Esta é a Sua Morte

Esta e a sua morteCrítica – Esta é a Sua Morte

Um olhar inquietante sobre os reality shows onde um programa perturbador tem seus concorrentes terminando suas vidas pelo prazer do público.

De um tempo pra cá, tenho evitado ver trailers. Muitas vezes eles trazem spoilers; muitas vezes eles passam a impressão errada sobre o filme. Aqui é um exemplo do segundo caso. O trailer vende um filme que seria uma mistura de O Sobrevivente com Jogos Mortais. E Esta é a Sua Morte (This Is Your Death, no original) é um drama, que não tem nada a ver com isso.

A premissa do filme dirigido pelo ator Giancarlo Esposito é boa: um reality show que explora suicidas e o sensacionalismo da mídia em cima disso. E a história até começa bem. Mas o roteiro pega caminhos errados e o filme escorrega, principalmente na parte final.

Leve spoiler abaixo!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Entendo que Esposito, sendo o diretor, quisesse dar uma importância maior ao seu personagem. Mas não funcionou. Não só o desenvolvimento foi fraco, como transformá-lo em herói foi uma ideia ruim – o que ele tinha de diferente dos outros participantes do programa?

FIM DOS SPOILERS!

Mas este não é o único problema. Os personagens são mal construídos e não cativam ninguém, e assim o filme começa a ficar cansativo. Na minha humilde opinião, o filme tinha que ter uma pegada mais sensacionalista. Menos foco nos dramas pessoais, mais foco em como a mídia consome as mortes.

O elenco até é bom (Josh Duhamel, Famke Janssen, Sarah Wayne Callies, Giancarlo Esposito, Caitlin FitzGerald e uma ponta de James Franco), mas como o roteiro não ajuda, o resultado final fica devendo.

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Para Maiores

Crítica – Para Maiores

Fiquei dividido quando vi o trailer deste Para Maiores (Movie 43, no original). Por um lado, o elenco é um dos mais impressionantes que já vi. Por outro lado, o filme parecia ser uma comédia apelativa muito ruim.

Para Maiores é uma série de doze filmes curtos, todos de comédia, sempre usando humor ofensivo. Os filminhos são independentes entre si.

O formato lembra os divertidos Kentucky Fried Movie e As Amazonas da Lua – principalmente o segundo, pelo elenco estelar. A diferença é que Para Maiores é uma comédia sem nenhuma boa piada. Parece que os idealizadores procuraram a polêmica em vez do engraçado. O humor é grosseiro, adolescente – e bobo.

E, inexplicavelmente, o elenco conta com Kate Winslet, Hugh Jackman, Naomi Watts, Halle Berry, Emma Stone, Anna Faris, Gerard Butler, Johnny Knoxville, Sean William Scott, Chloe Grace Moretz, Chistopher Mintz-Plasse, Elizabeth Banks, Josh Duhamel, Richard Gere, Kate Bosworth, Kristen Bell, Leslie Bibb, Uma Thurman, Jason Sudeikis, Liev Schreiber, Justin Long, Terrence Howard, Patrick Warburton, Katrina Bowden e Jack McBryar, entre outros. Como convenceram essa galera a entrar nessa roubada?

Entre os diretores, alguns nomes também surpreendem. Ok, um nome como Peter Farrelly (Quem Vai ficar Com Mary) é coerente. Mas o que os atores Elizabeth Banks e Griffin Dunne estão fazendo dirigindo filminhos aqui?

Pelo imdb, tem gente dizendo que o filme é “ofensivo”. Sim, é. Para Maiores é um mix de vários tipos de piadas de baixo calão. Mas este não é o problema. O problema é ser uma comédia sem graça. Ted, uma das comédias mais divertidas do ano passado, tinha humor grosseiro e politicamente incorreto, mas era um filme engraçado. Não tenho nada contra humor grosseiro; mas tenho tudo contra humor sem graça. Só adolescentes descerebrados vão achar graça em piadas com fezes, menstruação, testículos ou pelos pubianos.

