Star Wars Ep 8 – Os Últimos Jedi – COM SPOILERS

Star-Wars-8-outraCrítica – Star Wars Ep 8 – Os Últimos Jedi – COM SPOILERS

COM SPOILERS!

Acabei meu texto sobre Star Wars Episódio 8 – Os Últimos Jedi, fiquei com vontade de comentar mais, mas me segurei por causa dos spoilers. Então, assim como fiz com Rogue One, resolvi escrever um segundo post, desta vez repleto de spoilers.

Tenho lido por aí que muita gente odiou o filme porque esperava outra coisa. Pra mim, isso se chama “head canon”. É quando você imagina uma história dentro da sua cabeça, e, se você vê algo diferente, pode se decepcionar. Mas, ora, isso é culpa do espectador, e não do filme!

Meus problemas com Os Últimos Jedi não têm nada a ver com head canon. Gosto de ser surpreendido, não é à toa que sou fã do Tarantino. Vou explicar alguns problemas aqui. E também vou comentar coisas que gostei, claro.

Qurm quiser ler o texto convencional, está aqui. O que está abaixo são alguns trechos comentados. Não leia se não viu o filme!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

- Achei a Leia longe demais da nave na hora da explosão. Entendo que queriam criar um momento dramático, e entendo que queriam mostrá-la usando a Força. Mas se ela estivesse mais perto teríamos o mesmo efeito numa cena menos forçada.

- Esse plano da Primeira Ordem de ficar seguindo as naves dos rebeldes é um plano ruim. Era só mandar umas naves na velocidade da luz para frente e cercar os rebeldes.

- Desnecessária a participação da Maz Kanata. Se é pra ter a personagem, criem uma cena melhor.

- Todo o plot do cassino foi fraco. E ainda criou uma expectativa errada entre os fãs, porque TODOS imaginaram que apareceria o Lando.

- Não achei ruim a morte do Snoke. Mas acho ruim um personagem tão poderoso sem explicação, num universo que a gente já conhece. Acho ruim porque provavelmente só vão explicar em livros.

- A luta entre Rey, Kylo Ren e guardas do Snoke é sensacional. Um dos melhores momentos de toda a saga. A única coisa ruim dessa cena é que quero saber mais sobre esses guardas, coisa que dificilmente vai acontecer. Detalhe: Snoke estava morto, os guardas poderiam simplesmente ir embora.

- Quando o Luke aparece como a projeção da Força, na hora do duelo com Kylo Ren, ele aparece com o visual mais novo – cabelo mais curto e barba “Tyrion”. Isso foi uma dica muito na cara. Acho que seria bem melhor se fosse algo mais sutil, tipo só o sabre de luz (que tinha quebrado). A surpresa final ia ser muito maior.

- Achei que não precisavam matar o Luke. Pelo menos não daquele jeito. A morte do Han Solo foi épica, uma das cenas mais marcantes de 2015. A morte do Luke foi fuén.

FIM DOS SPOILERS!

Enfim, gostei do filme. Só queria ter gostado mais. Sei que tem muito “fã” por aí revoltado com o que viu, mas afirmo que não sou um desses. Só que gosto muito de Star Wars. Se um filme da DC ou da Marvel tem um roteiro fraco, ok. Mas num filme de Star Wars, quero mais!

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Star Wars Ep 8 – Os Últimos Jedi

Star Wars 8Crítica – Star Wars Episódio 8 - Os Últimos Jedi

(SEM SPOILERS!)

Sinopse (imdb): Depois de dar os primeiros passos no mundo Jedi, Rey junta-se a Luke Skywalker em uma aventura com Leia, Finn e Poe, que desbloqueia os mistérios da Força e segredos do passado.

Finalmente, o filme mais aguardado do ano!

O complicado ao falar de Star Wars Episódio 8 – Os Últimos Jedi (Star Wars: Episode VIII – The Last Jedi, no original) é a expectativa. Porque, depois dos excelentes Star Wars: O Despertar da Força (2015) e Rogue One (2016), fica difícil ir ao cinema sem nenhuma expectativa.

Com relação a isso, podemos dizer que, para o bem ou para o mal, a história andou pra frente. As maiores críticas que li sobre o Ep. 7 falavam que era tudo muito parecido com o Ep. 4; e todos sabem que o final de Rogue One foi catártico para os fãs. Neste aspecto, Os Últimos Jedi tem menos coisas repetidas.

