em 1969). E a parte técnica é impecável, acho que essa é sua produção mais grandiosa. Isso ajuda na metragem, o filme tem duas horas e quarenta minutos, mas você nem sente o tempo passar.

Claro que tem violência. Mas, comparado com a filmografia do diretor, tem até pouca – acho que só tem sangue duas vezes. A cena final é que é muito violenta, mas não só pelo que aparece na tela – a sugestão às vezes é mais forte (que nem a cena da orelha cortada em Cães de Aluguel).

Como sempre, a trilha sonora é um destaque, assim como o humor. Era Uma Vez em… Hollywood não é comédia, mas tem momentos muito engraçados, como a genial cena do Bruce Lee (interpretado pelo desconhecido Mike Moh) – que gerou polêmicas, mas é porque os fãs de Lee não admitem tirá-lo do pedestal. A cena é excelente, um dos melhores momentos do filme.

Ah, o elenco! Que elenco! Vai ser difícil comentar em apenas um parágrafo, mas vamos lá. O trio principal, Leonardo DiCaprio, Brad Pitt e Margot Robbie, claro, está ótimo, com destaque maior para DiCaprio (não será surpresa uma indicação ao Oscar). Mas queria falar mais do elenco secundário. Al Pacino rouba a cena em um papel pequeno; e temos Kurt Russell e Zoë Bell como dublês (Tarantino se auto referenciando!). Não tem Samuel L. Jackson, mas Michael Madsen bate o ponto. Se 25 anos atrás Tarantino trabalhou com Uma Thurman e Bruce Willis, agora ele trabalha com Maya Hawke (filha de Uma Thurman com Ethan Hawke) e Rumer Willis (filha de Bruce Willis com a Demi Moore) – e ainda tem a Harley Quinn Smith, filha do Kevin Smith. Clu Gulager (A Volta dos Mortos Vivos) faz o vendedor de livros; Rebecca Gayheart (Lenda Urbana) faz a esposa do Brad Pitt. E ainda tem Emile Hirsch, Margaret Qualley, Timothy Olyphant, Dakota Fanning, Bruce Dern, Luke Perry, Damian Lewis, Nicholas Hammond, Lorenza Izzo, Victoria Pedretti…

Agora, infelizmente, preciso admitir que não gostei do filme. Uma coisa comum nos filmes do diretor são plot twists inesperados, daqueles que explodem a cabeça do espectador (e, às vezes, também do personagem) e mudam a direção que a trama estava andando, surpreendendo o público. Era Uma Vez em… Hollywood não tem nenhum momento assim, a trama vai do ponto A ao ponto B sem nenhum desvio.

Mas, ok, reconheço que foi um problema meu, meu “head canon”, não necessariamente o filme é ruim por causa disso. Preciso rever para pegar uma segunda opinião.

Puxa, que tarefa “ruim”. Ter que rever um filme do Tarantino. Ok, “it’s a dirty job, but someone has to do it”. 😉

Histórias Assustadoras para Contar no Escuro

Crítica – Histórias Assustadoras para Contar no Escuro

Sinopse (imdb): Um grupo de adolescentes enfrenta seus medos para salvar suas vidas.

Nem sabia da existência deste filme. E vamos combinar que o nome “Histórias assustadoras para contar no escuro” não é muito atraente, parece aqueles filmes genéricos com coletâneas de histórias meio vagabas, que iam direto para home video. Mas, quando vi que a direção era de André Øvredal, me animei. E isso porque ainda não sabia que tinha Guillermo Del Toro na produção!

(O nome do Del Toro está em alta, o cara ganhou Oscar de melhor diretor ano passado por A Forma da Água, mas a gente se lembra que, na produção, ele já teve um ou outro escorregão ((pigarro) Não Tenha Medo do Escuro (pigarro)). O nome de Øvredal na direção me empolgou mais, O Caçador de Trolls é um dos meus filmes favoritos de câmera encontrada; e Autópsia foi uma agradável surpresa.)

