Os Produtores

Os produtoresCrítica – Os Produtores (2005)

Depois de mais um fracasso na Broadway, o produtor Max Bialystock se junta ao contador Leo Bloom para montarem o pior musical da história e ganhar dinheiro com uma fraude.

Anos atrás, comprei o dvd Os Produtores (The Producers, no original), comecei a ver, mas patroa não gostou do estilo, e parei logo na primeira cena, guardando o filme na prateleira junto com os outros Mel Brooks. Aproveitei o podcast de musicais e resolvi encarar de novo.

Logo lembrei por que não tinha terminado. O filme é bobo demais. Impressionante como mesmo com gente talentosa como Mel Brooks, Matthew Broderick, Uma Thurman e Nathan Lane, o resultado ficou tão decepcionante.

Durante o podcast, um dos convidados falou de uma versão brasileira da peça “Os Produtores”, que a peça não era boa porque era um humor caricato no estilo do Zorra Total. Olha, arrisco a dizer que o tom da peça estava certo. Porque o humor do filme é caricato no estilo do Zorra Total!

Os Produtores é a versão para cinema do musical da Broadway – que, por sua vez, é uma versão do filme Primavera Para Hitler, escrito e dirigido por Mel Brooks em 1967, com Gene Wilder e Zero Mostel no elenco. Vi o filme original muitos anos atrás, nem me lembro, não sei se tinha humor pastelão como no musical, ou um humor mais inteligente, como Mel Brooks mostrou em outros filmes (como O Jovem Frankenstein, Alta Ansiedade ou A Última Loucura de Mel Brooks). O fato é que Brooks deve ter alguma culpa, já que foi ele quem fez a adaptação para o teatro.

A direção do filme ficou com Susan Stroman – com grande experiência no teatro, mas que só dirigiu este filme. Segundo a wikipedia, ela ganhou 17 prêmios como coreógrafa. Deve ser por isso que Os Produtores parece uma peça filmada. Tudo: as atuações, as coreografias, os cenários, ao longo do filme parece que estamos diante de um palco. Acho que deviam ter chamado alguém com alguma experiência em cinema…

Curiosamente, o filme repetiu a dupla de atores principais da Broadway. Não vi a peça, mas já vi Nathan Lane e Matthew Broderick em outros filmes (principalmente Broderick – o cara é o Ferris Bueler!), e sei que eles são muito melhores do que o que vemos na tela. Will Ferrell está mal como sempre; Uma Thurman está mal como nunca. Deu pena dos atores, acho que eles devem ter vergonha deste filme…

Por fim, a parte musical é tão chata que fiquei torcendo para o filme acabar logo. Gosto de várias trilhas, de vários musicais. E não gostei de nenhuma das músicas deste Os Produtores.

Dispensável…

  • Facebook
  • Twitter

Mulheres Perfeitas (2004)

0-mulheres-perfeitasCrítica – Mulheres Perfeitas (2004)

Quando uma alta executiva da tv é demitida e entra em depressão, seu marido a leva para a comunidade de Stepford, em Connecticut, onde todas as mulheres são perfeitas – às vezes até demais.

Frank Oz, além de ter sido o braço direito de Jim Henson nos Muppets e de ter interpretado o Yoda, também era diretor. Não é uma carreira muito extensa (12 longas, segundo o imdb), mas tem alguns filmes excelentes – sou muito fã da sua versão de A Pequena Loja dos Horrores. Oz aqui apresenta mais um bom filme.

Este Mulheres Perfeitas é uma refilmagem de Esposas em Conflito, de 1975, inspirado no livro “As Possuídas”, de Ira Levin, lançado em 1972 (todos têm o nome original “Stepford Wives”). Não vi o original, mas pelo que li, é mais sério, mais puxado para o suspense. Esta versão de 2004 não tem nada de suspense, é uma boa comédia de humor negro.

O clima de Mulheres Perfeitas é de uma deliciosa farsa. Tanto é uma farsa que ninguém trabalha naquela cidade, mas todos têm um alto padrão de vida. Os figurinos, a cenografia e a inspirada trilha sonora de David Arnold (parece Danny Elfman, não?) ajudam no clima farsesco.

Algumas características das mulheres de Stepford são inconsistentes. A cena que uma mulher vira um caixa eletrônico não é coerente com a cena final, por exemplo. Falha do roteiro, precisamos reconhecer…

O elenco é excelente. Nicole Kidman está perfeita no papel principal tanto antes, como executiva estafada, quanto depois, como “mulher perfeita”. Christopher Walken exercita sua divertida canastrice com um papel que é a sua cara. Bette Midler, exagerada como sempre, ganhou um papel exagerado que que combina com o seu estilo. Matthew Brodderick é que está um pouco apagado… Ainda no elenco, Glenn Close, Jon Lovitz, Roger Bart e Faith Hill.

Mulheres Perfeitas não é o melhor filme de Frank Oz. Mas pode divertir quem entrar no clima.

  • Facebook
  • Twitter

Godzilla (1998)

godzillaCrítica – Godzilla (1998)

Antes de ver o novo Godzilla, fui rever a versão de 1998.