Como tem sido comum nas mega produções da Disney, mais uma vez há um diretor pouco conhecido: Rian Johnson, que fez Looper cinco anos atrás, e de lá pra cá, só dirigiu três episódios de Breaking Bad. Johnson não só dirigiu, como também foi o roteirista. E aqui talvez esteja o maior problema do filme: um roteiro que tem uma enorme barriga no meio. Além de Os Últimos Jedi ser longo demais (duas horas e trinta e dois minutos, o mais longo de todos os nove até agora), o meio do filme é arrastaaado…

Sorte que o início e o fim são excelentes, além do filme ser repleto de bons momentos ao longo da projeção. Ok, algumas cenas parecem cópias dos outros filmes (como a Millenium Falcon dentro da Estrela da Morte em O Retorno do Jedi), mas vemos soluções que nunca apareceram em nenhum momento da saga, tanto no espaço (o “momento boliche” foi genial!), quanto em terra (a luta de sabres de luz no salão vermelho foi tão boa que desde já peço: quero um spin off sobre a academia que forma aqueles guardas!).

Hoje, em 2017, numa produção deste porte, não tem mais o que se falar sobre os efeitos especiais, são simplesmente perfeitos. O visual do filme é bem legal – toda a parte no planeta branco e vermelho é sensacional, e adorei o cenário vermelho da sala do Líder Supremo Snoke, me lembrou o Flash Gordon dos anos 80. E a trilha sonora, mais uma vez nas mãos de John Williams, é fantástica ao retomar velhos temas – em certo momento, a história é contada pela trilha, primeiro com o tema “Luke and Leia”, depois com “Han Solo and the Princess”. Emocionante!

Sobre os novos personagens, alguns foram bons, outros nem tanto. Gostei muito da Holdo (Laura Dern), uma personagem fora do maniqueísmo habitual da saga. Por outro lado, a Rose (Kelly Marie Tran) não me convenceu. E Benicio Del Toro foi algo desnecessário – um grande ator para um papel fuén. O resto do elenco repete os nomes do ep. 7: Daisy Ridley, Oscar Isaac, John Boyega, Adam Driver, Mark Hamill, Carrie Fisher, Anthony Daniels, Domhnall Gleeson, Gwendoline Christie, Andy Serkis e Lupita Nyong’o (numa cena curta e completamente desnecessária com a sua Maz Kanata).

Ainda preciso falar sobre o merchandising. Foi o primeiro Guerra nas Estrelas que, quarenta anos atrás, inventou essa coisa de ganhar dinheiro com merchandising em torno do filme. E é claro que a venda pra Disney só aumentou a quantidade de produtos ligados à saga. Assim, vemos várias coisas no filme que parecem estar lá só pra “vender bonequinho”. E vários fãs estavam com medo dos porgs, bichinhos fofinhos que aparecem no trailer. Mas, olha, assim como aqueles “cachorros de cristal”, os porgs não atrapalham. E aposto que serão um grande sucesso nas vendas de bichos de pelúcia…

Ainda podia falar mais, afinal, Guerra nas Estrelas sempre foi um dos meus assuntos preferidos. Mas chega, vá ao cinema e volte, porque vou postar um outro texto, com spoilers!

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Kingsman: Serviço Secreto

kingsmanCrítica – Kingsman: Serviço Secreto

Filme novo do Matthew Vaughn!

Uma organização secreta faz testes com novos recrutas para conseguir um novo espião. Durante o treinamento, uma ameaça global surge, vinda de um gênio da tecnologia.

Imagine um filme de 007, mas com mais humor e mais violência. Além disso, bom elenco, bom ritmo… o ano mal começou, e já temos um candidato à lista dos melhores filmes de 2015!

Mathew Vaughn tem uma extensa carreira como produtor (ele produziu os dois primeiros filmes do Guy Ritchie), mas dirigiu poucos filmes – este é seu quinto. Bem, até agora, tem uma carreira admirável: Nem Tudo é o que Parece, Stardust, Kick-Ass e X-Men Primeira Classe. Nada mal, não?