Histórias Assustadoras para Contar no Escuro (Scary Stories to Tell in the Dark, no original) é baseado no livro homônimo escrito por Alvin Schwartz, de pequenas histórias de terror direcionadas ao público infanto juvenil, originalmente lançado em 1981. Mas, apesar de historinhas independentes, o roteiro costura tudo para fazer um filme com uma única trama.

O clima às vezes lembra Goosebumps (também baseado em livros), mas com um tom mais sério e assustador. Os monstros que aparecem ao longo do filme ajudam esse clima. Na concepção dos monstros, sentimos a mão de Del Toro. Alguns deles são muito bons, podem figurar em antologias de monstros do cinema – gostei muito do monstro “contorcionista”, e aquela do sorriso grande é um misto de terror e fofura, pode estar num museu de terror ou virar um bichinho de pelúcia…

O elenco principal tem nomes ainda desconhecidos: Zoe Margaret Colletti, Michael Garza, Gabriel Rush, Austin Zajur, Austin Abrams e Natalie Ganzhorn. Ninguém se destaca, nem positiva, nem negativamente.

Histórias Assustadoras para Contar no Escuro não vai figurar em listas de melhores do ano, mas foi uma agradável surpresa. E, num momento onde o cinema de terror está polarizado entre “pós terror” e “quero ser James Wan”, é sempre bom ver algo diferente.

O livro é o primeiro de uma série de três. O final abre espaço para continuações. Acho que veremos estes monstros de novo…

Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw

Crítica – Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw

Sinopse (imdb): O policial Luke Hobbs e o marginal Deckard Shaw formam uma improvável aliança quando um vilão cibergeneticamente melhorado ameaça o futuro da humanidade.

Se tem uma franquia que tem conseguido manter a qualidade no que propõe, é a franquia Velozes e Furiosos. Filmes divertidos, com sequências de ação de tirar o fôlego, estrelados por um monte de atores carismáticos, e – sempre – sem levar nada a sério. As mentiras apresentadas em cada filme rivalizam com os filmes do James Bond.

(Tem gente que não gosta da comparação, mas acho que Velozes e Furiosos tem muito a ver com 007 – filmes de ação bem feitos, todos meio parecidos entre eles, e muita, muita mentira.)

Vou retirar um parágrafo do imdb:

“A idéia de um spin-off de Velozes e Furiosos, com Hobbs e Shaw, surgiu durante as filmagens do oitavo filme, depois que os produtores e executivos do estúdio repararam na química cômica entre os dois ao longo de suas cenas juntos. Os planos para desenvolver o spin-off foram informalmente aprovados antes do final das filmagens, e mais tarde revelaram-se o motivo por trás da animosidade muito discutida que surgiu entre Vin Diesel e Dwayne Johnson na última semana de produção – que resultou que Diesel teria cancelado algumas das cenas de Johnson (que estava dentro de seu alcance como um dos produtores executivos do filme) e não aparecendo para filmar em pelo menos um dia de produção, deixando centenas de elenco e equipe ociosos. Depois que as notícias do spin-off se tornaram públicas, Michelle Rodriguez (Letty) e Tyrese Gibson (Roman) criticaram publicamente por prejudicar a “família” de V&F, assim como atrasaram o lançamento do nono filme da série por pelo menos um ano. Em fevereiro de 2019, Johnson declarou que “provavelmente não” retornaria para “Velozes e Furiosos 9″, mas o consideraria para o 10º da série.”

A direção deste Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw (Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw, no original) é de David Leitch, o mesmo de Atômica e Deadpool 2. Ex-dublê, claro que Leitch é muito eficiente nas sequências de ação. Mas, aqui tem uma “meia boa notícia”. As sequências são boas, mas são “apenas” boas – diferente de Atômica, onde temos sequências antológicas.

Mesmo não sendo um filme “antológico”, Hobbs & Shaw não vai decepcionar nenhum fã da franquia V&F. Personagens carismáticos, cenas de ação excelentes, e muita, muita mentira. Aliás, parece que a mentira está testando os limites. Hobbs & Shaw flerta com a ficção científica e cria um vilão com super poderes!