Depois de testes nucleares franceses no sul do Oceano Pacífico, uma criatura desconhecida é vista em Nova York. Chamado para investigar, o cientista Niko Tatopolous chega à conclusão que um enorme lagarto foi criado pelas explosões.

Os fãs do monstro Godzilla criticam este filme porque alegam que o monstro na tela é apenas um lagarto gigante, e que não tem nada a ver com o monstro japonês. Como não conheço o Godzilla original, isso não me incomodou. Vi um filme de um monstrão “kicking ass”, e isso é sempre legal! ;-)

Na minha humilde opinião, antes de ser um filme sobre um lagarto gigante, este é um filme do Roland Emmerich. Ou seja, o grande barato aqui é o filme-catástrofe. Mais uma vez, Emmerich destroi Nova York! Visto sob este ângulo, Godzilla funciona. Não chega a ser um “bom filme”, mas está longe de ser um “filme ruim”.

Claro, o roteiro tem alguns lances sem sentido (se o bicho nasceu no Pacífico, por que atravessar o Canal do Panamá e ir até Nova York para por ovos?) E rolam alguns exageros – o carro ser mastigado e depois arrancar foi demais, né? Mas, no geral, o filme é bem divertido e traz algumas boas sequências, como a cena do pescador no pier enquanto o Godzilla chega sob a água – se não me engano, isso era o trailer.

O elenco traz pelo menos três bons nomes: Mathew Broderick, Hank Azaria e Jean Reno – este último parece que estava se divertindo à beça. O ponto fraco está com Maria Pitillo (quem?), apagada no principal papel feminino. Tanto que a atriz sumiu.

Semana que vem estreia a nova versão. Tudo indica que será menos “farofa” do que este. Vamos ver…

  • Facebook
  • Twitter

Roubo nas Alturas

Crítica – Roubo nas Alturas

Filme novo com Ben Stiller, Eddie Murphy e Mathew Brodderick? Ok, vamos ver qualé.

Quando funcionários de um prédio de luxo de Nova York descobrem que caíram em um golpe, aplicado pelo rico morador da cobertura, eles resolvem se unir para tentar roubá-lo e recuperar o dinheiro perdido.

Roubo nas Alturas (Tower Heist, no original) é um daqueles filmes onde um bom elenco sustenta uma trama divertida e improvável. O plano do assalto tem algumas situações meio forçadas, mas o filme não deixa de ser interessante por isso.

O melhor de Roubo nas Alturas é sem dúvida o elenco. Eddie Murphy está bem diferente do “estilo Norbit” – onde ele faz vários papeis em uma comédia com humor de gosto duvidoso. Aqui, Murphy tem um papel secundário, e seu personagem lembra os bons tempos de comédias policiais, como Um Tira da Pesada. Gosto do Ben Stiller, ele não é um grande ator, mas sabe muito bem escolher os seus projetos, tanto como ator, quanto como diretor (tipo Trovão Tropical). E sou fã de Mathew Brodderick – pô, o cara é o Ferris Bueller! Brodderick tem um papel menor aqui, e mesmo assim é uma das melhores coisas do filme. E os três não estão sozinhos, o elenco ainda conta com outros bons nomes como Téa Leoni, Alan Alda, Casey Affleck, Michael Peña e Gabourey Sidibe.

A direção ficou a cargo de Brett Ratner, profissional competente mas sem muita personalidade – o cara dirigiu A Hora do Rush, Dragão Vermelho, X-Men 3… Como o filme é construído em cima do bom elenco, Ratner só tem que ficar quieto e não atrapalhar. E a parte técnica segue a mesma filosofia de não atrapalhar o trabalho dos atores – tudo certinho, tudo até meio previsível. Gostei das locações, com algumas belas paisagens de Nova York.

Roubo nas Alturas não vai virar o filme preferido de ninguém. Mas pode ser uma boa diversão, se você estiver no clima certo.

.

.

Se você gostou de Roubo nas Alturas, o Blog do Heu recomenda:
Tiras em Apuros
Trovão Tropical
Red
Assalto em Dose Dupla

  • Facebook
  • Twitter

Noite de Ano Novo

Crítica – Noite de Ano Novo

Quem lê o gigantesco elenco e o nome do diretor lembra logo de cara de Idas e Vindas do Amor, dirigido pelo mesmo Garry Marshall. E assim podemos adivinhar exatamente como será Noite de Ano Novo.

O filme mostra um retrato do último dia do ano para vários casais e solteiros em Nova York. Vários núcleos entrecortados, várias histórias simultâneas.

Noite de Ano Novo é um filme extremamente previsível, mas mesmo assim muito agradável. Tudo desce redondinho, sem sustos ou riscos.

Como assim previsível? Bem, Jon Bon Jovi interpreta um popstar; Lea Michelle, uma aspirante a cantora; Sofia Vergara, um papel igual à Gloria de Modern Family… Acho que o roteiro foi escrito para que cada ator ficasse à vontade, confortável, num papel familiar – Zac Efron arranja até uma desculpa para dançar! Acho que o único papel “não óbvio” é o Kominsky de Hector Elizondo, o resto do elenco está todo nas chamadas “zonas de conforto”.