Mais uma vez Vaughn se baseia numa graphic novel, e desta vez traz uma trama absurda, uma espécie de versão jamesbondiana dos cavaleiros da távola redonda, com boas doses de humor e de violência. Várias coisas não têm sentido, mas se a gente usar um pouco de suspensão de descrença, o filme é divertidíssimo!

Diferente do “padrão Marvel sem sangue”, Kingsman tem bastante violência gráfica (como aconteceu em Kick-Ass). Uma cena, em particular, é um belíssimo balé violento, uma longa sequência de briga dentro de uma igreja, onde quase todos saem mortos. E, sobre o humor, Kingsman não é exatamente uma comédia, mas algumas cenas são engraçadíssimas. Gargalhei alto na sequência das cabeças explodindo!

O elenco é ótimo. Colin Firth mostra uma faceta ainda desconhecida na sua carreira: o herói de ação. Samuel L. Jackson também está ótimo, de língua presa, num personagem diferente do “badmotherf%$&cker” de sempre. O jovem desconhecido Taron Eggerton (será que é parente da Tamsin Eggerton?) é outro que também está perfeito. E o filme ainda tem o Mark Luke Skywalker Hammil! Ainda no elenco, Michael Caine, Mark Strong, Jack Davenport, Sophie Cookson e Sofia Boutella.

Não sei se existe uma franquia prevista. Mas não me espantarei se anunciarem em breve um Kingsman 2.

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Star Wars Holiday Special

0-Star-Wars-Holiday-SpecialCrítica – Star Wars Holiday Special

Em comemoração ao “Star Wars Day” (por causa do trocadilho “may the four” be with you), tomei coragem e revi o famoso Star Wars Holiday Special. Pena que é famoso pelo motivo errado.

A trama: depois dos acontecimentos de Guerra nas Estrelas (na época não tinha esse papo de “episódio”), Chewbacca está voltando para casa em Kashyyyk, onde vai encontrar sua família para celebrar o “dia da vida”, uma espécie de dia de ação de graças wookie.

Mas, antes de falar do filme, vou contar um causo da minha infância. Quando Guerra nas Estrelas passou nos cinemas brasileiros, em 1978, heu tinha 7 anos, e meu pai disse que heu não tinha idade para ver o filme. Não existia video cassete, muito menos internet. Então, colecionei o álbum, mas não vi o filme (só consegui ver quando teve uma reprise depois do lançamento de O Império Contra Ataca).

Mas, eis que surge uma propaganda: ia passar Guerra nas Estrelas na tv! Acho que era na TVS, mas não tenho certeza. Minha família ia viajar, consegui convencê-los a adiar a viagem pra poder ver – não tinha como gravar pra ver depois!

Lembro da decepção na hora, porque não era o filme que heu achava que seria. Mas não me lembrava se era ruim ou não.

Anos se passaram, e, em uma convenção, encontrei um dvd pirata em uma banquinha com o tal Star Wars Holiday Special. Comprei, junto com outros dvds com vários extras. Naquela época, já sabia que era ruim. Um dia, resolvi ver. Mas, olha a ironia – me venderam o disco errado dentro da caixinha do dvd!

Mais alguns anos se passaram, e hoje o Star Wars Holiday Special é facilmente encontrável pela internet. Finalmente, encarei as quase duas horas de um dos filmes mais trash da minha vida!

Pra quem não sabe do que se trata: é um especial de tv do canal CBS, que foi ao ar em 17 de novembro de 1978 (não tenho ideia de quando passou aqui). Parece que George Lucas queria manter a franquia na cabeça das pessoas antes do lançamento de O Império Contra Ataca, então aprovou um roteiro e delegou pessoas para desenvolverem o projeto. Mas parece que foram as pessoas erradas…

A ideia podia funcionar. Afinal, tá todo mundo lá – o elenco conta com Mark Hammill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Anthony Daniels, Peter Mayhew e até a voz de James Earl Jones como Darth Vader. Era só não esticar demais. Tem MUITA encheção de linguiça!

