The Black Room

TheBlackRoomCrítica – The Black Room

Um casal acabou de se mudar para a casa dos seus sonhos. Mas seu casamento feliz está prestes a ser testado à medida que eles descobrem lentamente o segredo por trás de um quarto negro no porão.

Terror meio vagaba, mesmo assim comecei a assistir pra ver qualé. Depois de uma divertida introdução de sete minutos, onde somos apresentados a uma trama que mistura sexo e forças sobrenaturais, aparecem os créditos iniciais – AO SOM DE TARKUS, DO EMERSON LAKE & PALMER!!! Ok, The Black Room ganhou a minha atenção!

Tudo é muito vagabundo no filme escrito e dirigido por Rolfe Kanefsky (que está aí dirigindo filmes desde os anos 90, e heu nunca tinha ouvido falar. Shame!). O clima de filme B reina ao longo de toda a projeção. Mesmo assim, me diverti com as aventuras com um pé no trash e outro no erótico softcore.

A ideia é legal – usa o mito da súcubo (segundo a wikipedia, “um demônio com aparência feminina que invade o sonho dos homens a fim de ter uma relação sexual com eles para lhes roubar a energia vital)”. Pena que o final do filme dá uma escorregada, e entra definitivamente no trash – preferia antes, quando era só um flerte.

No elenco, Natasha Henstridge mostra que virou uma quarentona bonitona – mas o filme é de Lukas Hassel, canastrão no ponto exato. Dominique Swain e Lin Shaye aparecem em papeis pequenos.

Nada de mais. Mas quem estiver no clima certo vai se divertir.

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Nazis At The Centre Of The Earth

Crítica – Nazis At The Centre Of The Earth

Há tempos tinha curiosidade de ver um filme da produtora The Asylum. Por que não começar por um filme falando de nazistas no centro da Terra?

Uma equipe de pesquisadores na Antártida descobre um buraco, que os leva a um mundo subterrâneo, onde vivem nazistas que querem conquistar o mundo.

Antes de falar do filme, vamos falar da The Asylum. Produtora responsável por produções baratas lançadas direto em home video, a The Asylum ganhou fama por “pegar carona” nos grandes blockbusters. Um exemplo: na época do lançamento de Transformers, eles lançaram um filme chamado Transmorphers. Em sua defesa, a The Asylum alega que suas histórias são originais e não plágios. Mas que eles se aproveitam do sucesso dos grandes, isso é claro…

Com uma proposta dessas, claro que nunca veremos um filme bom sair da The Asylum. Mas quem me conhece sabe que sei apreciar um bom trash. Então, vamos à análise de Nazis At The Centre Of The Earth, já sabendo que se trata de um filme trash!

Bem, não é um trash dos piores, mas também está longe de clássicos como Bad Taste e Evil Dead. Os efeitos especiais poderiam ser melhores, hoje em dia não é caro fazer efeitos digitais convincentes. Mas a trama traz um plot twist genial quando revela o plano do vilão – gostei tanto desse plot twist que me fez relevar os diálogos ruins que infestam o filme.

No elenco, tive pena de ver a Dominique Swain, a Lolita da refilmagem feita em 1997 por Adrian Lyne. Não só o seu padrão de filme baixou significativamente como ela, que era bonita, mas está tão feinha… Ela não é o único nome “conhecido” – Jake Busey (filho do Gary Busey), de Tropas Estelares e Identidade, também está aqui. Mas acho que Busey nunca gerou esperanças de que seria um grande ator… De resto, só gente desconhecida.

O resultado final é um filme trash mediano. Dispensável, mas pode divertir quem estiver no clima certo.

Depois dos créditos rola uma curta cena. Claro, gancho pra continuação…

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Se você gostou de Nazis At The Centre Of The Earth, o Blog do Heu recomenda:
Dead Snow
Viagem Ao Centro da Terra
Iron Sky

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A Outra Face

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A Outra Face

John Travolta e Nicolas Cage trocando de rosto? A idéia parece absurda. Mas, além de absurda, é genial!

No fim dos anos 80, o diretor chinês John Woo começou a chamar a atenção de Hollywood com filmes como The Killer e Bala na Cabeça. O seu estilo era inconfundível: muitos tiroteios, muitas explosões, tudo muito estilizado, usando muita câmera lenta. E sua assinatura: em algum momento do filme, há pombas voando, também em câmera lenta.

John Woo foi “importado” para Hollywood em 93 por Jean Claude Van Damme, para dirigir O Alvo (que acabou sendo um dos melhores filmes deste). E, em Hollywood, Woo virou diretor de primeira linha.

E em 97, Woo lançou sua obra-prima: A Outra Face.

A trama é inverossímil. Um grande agente do FBI (Travolta) persegue um grande terrorista (Cage). Quando o terrorista é preso e entra em coma, o agente, para conseguir informações sobre uma bomba escondida, faz uma cirurgia para trocar de rosto com o bandido. Mas este acorda do coma e pega o rosto do mocinho. E assim, mocinho e bandido trocam de lugar – e só eles sabem disso.

Esqueça a lógica! Afinal, Travolta precisava de reduzir o peso pra ser Cage, mas este não precisava engordar pra ficar no lugar daquele! Isso dentre outras incoerências.

Mas a graça do filme é justamente a forma, e não o conteúdo. E que forma! São várias seqüências antológicas, como logo no início do filme, com Cage chegando ao seu jato particular e sendo perseguido por Travolta; ou o tiroteio ao som de Somewhere Over the Rainbow; ou ainda a fantástica cena final nas lanchas.

O elenco está ótimo. Travolta e Cage se revezam nos papéis de mocinho e vilão. A cena que ambos estão com as armas apontadas um para o outro, com um espelho entre os dois (ou seja, cada um vê o outro através do próprio reflexo) é genial. E ambos fizeram laboratório um com o outro, estudando os detalhes para a hora de trocar de lugar. Completam o elenco Joan Allen, Gina Gershon, Dominique Swain e Alessandro Nivola.

As pombas voando em câmera lenta? Estão lá, em mais uma seqüência antológica, desta vez na igreja!

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