Por um lado isso pode ser monótono. Mas, se a gente entrar no clima, o filme é muito legal. Assim como acontece com Idas e Vindas do AmorNoite de Ano Novo é eficiente, bobinho e “fofo”.

Claro que o destaque do filme é o elenco. Afinal, não é todo dia que temos, juntos, Robert De Niro, Michelle Pfeiffer, Halle Berry, Hillary Swank, Katherine Heigl, Ashton Kutcher, Josh Duhamel, Sarah Jessica Parker, Mathew Broderick, John Lithgow, Abigail Breslin, Jessica Biel, Til Schweiger, Sarah Paulson, Carla Gugino, Alyssa Milano, Sofia Vergara, Lea Michelle, James Belushi, Zac Efron, Jon Bon Jovi, Ryan Seacrest, Cary Elwes, Ludacris e Hector Elizondo, entre outros menos cotados.

Com tanta gente assim, claro que o roteiro serviria apenas como veículo para os atores. Por isso é tudo tão óbvio. Acho que a única emoção que o roteirista quis passar para a sua plateia era “que bonitinho”…

Outra coisa previsível era uma trama irregular. Como são várias historinhas, algumas são melhores que as outras. Aquele diálogo final da Sarah Jessica Parker foi completamente incoerente com toda sua postura ao longo do filme. Mas, por outro lado, algumas cenas são divertidíssimas. John Lithgow está alucinado como nos bons tempos de 3rd Rock From The Sun, e só o nome dado ao personagem de Mathew Broderick já vale o ingresso!

Enfim, Noite de Ano Novo é assim. Previsível, mas vai agradar o público certo.

.

.

Se você gostou de Noite de Ano Novo, o Blog do Heu recomenda:
Idas e Vindas do Amor
A Verdade Nua e Crua
Simplesmente Amor

  • Facebook
  • Twitter

Curtindo a Vida Adoidado

curtindo a vida adoidado

Curtindo a Vida Adoidado

Como prometido, fiz minha homenagem ao recém falecido John Hughes neste fim de semana. Vi O Clube dos Cinco, sozinho, e Curtindo a Vida Adoidado, com minha filha de 8 anos.

Todos conhecem a história, né? Ferris Bueller é um garoto de 17 anos, no último ano do ensino médio, um cara carismático, todos gostam dele. E ele nos diz que “a vida passa muito rápido, e se você não parar de vez em quando para vivê-la, vai perceber que ela já passou”, e por isso nos ensina a matar um dia de aula na escola e aproveitar esse dia ao máximo.

E Ferris realmente tem um dia fantástico! Consegue enrolar seus pais e o diretor da escola e sai com a namorada e o melhor amigo par, entre outras coisas, passear de Ferrari, almoçar em um restaurante caro e até cantar Twist and Shout num desfile pelas ruas de Chicago!

Este filme é um grande marco para as pessoas que passaram a adolescência nos anos 80. Como nasci em 1971, estou neste grupo: vi o filme nos cinemas na época do lançamento (o filme é de 86), e depois revi várias vezes em reprises na tv. Este deve ser um dos melhores “filmes com cara de sessão da tarde” da história! Aliás, se bobear, é uma das melhores comédias da história do cinema. Hoje existe um grande culto ao filme e ao personagem, com o slogan “Salve Ferris”!

Ferris é interpretado por Mathew Broderick, famoso na época por filmes como Jogos de Guerra e Ladyhawke – O Feitiço de Áquila. Diferente de quase todo o resto do elenco, Broderick não sumiu, nesta década mesmo ele fez filmes legais como Os Produtores e Mulheres Perfeitas, além de ter participado da dublagem de desenhos como Bee Movie e O Corajoso Ratinho Desperaux. O mesmo não podemos dizer sobre os outros. Alan Ruck, que faz Cameron, o melhor amigo, só tem feito coisas para a tv; Mia Sara, a namorada Sloane, que logo antes deste filme protagonizou A Lenda ao lado de Tom Cruise, praticamente sumiu. O mesmo podemos dizer sobre Jennifer Grey, que no ano seguinte esteve no mega-sucesso Dirty Dancing – Ritmo Quente. Ainda temos o caricato diretor da escola feito por um caricato (e eficiente) Jeffrey Jones e um pequeno papel de Charlie Sheen, nova estrela em ascenção na época. E, pros mais atentos, uma ponta de Kristy Swanson na escola!

E aí vem aquela dúvida: será que hoje, mais de 20 anos depois, a magia de Ferris Bueller continua? Bem, posso dizer que, depois do almoço do dia dos pais, minha filha colocou novamente o filme para rever, e 4 primos – de idades entre 4 e 14 anos – se divertiram vendo. Acho que isso responde à pergunta…

Mais uma coisa: não desligue o seu dvd antes do fim dos créditos! Rola uma última cena depois! Me lembro de ter visto isso no cinema, ainda nos anos 80. E, apesar do texto agora ser diferente (adaptado do cinema para um video cassete / dvd), a piada continua boa!

Salve Ferris!

  • Facebook
  • Twitter