Provavelmente por razões mercadológicas, fizeram um programa de duas horas (são 97 minutos mais os intervalos). Então o filme mostra o tédio da família wookie enquanto espera pelo Chewbacca. A história é interrompida o tempo todo por números musicais nada a ver com a trama, além de um número de circo (!). E isso porque não estou falando de outras coisas inúteis, como um programa culinário apresentado por um homem vestido de mulher com quatro braços…

Não falei, mas as atuações do elenco são todas péssimas – tanto o elenco principal de atores pouco conhecidos hoje em dia (Art Carney, Bea Arthur, Harvey Korman) quanto as participações especiais dos atores do filme. Os cenários e efeitos especiais têm a qualidade (ou falta de qualidade) coerente com uma produção vagabunda de tv dos anos 70. Mas o pior de tudo, sem dúvida, é a falta de ritmo. As duas horas parecem durar muito mais, o especial é interminável!

Ah, tem o desenho, a única coisa “boa” que veio deste especial desastroso. Determinado momento, o filho do Chewbacca, preocupado com o pai, liga a tv pra ver um desenho animado – que tem o pai como um dos protagonistas. Sim, também não vi a lógica de colocar o filho vendo o pai através de um desenho animado, mas, no meio do caos que é o Star Wars Holiday Special, nem vou questionar isso. A importância deste desenho é que foi a primeira aparição do Bobba Fett, um dos personagens secundários mais cultuados da história.

Ah, o desenho é apenas médio. Ou seja, muito melhor que todo o resto do especial. ;-)

Resumindo: se fosse um especial de meia hora, sem as participações off-Star Wars, talvez fosse algo relevante no cânon da franquia. Do jeito que ficou, todos os envolvidos querem esquecer este desastre.

A versão que vi é a “rifftrax”. São três pessoas fazendo comentários engraçadinhos em áudio ao longo de todas as quase duas horas – fazem piadas até em cima dos intervalos comerciais (algumas propagandas são tão ruins quanto o especial em si). Às vezes eles falam demais, heu gostaria de ter ouvido a Carrie Fisher cantando. Mas admito que alguns momentos ficaram hilários, ri alto no momento “I see a little sillouetto of a man”….

Star Wars Holiday Special nunca foi reprisado. Também não foi lançado em vhs, dvd ou blu-ray. Diz a lenda que o George Lucas, num “momento Xuxa”, tentou comprar e destruir todas as cópias. Hoje está no youtube e em outros sites de download, qualquer um pode ver.

Só precisa ter coragem. Não é para os fracos!

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Batalha Por T.E.R.R.A.

Crítica – Batalha Por T.E.R.R.A.

Quando todos os últimos recursos da Terra são exauridos, os sobreviventes saem à procura de um novo planeta para recomeçar a vida. O planeta T.E.R.R.A., habitado por seres pacíficos e que vivem em harmonia, é uma opção. O problema é que a atmosfera é incompatível com a sobrevivência dos humanos.

Batalha Por T.E.R.R.A. é um desenho animado incomum. A história é séria, diferente da maioria das animações atuais, quase sempre em tom de comédia – não rola nem um alívio cômico. Mesmo assim, a temática não é adulta. Talvez isso seja um problema, porque a criançada pode se cansar, enquanto os adultos podem não curtir o visual infantil.

O traço do desenho não é tão impressionante quanto o “padrão Pixar”, mas gostei do resultado, o visual do planeta e de seus habitantes é muito interessante. E a trama é simples mas não é óbvia, boa notícia quando se fala de animações atualmente.

Vi a versão dublada, o que foi uma pena. O elenco da versão original é impressionante: Evan Rachel Wood, Brian Cox, Chris Evans, James Garner, Danny Glover, Amanda Peet, Luke Wilson, Justin Long, Rosanna Arquette, Beverly D’Angelo, Ron Perlman, Dennis Quaid, Danny Trejo e Mark Hammil. Nada mal!

Teve uma coisa que me deixou encucado: por que escolheram o nome “T.E.R.R.A.” para o novo planeta? No mundo globalizado em que vivemos, será que ninguém avisou aos gringos como é, em português, o nome do nosso próprio planeta? E tem mais: são quantas letras “R”? No estojo do dvd (original), é “T.E.R.A.”, com um “R” (como a imagem acima); nas legendas do dvd (original), é “T.E.R.R.A.”, com dois. Na dúvida, fui ao imdb, onde está com dois “R”s…

Batalha Por T.E.R.R.A. não entrará para a história como um desenho “obrigatório”. Mas não vai decepcionar ninguém.

