Thor: Ragnarok

ThorCrítica – Thor: Ragnarok

Sinopse (imdb): Aprisionado, o todo-poderoso Thor encontra-se em uma disputa mortal de gladiadores contra o Hulk, seu ex-aliado. Thor deve lutar pela sobrevivência e correr contra o tempo para evitar que a poderosa Hela destrua sua casa e a civilização Asgardiana.

Hoje, em 2017, todo mundo já sabe o modus operandi do MCU (Marvel Cinematic Universe). O espectador sabe que vai encontrar um filme com ação e humor, muito bem feito tecnicamente, e com referências ao universo Marvel. Gostem ou não, a Marvel descobriu uma fórmula eficiente e vai continuar investindo neste formato.

Bem, quem costuma reclamar são os fãs da DC. Heu acho ótimo. Enquanto mantiverem a máxima luisseverianoribeira “cinema é a maior diversão”, continuarei vendo e curtindo os filmes.

Thor: Ragnarok (idem, no original) é muito bom. Parece uma continuação de Guardiões da Galáxia – uma aventura espacial divertida e colorida. Sim, este terceiro filme tem um pé fortemente fincado na comédia, bem mais que os dois primeiros.

Mais uma vez, a Marvel mostra que faz “filmes de produtor” e não “de diretor”. Se o primeiro Thor teve Kenneth Brannagh, a direção aqui coube a Taika Waititi, um neo zelandês com um currículo bem modesto. E, pelo resultado final, parece que a Marvel estava certa.

O visual do filme é muito legal. Planetas diferentes, personagens esquisitos, tudo muito colorido, o visual lembra os filmes dos anos 80 (mas com efeitos especiais de hoje). A trilha sonora de Mark Mothersbaugh (que era do Devo) ajuda a manter o clima oitentista. Detalhe: não é que nem Guardiões, que traz músicas antigas conhecidas – Mothersbaugh compôs temas instrumentais inéditos, mas com cara de anos 80. O visual só pisou na bola em alguns efeitos de maquiagem digital – talvez fosse melhor menos cgi e mais maquiagem “de verdade” em algumas cenas.

Um parágrafo pra falar do trailer spoilerento. Quem me conhece sabe que de um tempo pra cá tenho evitado trailers, mas não consegui escapar desta vez. O trailer é muito bom, super empolgante. Mas traz duas cenas que seriam muito mais empolgantes se vistas direto no filme. Mais um caso de filme que vale mais pra quem não viu o trailer…

O elenco, como sempre, é muito bom – o prestígio e o dinheiro do MCU tornam o casting uma tarefa fácil. Cate Blanchett, com seus dois Oscars, disse que queria fazer um filme da Marvel porque seus filhos são fãs – claro que ela ia mandar bem. Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Mark Ruffalo, Idris Elba, Anthony Hopkins e Benedict Cumberbatch voltam aos seus papeis; Tessa Thompson, Jeff Goldblum e Karl Urban são as novidades do elenco.

Como sempre, cenas pós créditos. Não saia antes do fim!

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Kong: A Ilha da Caveira

KongCrítica – Kong: A Ilha da Caveira

Uma equipe de cientistas explora uma ilha desconhecida no Pacífico, e se aventura no domínio do poderoso Kong.

Existem filmes que se propõem a ser complexos. E existem filmes que apenas querem divertir. Kong: A Ilha da Caveira (Kong: Skull Island, no original) faz parte do segundo grupo: uma boa (e despretensiosa) aventura em cartaz nos cinemas.

No cenário atual de grandes produções envolvendo franquias e releituras, um filme novo do King Kong era algo até previsível – principalmente depois do boato que o estúdio pretendia criar um “monsterverse” para unir grandes monstros como Godzila e o próprio Kong.

Assim, em vez de mais uma refilmagem da mesma história (já contada em 33, 76 e 2005), Kong: A Ilha da Caveira conta uma história diferente. O filme se passa em 1973, e toda a trama acontece na ilha onde o gorila gigante foi encontrado. (Aliás, o filme se passar nos anos 70 fez bem pra trilha sonora, que traz alguns bons clássicos do rock.)