Enfim, dispensável.

p.s.: Descobri que existem duas versões do filme. Segundo o imdb, o filme é guiado por um segmento estrelado por Dennis Quaid e Greg Kinnear, que não está no arquivo disponível nos torrents por aí. No lugar, tem um filmete bobo estrelado por adolescentes. Não sei por que as versões diferentes. Mas, de qualquer maneira, duvido que o segmento de Quaid e Kinnear seja bom…

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Noite de Ano Novo

Crítica – Noite de Ano Novo

Quem lê o gigantesco elenco e o nome do diretor lembra logo de cara de Idas e Vindas do Amor, dirigido pelo mesmo Garry Marshall. E assim podemos adivinhar exatamente como será Noite de Ano Novo.

O filme mostra um retrato do último dia do ano para vários casais e solteiros em Nova York. Vários núcleos entrecortados, várias histórias simultâneas.

Noite de Ano Novo é um filme extremamente previsível, mas mesmo assim muito agradável. Tudo desce redondinho, sem sustos ou riscos.

Como assim previsível? Bem, Jon Bon Jovi interpreta um popstar; Lea Michelle, uma aspirante a cantora; Sofia Vergara, um papel igual à Gloria de Modern Family… Acho que o roteiro foi escrito para que cada ator ficasse à vontade, confortável, num papel familiar – Zac Efron arranja até uma desculpa para dançar! Acho que o único papel “não óbvio” é o Kominsky de Hector Elizondo, o resto do elenco está todo nas chamadas “zonas de conforto”.

Por um lado isso pode ser monótono. Mas, se a gente entrar no clima, o filme é muito legal. Assim como acontece com Idas e Vindas do AmorNoite de Ano Novo é eficiente, bobinho e “fofo”.

Claro que o destaque do filme é o elenco. Afinal, não é todo dia que temos, juntos, Robert De Niro, Michelle Pfeiffer, Halle Berry, Hillary Swank, Katherine Heigl, Ashton Kutcher, Josh Duhamel, Sarah Jessica Parker, Mathew Broderick, John Lithgow, Abigail Breslin, Jessica Biel, Til Schweiger, Sarah Paulson, Carla Gugino, Alyssa Milano, Sofia Vergara, Lea Michelle, James Belushi, Zac Efron, Jon Bon Jovi, Ryan Seacrest, Cary Elwes, Ludacris e Hector Elizondo, entre outros menos cotados.

Com tanta gente assim, claro que o roteiro serviria apenas como veículo para os atores. Por isso é tudo tão óbvio. Acho que a única emoção que o roteirista quis passar para a sua plateia era “que bonitinho”…

Outra coisa previsível era uma trama irregular. Como são várias historinhas, algumas são melhores que as outras. Aquele diálogo final da Sarah Jessica Parker foi completamente incoerente com toda sua postura ao longo do filme. Mas, por outro lado, algumas cenas são divertidíssimas. John Lithgow está alucinado como nos bons tempos de 3rd Rock From The Sun, e só o nome dado ao personagem de Mathew Broderick já vale o ingresso!

Enfim, Noite de Ano Novo é assim. Previsível, mas vai agradar o público certo.

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O Casamento do Meu Ex

Crítica – O Casamento do Meu Ex

Um grupo de amigos de faculdade se reúne para o casamento de um deles. O problema é que a ex-namorada do noivo faz parte do grupo, e tem um passado mal resolvido com ele.

O Casamento do Meu Ex (The Romantics, no original) é mais um daqueles filmes baseados nos dramas pessoais dos personagens. Isso já rendeu bons filmes, como O Reencontro (de Lawrence Kasdan), O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas (de Joel Schumacher) ou Para o Resto de Nossas Vidas (de Kenneth Branagh). Mas aqui o objetivo não foi alcançado, o resultado é meia bomba.

O filme foi escrito e dirigido por Galt Niederhoffer, também autora do livro onde a história se baseou. Talvez no livro os personagens sejam melhor desenvolvidos, mas isso não acontece no filme. São oito personagens, e seus dramas não cativam o espectador. Assim, a trama perde o interesse.