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Se você gostou de Batalha Por T.E.R.R.A., o Blog do Heu recomenda:
9 A Salvação
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O Retorno de Jedi

Crítica – O Retorno de Jedi

Finalmente, o texto que faltava aqui no blog, o fim da hexalogia Guerra nas Estrelas!

Na conclusão da trilogia, Luke Skywalker e seus amigos precisam resgatar Han Solo, que está congelado e em poder do gangster Jabba The Hut. E depois eles vão ajudar os rebeldes a lutar contra o império, que está construindo uma nova Estrela da Morte.

A crítica, de um modo geral, prefere o filme anterior, O Império Contra-Ataca. Realmente, se a gente analisar friamente, O Império Contra-Ataca é mais consistente. Mas heu não consigo analisar friamente. Quando O Retorno de Jedi foi lançado nos cinemas, heu tinha uns 12 ou 13 anos, e vivia o auge do meu fanatismo adolescente pela série. No dia da estreia, fui horas mais cedo para a porta do cinema, para ser o primeiro morador de Petrópolis a entrar na sala! Depois, nos dias seguintes, revi algumas vezes. Então fazer uma análise imparcial é impossível pra mim. Se alguém perguntar o meu preferido, é este episódio VI!

(Ok, o filme tem ewoks, que são uma espécie de “ursinhos fofinhos”. Mas os ewoks não só ajudam a derrotar stormtroopers, como eles ainda são canibais – não se esqueçam que eles iam colocar o Han Solo e o Luke Skywalker na fogueira!)

A direção coube a Richard Marquand, um “diretor de aluguel”, afinal, o filme na verdade é de George Lucas. É notório que Lucas não gostava de lidar com atores, então colocou um profissional sem muita personalidade para fazer o “trabalho duro”. E funcionou, a estrutura da trama é muito boa, com o clímax em três ambientes – a luta em Endor, a batalha espacial e o duelo entre Luke Skywalker e Darth Vader diante do Imperador. Pena que Lucas não manteve esta postura na nova trilogia…

Os efeitos especiais são o que existia de melhor na época. Alguns perderam a validade – na cena do Rancor, fica claro o chroma-key do stop motion. Mas isso não torna o filme ruim. São inúmeras as sequências de tirar o fôlego, como por exemplo os passeios de speeder bike pela floresta de Endor, ou então o clímax com a Falcon Millenium e um X-Wing em uma alucinada perseguição por dentro da Estrela da Morte ainda em construção. Neste aspecto, O Retorno de Jedi não vai decepcionar ninguém.

Os filmes da série Guerra nas Estrelas têm um problema: de vez em quando George Lucas muda algum detalhe e relança o filme. A versão que vi esta semana é a penúltima, a versão do dvd (ainda não tenho os blu-rays). Se um ou outro detalhe técnico melhorou, de um modo geral, esta versão é bem inferior à original, lançada nos cinemas em 83. Explico o que piorou:
- Lapti Nek, o número musical original no palácio do Jabba, é muito melhor que este novo;
- Ainda no âmbito musical: a música anterior da celebração na aldeia dos ewoks era bem melhor do que a atual;
- No fim do filme, aparece o “fantasminha” do Anakin ao lado do Yoda e do Obi Wan. Mas apagaram o ator mais velho para colocarem Hayden Christensen. Ora, o Anakin novo era “do mal”, o Anakin logo antes da morte se arrependeu e virou “do bem”. Mostrar o Anakin novo foi um erro grave.
- Por fim, foi bacana a ideia de mostrar a festa em diferentes planetas. Mas não precisava ter o Jar Jar Binks em Naboo! Um filme que tem ewoks não pode ter Jar Jar!

Não há surpresa no elenco, basicamente são os mesmos atores do Império – o elenco funciona dentro do esperado. A trilha sonora de John Williams, mais uma vez, é um destaque.

Filme obrigatório, excelente conclusão de uma das melhores sagas da história do cinema!

May the force be with you! Always!

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O Império Contra-Ataca

O Império Contra-Ataca

Tive a oportunidade de rever, no último fim de semana, o fantástico O Império Contra-Ataca. Melhor ainda: num cinema!

Todo mundo conhece a história, né? O vilão Darth Vader encontra os rebeldes que se refugiaram no gelado planeta Hoth. Enquanto Han Solo, Chewbacca, a princesa Leia e C-3P0 fogem do Império na Millenium Falcon; Luke Skywalker vai com R2-D2 até o planeta Dagobah para continuar o treinamento jedi com o mestre Yoda.