Kong: A Ilha da Caveira confirma uma tendência do cinema contemporâneo: um diretor pouco conhecido é capaz de fazer um grande filme (a gente vê isso direto na Marvel). O diretor Jordan Vogt-Roberts só tinha feito um longa pro cinema, o indie Os Reis do Verão, além de alguns trabalhos pra tv. E não é que o cara mandou bem numa super produção?

Tem gente dizendo que este seria um “King Kong meets Apocalipse Now”, por causa da ambientação no fim da Guerra do Vietnã. Olha, uma cena de helicópteros voando com o sol ao fundo é uma referência explícita… Aliás, o visual do filme é bem legal.

Sobre os efeitos especiais: a tecnologia de captura de movimento chegou a um nível onde as expressões de um gorila gigante chegam perto da perfeição. Além dele, as outras criaturas fantásticas que habitam a ilha também estão bem.

O elenco é muito bom, e o roteiro consegue equilibrar bem a falta de um personagem central (afinal, o filme é do Kong!). Se fosse escolher um “mocinho”, seria Tom Hiddleston. Também no elenco, Brie Larson, Samuel L. Jackson, John Goodman, John C. Reilly, Jing Tian, Corey Hawkins e Toby Kebell. E temos que reconhecer que foi engraçado ver Samuel L. Jackson num papel “bad motherf*” mas sem falar o palavrão característico…

Por fim, como quase sempre, o 3D não vale a pena. Ah, tem cena pós créditos..

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Os Vingadores

Crítica – Os Vingadores

Estreou o aguardado Os Vingadores!

Quando um inimigo surge ameaçando a segurança do planeta, Nick Fury, da S.H.I.E.L.D., reúne uma equipe de super herois para salvar o mundo.

O “aguardado” do primeiro parágrafo é porque poucas vezes um filme teve tantas referências em outros filmes anteriores. A Marvel vem construindo esta reunião de super herois há tempos, em diversos filmes de super heroi “solo” – não sei exatamente quantas cenas foram, mas sei que pelo menos rolaram cenas extras nos filmes anteriores dos quatro herois principais (Hulk, Homem de Ferro, Thor e Capitão América).

E felizmente a expectativa não foi em vão. Os Vingadores é um filmaço. Desde já, forte candidato a um dos melhores filmes de super herois da história!

A grande sacada aqui é o equilíbrio. A trama consegue equilibrar os diversos personagens, sem ter um principal, dando importância a todos. E ao mesmo tempo, é um bom filme de ação, com as doses exatas de drama e comédia – e com direito a uma grande sequência digna de um bom filme catástrofe.

O diretor e roteirista Joss Whedon não tem um grande currículo no cinema – ele só tinha feito um filme para a tela grande, a ficção científica Serenity, spin off da série Firefly. Seu maior trabalho está na tv, ele foi o criador de algumas séries, como Buffy, Angel, Firefly e Dollhouse. Ele também é roteirista, chegou a ser indicado ao Oscar de melhor roteiro pelo primeiro Toy Story. E, além disso tudo, ele já escreveu roteiros para quadrinhos da Marvel. Então, apesar da pouca experiência na cadeira de diretor, ele era o cara certo para este projeto – alguém que entende dos meandros de Hollywood e também do universo dos super herois.

O roteiro é impecável. Acredito que o maior problema aqui era como encaixar os diferentes herois e seus enormes egos de maneira convincente. E Whedon conseguiu – no início, rola muita briga entre eles; depois, na hora que “o bicho pega”, formam um time bem entrosado. Outra coisa inteligente do roteiro foi não ignorar o que aconteceu nos outros filmes (uma vantagem de ser um filme pensado há muito tempo) – um exemplo disso é que a Natalie Portman não aparece aqui, mas seu personagem não é esquecido. E, de quebra, o roteiro consegue inserir humor na dose exata e nos momentos certos – alguns diálogos são muito engraçados.

Ainda sobre o roteiro: o filme já estava muito bom, até chegar na parte final, quando começa a briga que todo fã de super heroi sempre sonhou em ver no cinema. A partir daí, o que já estava bom fica excepcional. A longa sequência da guerra destruindo Nova York é sensacional, um dos melhores momentos do cinema de ação recente. Os excelentes efeitos especiais usados aqui fazem aquilo parecer absurdamente real.