No elenco, se você tem dois grandões carismáticos como os mocinhos (Dwayne Johnson e Jason Statham), precisa de um outro ator tão carismático quanto para ser o vilão – Idris Elba. Apesar da grande diferença de idade, Vanessa Kirby funciona como a irmã de Statham; Helen Mirren repete o papel da mãe (que ela fez em V&F 8). Eddie Marsan parece que está repetindo o papel que fez em Atômica; Eiza González me pareceu um pouco deslocada – talvez fosse melhor uma atriz russa em vez de uma latina.

No fim, temos que admitir, Hobbs & Shaw é uma bobagem. Uma divertida e barulhenta bobagem. Que venham outras bobagens assim no circuito!

O Rei Leão (2019)

Crítica – O Rei Leão (2019)

Sinopse (imdb): Após o assassinato de seu pai, um jovem príncipe leão foge de seu reino apenas para aprender o verdadeiro significado de responsabilidade e bravura.

A Disney descobriu uma nova fonte de bilheterias milionárias: versões live action dos seus desenhos clássicos. Só este ano já tivemos Dumbo e Aladdin (e parece que o próximo vai ser A Dama e o Vagabundo). Apesar de não ser exatamente live action, O Rei Leão é mais um dessa lista.

(Uma produção live action deveria ter atores. Este Rei Leão é todo em cgi. É outro tipo de animação, tem cara de real, mas continua sendo animação.)

Dirigido por Jon Favreau (que, além de ser uma pessoa importante para o MCU, já tinha dirigido um outro live action, o Mogli), O Rei Leão (The Lion King, no original) tem um problema óbvio: é igual ao desenho.

Ok, a gente entende que a garotada de hoje não vai querer ver um desenho animado feito 25 anos atrás, então esta nova versão sem dúvida vai vender muitos ingressos. Mas, para quem viu o original recentemente, o filme novo é muito sem graça.

(E ainda tem outra coisa que me incomodou (apesar de não ter lido nada sobre isso por aí). Ter um filme com o visual mais “national geographic” atrapalha a suspensão de descrença. Por exemplo, é mais fácil ver um desenho animado onde um filhote de leão só come insetos e larvas e apesar disso cresce saudável, do que ver a mesma coisa com um leão que parece de verdade.)

Bem, pelo menos temos que reconhecer que a qualidade da animação é um absurdo. Fica difícil imaginar se existe algo mais perfeito que isso. Ouvi gente reclamando que os animais têm poucas expressões, mas, justamente, são animais, e animais têm poucas expressões. E a piada com a referência a A Bela e a Fera foi muito boa.

O elenco tem um monte de gente legal, como Chiwetel Ejiofor, Donald Glover, Beyoncé, Seth Rogen e Alfre Woodard. Mas a maioria do público vai ver dublado, então tanto faz. Acho que James Earl Jones é a única voz do desenho que volta, ele dublou o Mufasa nos anos 90 e repete aqui. Pena que não chamaram Matthew Broderick pra ser o Simba de novo…

O Rei Leão vai ter uma grande bilheteria. Mas, continua sendo um filme desnecessário.

Homem-Aranha: Longe de Casa

Crítica – Homem-Aranha: Longe de Casa

Sinopse (imdb): Após os eventos de Vingadores: Ultimato (2019), o Homem-Aranha deve se impor para enfrentar novas ameaças em um mundo que mudou para sempre.

Em primeiro lugar, é preciso falar que este não é apenas “o novo filme do Homem Aranha”. Este é “o filme depois de Vingadores Ultimato“. Se no início do MCU os filmes eram independentes, e você conseguia assistir a filmes “avulsos”, isso não acontece aqui. Quem chegou agora vai ficar perdido…

Dito isso, Homem-Aranha: Longe de Casa (Spider-Man: Far from Home, no original) é um bom epílogo para esta fase do MCU. Não é um filme épico como o anterior (claro), mas é um filme leve e divertido (assim como o primeiro Homem Aranha), e que explica algumas coisas sobre o mundo “depois do blip” (como foi chamado o período onde metade da população desapareceu).

Mais uma vez dirigido por Jon Watts (o mesmo do primeiro Aranha), Homem-Aranha: Longe de Casa segue a vida do jovem que ainda não sabe como ser um super herói. Os fãs das HQs estão reclamando “porque este não é o meu Peter Parker”, mas achei coerente com tudo o que já foi mostrado no MCU.