O Império Contra-Ataca é considerado por muitos como o melhor filme de toda a saga Star Wars. E não é difícil entender o por que. Enquanto Guerra nas Estrelas (Uma Nova Esperança), por ser o primeiro, teve um orçamento mais limitado e por isso às vezes parece que não é tão bem feito, com efeitos especiais inferiores e algumas falhas; O Retorno do Jedi tem um lado meio infantil com os seus ewoks. (Heu, particularmente, gosto muito dos três. E O Retorno do Jedi teve uma importância maior na minha vida cinematográfica, pela época que passou, quando heu tinha 12 anos. Mas isso ficará para outro post…)

O Império Contra-Ataca continua muito bom, mesmo 30 anos depois do lançamento (sim, o filme é de 1980!). Inclusive, os efeitos especiais, de uma era pré computador, continuam eficientes. Definitivamente, um marco na história do cinema!

O filme foi escrito por Leigh Brackett e Lawrence Kasdan (que também escreveu Os Caçadores da Arca Perdida e O Retorno do Jedi) e dirigido por Irvin Kershner, e não por George Lucas, como muitos pensam. Lucas criou a história, todo o universo de Star Wars vem da cabeça dele, nisso ele é um gênio – mas ele nunca se deu bem dirigindo atores. Tanto que, antes da nova trilogia (quando, teimoso, ele resolveu dirigir os três filmes), ele só dirigira outros três filmes: o primeiro Guerra nas Estrelas, Loucuras de Verão e o esquisito THX-1138. Richard Marquand foi o “diretor de aluguel” em O Retorno do Jedi. Falo “diretor de aluguel” porque tanto Kasdan quanto Marquand não têm grandes créditos como diretores de outros filmes, e além disso, os três filmes da trilogia clássica têm a “mesma cara”.

Suponho que todos aqui já tenham visto O Império Contra-Ataca. Por isso, aqui está o meu aviso de spoiler! A partir de agora, rolarão spoilers sobre toda a saga!

SPOILERS!

Talvez o maior “plot twist” (reviravolta no roteiro) do cinema em todo o século passado seja o momento onde Vader revela que é o pai de Luke. Hoje em dia isso é até óbvio e virou clichê, mas, acreditem, na época, era grande coisa!

Às vezes me perguntam qual seria a ordem correta para se ver os seis filmes. Sempre digo que é IV, V e VI, e depois I, II e III. O Império Contra-Ataca tem dois bons exemplos que justificam esta ordem. Um é a própria revelação que Vader é o pai de Luke. Ora, se você viu o ep. III, você já sabia! Além disso, ainda rola um beijo entre Luke e Leia, que só vão descobrir que são irmãos no ep. VI.

(Ainda rola o fato do R2-D2 já saber quem era o Yoda. Mas, na verdade R2 sempre foi um sacana, ele pode ter feito isso de propósito. Prestem atenção na fuga de Bespin: ele sabia que tinham desligado o hiper drive e não falou nada!)

E, na minha humilde opinião, a maior falha da saga está num diálogo deste filme. Quando Luke vai embora de Dagobah, Obi Wan fala “ele era a nossa última esperança”, e Yoda responde “não, ainda tem mais uma”. Ora, Obi Wan estava presente no nascimento dos gêmeos, no fim do ep. III! Para este diálogo fazer sentido, Yoda deveria ser o único a saber dos gêmeos, e deveria entregar um para o Obi Wan e a outra para o Bail Organa, e um não deveria saber do outro. Aí sim, Obi Wan poderia ter falado aquilo. Bola fora, sr. Lucas!

Nos anos 90, os três filmes clássicos foram relançados, com efeitos novos, mas com algumas desnecessárias alterações. Grandes polêmicas envolvem essas mudanças, principalmente nos episódios IV e VI (No IV, temos o Greedo atirando antes, e Han Solo ainda pisa no rabo do Jabba logo depois; no VI, a nova música colocada no palácio do Jabba é bem pior que a original). Mas neste ep. V não há nenhuma mudança considerável. Mesmo assim, fiquei feliz de ver que a cópia exibida foi a original, sem alterações.

May the force be with you! Always!