O elenco está perfeito, afinal, quase todos voltam a papeis que já interpretaram em outros filmes – acho que, de novidade, só a Maria Hill de Cobie Smulders (do seriado How I Met Your Mother), e a troca no ator que interpreta Bruce Banner, o Hulk – Mark Ruffalo pega o papel que já foi de Eric Bana e Edward Norton. De resto, não há novidades: Robert Downey Jr (Homem de Ferro), Chris Evans (Capitão América), Chris Hemsworth (Thor), Scarlett Johansson (Viúva Negra), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), Tom Hidleston (Loki), Samuel L Jackson (Nick Fury), Gwyneth Paltrow (Pepper Potts), Clark Gregg (Coulson), Stellan Skarsgård (Selvig) e a voz de Paul Bettany na armadura do Homem de Ferro. Algo raro aconteceu: não há um destaque, e todos estão bem. Como sempre acontece nos filmes da Marvel, rola uma ponta de Stan Lee; outra ponta é Harry Dean Stanton, como o segurança que ajuda o Hulk depois da queda.

Falando em Hulk… Os dois Homem de Ferro foram muito bons, e o mesmo podemos dizer sobre Thor e Capitão América – O Primeiro Vingador. Parece que a única bola na trave nesta fase da Marvel foi o Hulk. Foi feito um filme em 2003, dirigido por Ang Lee e estrelado por Eric Bana e Jennifer Connelly, mas parece que não agradou muito. Digo isso porque em 2008 foi feito outro filme, O Incrível Hulk, desta vez estrelado por Edward Norton e Liv Tyler, ignorando o filme de 5 anos antes. Confesso que não achei muita graça nos dois filmes do Hulk – diferente dos filmes dos outros três herois. Mas posso falar que aqui o Hulk está muito melhor. Virei fã do grandão verde!

Por fim, é preciso dar a recomendação que todos os que viram os “filmes solo” já sabem: não se levante da cadeira assim que começarem os créditos. Assim que acabam os créditos iniciais, rola uma cena muito boa. E aposto que já tem fã contando os dias para a continuação…

Heu poderia falar mais, mas acho que o melhor que tenho a fazer é recomendar: vá ao cinema!

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Homem de Ferro
Thor
O Incrível Hulk
Capitão América

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Cavalo de Guerra

Crítica – Cavalo de Guerra

Oba! Dois filmes simultâneos de Steven Spielberg em cartaz nos cinemas!

Cavalo de Guerra mostra a saga do cavalo Joey, criado por um adolescente às vésperas da Primeira Guerra Mundial, depois vendido para o exército inglês, depois usado pelos alemães e mais algumas pessoas pelo meio do caminho.

Assim como em 1994, Steven Spielberg lançou dois filmes no mesmo ano. Naquela ocasião, ele foi muito bem sucedido – enquanto Jurassic Park bateu todos os recordes de bilheteria, A Lista de Schindler lhe deu os primeiros Oscars de melhor filme e melhor diretor (ele voltaria a ganhar melhor diretor em 98, com O Resgate do Soldado Ryan). Pena que este ano ele não vai nem chegar perto, Cavalo de Guerra só está concorrendo a seis Oscar (e não está bem cotado); enquanto As Aventuras de Tintim é legal, mas não está tão bem nas bilheterias.

Cavalo de Guerra é a adaptação do livro infantil escrito por Michael Morpurgo. Então, que ninguém espere um novo O Resgate do Soldado Ryan. A violência é bem discreta, apesar de ser um filme de guerra.

Trata-se de um filmão à moda antiga. Um épico sobre a saga de um cavalo que se separa de seu dono. Sim, o personagem central é Joey, o cavalo. Todos os outros são coadjuvantes, inclusive Albert, o seu dono.

Como um bom épico, Cavalo de Guerra traz imagens belíssimas e algumas sequências muito boas, como o primeiro ataque dos ingleses aos alemães, ou o cavalo fugindo pelas trincheiras na parte final. O filme é um pouco longo, quase duas horas e meia. Mas a condução de Spielberg é boa, e o ritmo não é cansativo.