Pena, porque o elenco é bem legal, apesar da maioria dos nomes ter vindo da tv. Katie Holmes (seriado Dawson’s Creek), sumida desde o casamento com Tom Cruise, faz um dos vértices do triângulo amoroso do título brasileiro – as outras duas pontas são Anna Paquin (X-Men, seriado True Blood) e Josh Duhamel (Transformers, seriado Las Vegas). Além destes, o elenco conta com Malin Akerman (Watchmen), Elijah Wood (O Senhor dos Aneis), Candice Bergen (atriz veterana, mas um dos papeis principais do seriado Boston Legal), Dianna Agron (seriado Glee), Adam Brody (seriado The O.C.), Rebecca Lawrernce e Jeremy Strong.

Ainda tem outro problema: o título nacional dá a ideia de ser uma comédia romântica. Mas é drama, não se deixe enganar!

O Casamento do Meu Ex entrou em cartaz nos cinemas cariocas na sexta passada. Mas esse é daqueles filmes que não precisam da tela grande, poderia ser visto em casa. E enquanto isso, Contra o Tempo teve mais uma vez a estreia adiada… Não dá pra entender o raciocínio do exibidor brasileiro!

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Transformers 3: O Lado Oculto da Lua

Crítica – Transformers 3: O Lado Oculto da Lua

Confesso que não sou fã da franquia Transformers – aliás, nunca achei graça no brinquedo, nem no desenho animado. Mas a crítica falou que este era melhor que o segundo, aí resolvi dar uma chance.

Neste terceiro filme, os Autobots descobrem que existe uma nave de Cybertron no lado escuro da Lua, e precisam pegar antes dos Decepticons.

Não há muito o que se falar aqui. Transformers 3 é tudo o que se espera de um filme dirigido pelo Michael Bay sobre carros-robôs: muita ação e pouco cérebro. E o resultado final fica devendo, assim como nos dois primeiros filmes…

Talvez o filme não fosse tão ruim se se preocupasse com alguns “pequenos” detalhes, como a duração – ninguém merece duas horas e quarenta minutos de uma história fraca.

Aliás, acho que a “história fraca” é pior que a “duração excessiva”. O roteiro tem tantas inconsistências que se heu fosse listar, não acabava hoje. Por exemplo: como é que um cara recém formado, cheio de contatos, que acabou de ganhar uma medalha do presidente, está desempregado?

Mas tem mais, muito mais. Toda a sequência onde Shia Labeouf conhece Frances McDormand no galpão é patética. Se a Frances McDormand fosse tão poderosa, o casal seria preso imediatamente. E aquele diálogo entre ela e o Sentinel Prime é completamente sem sentido.

Pra piorar, o filme é repleto de personagens secundários com alívios comicos sem graça: os dois robôzinhos, o John Turturro, o Ken Jeong (Se Beber Não Case)…

Mesmo assim, nem tudo se joga fora. Os efeitos especiais são de primeira linha. Algumas sequências são boas – gostei da parte do prédio “caindo”. Gostei também do esquema meio Forest Gump pra mostrar presidentes antigos no início do filme.

Sobre o elenco, o nome de Steven Spielberg na produção ajuda a trazer bons nomes para os papeis secundários – além dos já citados Turturro, McDormand, LaBeouf e Jeong, o filme ainda tem John Malkovich, Patrick Dempsey, Josh Duhamel e as vozes de Hugo Weaving e Leonard Nimoy em robôs. E ainda tem Rosie Huntington-Whiteley como a “bonitinha da vez” – como Megan Fox brigou com a produção, tinham que arranjar outra pra vaga dela. Rosie é tão bonita quanto, e tem um defeito parecido: lábios grossos demais – na minha humilde opinião, é muito beiço, não?

Pra finalizar, preciso dizer que não entendi o nome original: “The Dark of The Moon” – que bom que não traduziram ao pé da letra, “O Escuro da Lua”…

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