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O Império do Besteirol Contra-Ataca

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O Império do Besteirol Contra-Ataca

Tenho que ser coerente, certo? Outro dia falei mal aqui de “filme com pré-requisito”. Bem, O Império do Besteirol Contra-Ataca é um filme assim. Quem não está por dentro do “universo viewaskewano” não vai entender boa parte das piadas!

Jay e Silent Bob descobrem que os quadrinhos Bluntman e Chronic vão virar um filme, então resolvem ir até Hollywood para tentar impedir a realização do mesmo.

Se você está se perguntando o que é Bluntman e Chronic, e quem diabos são Jay e Silent Bob, é justamente por causa dos pré requisitos que citei lá em cima… Boa parte das piadas presentes neste filme são referências aos outros quatro filmes do mesmo diretor que contam com os coadjuvantes Jay e Silent Bob. Por isso que é complicado falar de um filme destes: é genial para quem é fã, mas é sem graça para quem não conhece os outros filmes!

O tal Silent Bob é o próprio diretor e roteirista Kevin Smith. Ele criou esta dupla de personagens, dois desocupados que ficam de bobeira em frente a uma loja de conveniências, e este foi o quinto filme com os dois (Jason Mewes interpreta Jay). Antes deles, tivemos O Balconista, Barrados no Shopping, Procura-se Amy e Dogma – eles ainda voltariam em O Balconista 2. Sempre coadjuvantes, aqui eles têm o seu momento como protagonistas.

Como diria a propaganda: “e não é só isso!” Vários outros personagens destes filmes voltam em O Império… Por exemplo, vejam os dois atores mais presentes em filmes de Smith: Jason Lee repete dois papéis, o de Barrados e o de Procura-se; já Ben Affleck volta com o papel de Procura-se e ainda faz uma participação interpretando a si próprio, ao lado do Matt Damon, numa das melhores cenas do filme.

E por aí o filme segue, piada interna atrás de piada interna… Muito divertido para quem conhece este específico universo!

Ah, sim, o elenco do filme é invejável, principalmente porque se trata de um filme, ahn, digamos, “hermético”. Além dos supracitados Lee, Affleck e Damon, temos Will Ferrell, Shannon Elizabeth, Eliza Dushku, Ali Larter, Sean William Scott, Judd Nelson, Chris Rock, Jamie Kennedy e Tracy Morgan, além de várias personalidades hollywoodianas interpreteando a si mesmos, como os diretores Wes Craven e Gus Van Sant e os atores Shannen Doherty, Jason Biggs e James van der Beek. E Alanis Morissette, numa cena que nem todo mundo viu. E, claro, como um grande fã de Star Wars que Smith é, temos Mark Hammill e Carrie Fisher, pela primeira vez num mesmo filme desde O Retorno do Jedi!

Ah, sim, o nome é horrível, né? Só que é uma piada, mais uma referência a Star Wars, desta vez ao título do segundo filme da saga, O Império Contra-Ataca (em inglês, o nome do filme é Jay and Silent Bob Strike Back).

O Império do Besteirol Contra-Ataca não é o melhor filme de Kevin Smith. Aliás, não é nem recomendado para quem não viu os outros filmes. Mas heu me diverti muito, várias das piadas são muito, muito boas! Acredito que este filme fecharia o “universo viewaskewano”, mas tivemos O Balconista 2 cinco anos depois, em 2006. Ou seja, quem sabe não veremos nossa dupla de desocupados favorita novamente?

Snootchie Bootchies para vocês!

p.s.: Tem uma cena depois dos créditos. Como o resto do filme, a cena é genial, mas apenas para aqueles que estão por dentro do universo…

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Guerra nas Estrelas (Episódio IV – Uma Nova Esperança)

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Guerra nas Estrelas (Episódio IV – Uma Nova Esperança)

A long time ago, in a galaxy far far away…

Na verdade, esse “a long time ago” foi há 30 anos atrás. George Lucas, um diretor pouco conhecido, que tinha feito apenas dois filmes (o esquisito THX 1138 e o sucesso de bilheteria American Graffitti), lançou em 1977 um filme que mudaria a história do cinema.

Qualquer um pode listar inúmeras “regras” de Hollywood que foram modificadas a partir de Guerra nas Estrelas, como as datas para os lançamentos dos grande blockbusters ou o merchandising que acompanha os filmes hoje em dia. Então aqui não vou falar de mercado nem de Hollywood. Vamos ao filme!