Infelizmente, nem tudo é perfeito. Vemos uma clara tendência para se dramatizar tudo de maneira excessiva, várias cenas foram feitas para tirar lágrimas do espectador. Aí o filme fica meloso demais, desnecessariamente. Precisa de um aviso para os diabéticos: “cuidado com o excesso de açúcar!” E o excesso de açúcar ainda traz outro problema: certos trechos tornam-se previsíveis demais.

No elenco, rola uma grande injustiça nos créditos. O verdadeiro protagonista é Finders Key, o cavalo! O resto é coadjuvante. Bons atores, como Emily Watson, Tom Hiddleston e David Thewlis dividem o espaço na tela com os menos conhecidos Jeremy Irvine, Benedict Cumberbatch e Peter Mullan. Mas todos em papeis secundários, o filme é centrado no cavalo.

(Falando nisso, me bateu uma dúvida: com o nível atual dos efeitos especiais, não dá pra saber quais cenas usaram um cavalo real e quais foram cgi…)

Cavalo de Guerra sofre com mais um problema: o extenso (e bem sucedido) currículo de seu diretor. Se fosse feito por outra pessoa, talvez a expectativa fosse menor. Mas Spielberg é um dos maiores nomes do cinema contemporâneo. E Cavalo de Guerra, apesar de ser um bom filme, está longe dos seus melhores filmes.

Enfim, bom filme, mas Spielberg pode ser melhor que isso. Sorte a nossa que ele mostrou, com As Aventuras de Tintim, que ainda tem fôlego na carreira.

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A Batalha dos 3 Reinos
Bastardos Inglórios

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Meia Noite em Paris

Crítica – Meia Noite em Paris

Filme novo do Woody Allen!

Gil é um roteirista de relativo sucesso em Hollywood, mas quer largar essa vida, se mudar para Paris e escrever romances – decisão não apoiada por sua noiva. Apaixonado por Paris e pela década de 20, de repente Gil volta no tempo e passa a ter contato com personagens históricos, como Cole Porter, Ernest Hemingway, F Scott Fitzgerald, Gertrude Stein, Pablo Picasso, Salvador Dalí e Luis Buñuel, entre outros.

Tem gente por aí dizendo que este é o melhor Woody Allen em muito tempo, mas não sei se sou a pessoa certa para falar sobre isso, já que, sei lá por qual motivo, não vi nenhum dos filmes que ele fez entre 98 e 2007 (mas tô em dia desde Vicky Cristina Barcelona!). Pelo menos posso afirmar que é o melhor entre os quatro últimos.  As situações geradas pelos encontros de Gil com as figuras históricas são deliciosas! Não conheço ninguém que saiu do cinema sem se imaginar em outra época, acho que esse culto ao passado é algo natural do ser humano.

Paris foi uma escolha perfeita para o cenário de Meia Noite em Paris. Que outra cidade conjugaria um passado tão rico em cultura com cenários atuais que não precisam de muitas adaptações? É um filme de viagem no tempo sem efeitos especiais aparentes!

No elenco, Owen Wilson surpreende. Normalmente associado a comédias dirigidas a um público mais, digamos, hollywoodiano, ele está perfeito aqui como o alter-ego de Allen. Se heu não o conhecesse  de filmes como Uma Noite no Museu, Marley & Eu ou a série Bater ou Correr, diria que é um ator sério… Ainda no elenco, Rachel McAdams, Michael Sheen, Marion Cotillard, Kathy Bates e um Adrien Brody hilário como Salvador Dalí. E, para os fãs de quadrinhos: Tom Hiddleston, o Loki de Thor, interpreta F Scott Fitzgerald aqui.

Meia Noite em Paris é divertidíssimo, mas tem um problema: pra curtir melhor as piadas, tem que conhecer as figuras históricas. Digo isso porque fui um dos únicos no cinema a rir da genial piada com o Buñuel e seu Anjo Exterminador – provavelmente rolaram outras piadas que não entendi porque não conhecia os personagens…

Enfim, vá ao cinema. E depois se imagine na sua própria Belle Époque!

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