No elenco principal, a única novidade é Jake Gyllenhaal, com um personagem que a princípio lembra o Doutor Estranho (isso é até falado no filme), mas que se revela bem diferente, e que é responsável por uma das melhores sequências do filme. Temos de volta Tom Holland, Marisa Tomei, Jon Favreau, Zendaya, Jacob Batalon, Tony Revolori, Samuel L. Jackson e Cobie Smulders. Tem algumas outras participações especiais, mas seria spoiler dizer quem são.

No fim, duas cenas pós créditos, como de praxe. Uma delas vai explodir a cabeça de muita gente, seja pelo que é falado, seja pelo ator escolhido!

Annabelle 3: De Volta Para Casa

Crítica – Annabelle 3: De Volta Para Casa

Sinopse (imdb): Enquanto cuida da filha de Ed e Lorraine Warren, uma adolescente e sua amiga inconscientemente despertam um espírito maligno preso em uma boneca.

A galera gosta de falar mal dos spin offs derivados dos filmes do James Wan (Invocação do Mal e Sobrenatural). Mas estes são sucesso de bilheteria, então vão continuar sendo feitos…

Dirigido por Gary Dauberman (estreante como diretor, mas roteirista dos três Annabelle, além de A Freira e os dois It), Annabelle 3: De Volta Para Casa (Annabelle Comes Home no original) não traz nenhuma novidade ao gênero, mas segue a fórmula passo a passo e vai agradar a maior parte da audiência.

A história se passa entre Annabelle 2 e Invocação do Mal. Vemos como a boneca Annabelle chegou na casa dos Warren. E, pra quem gosta do “waniverse”, vemos vááárias outras opções para possíveis futuros spin offs…

O casal Patrick Wilson e Vera Farmiga está presente (talvez para dar maior legitimidade à franquia), mas sua participação é pequena. O filme é do trio feminino Madison Iseman, Katie Sarife e Mckenna Grace (sim, a menina que foi um dos destaques infantis de A Maldição da Residência Hill).

Como disse lá em cima, nada de novo. Mas vai agradar os menos exigentes. Que, claro, vão se divertir falando mal do filme.

Toy Story 4

Crítica – Toy Story 4

Sinopse (imdb): Quando um novo brinquedo chamado “Garfinho” se junta a Woody e à turma, uma viagem ao lado de velhos e novos amigos revela o quão grande o mundo pode ser para um brinquedo.

A grande pergunta de todos era: “se Toy Story 3 fechou tão bem, será que precisa de um quarto filme?”

Verdade. Precisar não precisava. Mas, mais uma vez, a Pixar não nos decepcionou, e temos um quarto filme coerente com a saga, e – importante – tão bom quanto o resto da franquia.

A Pixar sabe fazer filmes complexos, com camadas, que agradam crianças e adultos ao mesmo tempo. Vemos isso aqui, com os dilemas do Woody sobre a “sua” criança, com o questionamento sobre liberdade, com a dúvida existencial do novo personagem Garfinho, com a redenção da vilã, etc.

Temos algumas boas adições à excelente galeria de personagens. O Garfinho é ótimo! E a dupla Coelhinho / Patinho é responsável pelos momentos mais engraçados do filme.

A saga Toy Story sempre tem momentos carregados de emoções. Aqui não tem nenhuma cena tão forte quanto a cena do incinerador do filme anterior, mas vai ter adulto saindo da sala do cinema com a cara inchada de choro.

A qualidade da animação é absurda, isso a gente já sabe há tempos. Mas aqui chega a ter um gato que parece filmado em vez de desenhado!

Sobre a dublagem, confesso que queria ver com o som original – Keanu Reeves faz o Duke Caboom! Mas, como de costume, a dublagem é muito boa. Gostei muito da dinâmica entre o Coelhinho e o Patinho.

Por fim, fiquem até o fim. O fim mesmo, tem uma piada muito boa no fim da vinheta de encerramento!

A história fechou – de novo. Mas se a Pixar anunciar um quinto filme no futuro, vou ficar empolgado. De novo.