Por que um filme de ficção científica velho é importante até hoje?

Guerra nas Estrelas criou um novo universo, pegando elementos aqui e acolá. É a eterna luta do bem contra o mal, o mocinho querendo resgatar a mocinha das garras do vilão, elementos místicos e mágicos ensinados por velhos sábios, – está tudo lá! Mas com uma roupagem nova. E com efeitos especiais até então nunca vistos.

Antes de 77, o único filme com efeitos especiais que não causava gargalhadas de tão mal-feitos era 2001 – Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrik (de 1969!!!). Todo o resto era caricato. Até que, em 77, dois filmes usaram efeitos um passo muito à frente dos outros (o outro filme foi Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de Spielberg, não por coincidência, amigo de Lucas). Naves espaciais, batalhas com “espadas laser”, robôs e vários seres estranhos estavam lá, de uma maneira finalmente convincente!

(Claro que hoje em dia os efeitos estão velhos e não convencem mais ninguém. Por isso mesmo, Lucas refez quase todos os efeitos e relançou o filme nos anos 90. Mas heu ainda recomendo a versão original, onde as pessoas certas atiram antes…)

O universo criado por Lucas era complexo, e a história renderia outros filmes (e, posteriormente, um universo expandido, com muitos livros e revistas). Por isso, Guerra nas Estrelas é o “episódio IV”. Em 80 foi lançado o V, O Império Contra-Ataca (considerado por muitos o melhor da série), e em 83 veio o VI, O Retorno do Jedi, com a redenção final do mocinho e do vilão.

Em 99, 02 e 05, foram lançados os episódios I, II e III. Mas não cabe falar deles aqui, já que fazem parte de outro contexto, apesar de usar o mesmo universo.

Os elementos apresentados por Guerra nas Estrelas são cultuados até hoje. Darth Vader é o melhor vilão do século XX. Existem pessoas que usam a Força como religião. E hoje falamos de wookies, jawas, ewoks e siths, como acontece com outros universos de contos de fadas.

Sobre o elenco, não podemos falar muita coisa. Mark Hammil e Carrie Fisher (Luke Skywalker e Leia Organa) não conseguiram muita coisa além destes papéis. Harrison Ford, o Han Solo, é o único que saiu daí para o estrelato em outros filmes, com boas escolhas como Blade Runner e Caçadores da Arca Perdida. Claro, não podemos nos esquecer do auxílio luxuoso de dois veteranos: Alec Guiness como Ben Kenobi e Peter Cushing como Grand Moff Tarkin. Darth Vader? Era uma pessoa debaixo da armadura e outra fazendo a voz. O ator debaixo da armadura, David Prowse, está no ostracismo até hoje; mas a sua voz, James Earl Jones, ainda hoje deve ganhar dinheiro gravando recados em secretárias eletrônicas alheias…

May the Force be with you – always

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A Cidade dos Amaldiçoados

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A Cidade dos Amaldiçoados

De repente, todas as pessoas de uma cidadezinha dos EUA desmaiam. Ficam desmaiadas por seis horas. Dias depois, descobrem que várias mulheres na cidade engravidaram nesse dia.

Na verdade, este pequeno clássico de John Carpenter, lançado em 1995,  é uma refilmagem de um filme homônimo dos anos 60. Não vi o original, então não posso comparar. Mas esse é muito legal!

A idéia básica é aquela “paranóia de medo do comunismo”, que assolava os filmes de ficção científica dos pós guerra. Pessoas “diferentes”, que vieram pra “tomar conta da sociedade e acabar com o american way of life”. Perfeito prum bom filme B, o que aliás é a cara do John Carpenter. O tema é bom,  já rendeu ótimos filmes, inclusive outro do John Carpenter, “Eles Vivem”.

O elenco é recheado de atores que andam sumidos: Kirstie Alley, Linda Kozlowski, Mark Hamill… E o ator principal é o eterno Superman Christopher Reeve , em seu último filme antes do acidente que o deixou paralítico (na verdade, esse morreu, não sumiu).

Tem uma boa curiosidade no elenco: David, o garotinho que “não tem par”, cresceu, e hoje é o John Connor da série Terminator – Sarah Connor Chronicles!

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