Logan Lucky – Roubo em Família

logan luckyCrítica – Logan Lucky – Roubo em Família

Sinopse (catálogo do Festival do Rio): Os irmãos Jimmy e Clyde Logan acreditam que sua família sofre de uma terrível maldição, que justifica um azar financeiro que vem se estendendo por gerações. A fim de tentar reverter essa condição, eles decidem executar um ambicioso assalto durante uma corrida de automóveis da NASCAR, o maior campeonato de stock car dos Estados Unidos. No entanto, nem tudo sairá como o previsto.

O diretor Steven Soderbergh tem um jeitão de fazer “filmes pipoca” leves, onde grandes atores parecem que estão se divertindo. Isso acontece com este Logan Lucky – Roubo em Família (Logan Lucky, no original). Um bom elenco num filme divertido e despretensioso.

Um dos problemas aqui é a inevitável comparação com 11 Homens e um Segredo e suas continuações. Ok, Channing Tatum e Adam Driver são nomes badalados, mas acredito que Brad Pitt e George Clooney eram nomes mais fortes na época do outro filme. Mas, na minha humilde opinião, o pior problema é que o roubo deste Logan Lucky tem muitos furos. Um bom filme de roubo precisa trazer um plano mirabolante e que convença o espectador. O plano aqui parou no “mirabolante”.

Mas, como disse lá em cima, o elenco não deixa a peteca cair, e a fórmula soderberghiana segue fluindo. Afinal, não é todo dia que temos Channing Tatum, Adam Driver, Daniel Craig, Riley Keough, Katie Holmes, Seth MacFarlane, Katherine Waterston e Hilary Swank à disposição…

O resultado final não é lá grandes coisas, mas pelo menos vai divertir os menos exigentes.

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O Dom da Premonição (2000)

O Dom da PremoniçãoCrítica – O Dom da Premonição (2000)

Vamos de Sam Raimi de 15 anos atrás?

Em uma cidade pequena, uma mulher com percepção extra-sensorial pode ser a única esperança na investigação de um crime.

Sam Raimi normalmente é lembrado por suas trilogias mais famosas, Evil Dead (1981, 87 e 92) e Homem Aranha (2002, 04 e 07), mas ele fez muito mais coisas legais, como Um Plano Simples, Arraste-me Para o Inferno e este O Dom da Premonição (The Gift, no original).

Em 1998, Raimi dirigiu Billy Bob Thornton em Um Plano Simples. Thornton tinha ideia de um roteiro baseado nas experiências psíquicas de sua própria mãe, então o escreveu em parceria com Tom Epperson. Dois anos depois, Thornton trabalharia junto novamente com Raimi, mas desta vez só como roteirista.

Com um bom roteiro e um elenco acima da média, O Dom da Premonição traz personagens que parecem escritos pelos irmãos Coen (amigos de longa data do diretor) em uma trama de suspense com um que de sobrenatural – boa mistura!

O papel principal é de Cate Blanchett, que já mostrava que era uma grande atriz antes de ganhar seus Oscars (por O Aviador em 2005 e Blue Jasmine em 2014). Claro que Cate é um dos destaques, mas quem chama a atenção é Giovanni Ribisi, num papel menor, mas que impressiona sempre que aparece. Também no elenco, Keanu Reeves, Hillary Swank, Greg Kinnear, J.K. Simmons, e Katie Holmes, em sua única cena de nudez na carreira (se não me engano).

Na minha humilde opinião, O Dom da Premonição pode ser colocado facilmente entre os melhores filmes de Sam Raimi!

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Top 10: Atrizes Feias

Top 10: Atrizes Feias

Duas semanas atrás fiz aqui um Top 10 de atores feios. Por que não fazer um de atrizes feias?

Achei que ia ser difícil encontrar atrizes feias, mas foi mais fácil do que imaginei. Foi mais difícil escolher as 10 aqui do que no de atores! Tiveram algumas feias que mereciam estar aqui, mas tive que cortar, já que este é um Top 10. Menções honrosas para Rhea Perlman (que apesar da feiúra e do sobrenome, não é parente do Ron Perlman) e para as televisivas Rachel Dratch e Kathy Kinney.

Ah, como não usei atores brasileiros no outro Top 10, deixei as brasileiras de fora deste também. Mas, como homenagem, olha lá a Zezé Macedo como imagem principal!

Vamos às feiosas?

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10. Hillary Swank

Comecei o Top 10 de atores feios com um bom ator oscarizado, mas dono de uma beleza “diferente”. O mesmo aqui, com Hillary Swank e seus dois Oscar…

9. Heather Matarazzo

Heather surgiu ainda adolescente, no badalado Bem-Vindo à Casa de Bonecas. Ela cresceu, e até já apareceu sem roupa (em O Albergue 2). E continua muito feia.

8. Rosie Perez

Rosie Perez às vezes faz o papel de “latina gostosa”. Mas pra mim, é o exemplo típico do estilo “raimunda”: feia de cara e boa de – corpo.

7. Maggie Gyllenhaal

Boa atriz, fez bons papeis em vários filmes muito bons. E ainda tem um irmão talentoso, o Jake. Mas é feia que dói.

6. Tilda Swinton

Outra boa atriz. Mas é tão feia que já fez papel de um anjo homem, e não ficou estranho.

5. Tori Spelling

O pai dela é Aaron Spelling, um poderoso produtor em Hollywood. Se não fosse o pistolão do pai, acho que a carreira dela não existiria…

4. Sarah Jessica Parker

A feiosa, líder das peruas de Sex And The City, se acha gostosa. Seu maior feito na vida foi ter casado com Matthew Broderick – o Ferris Bueller em pessoa.

3. Anne Ramsey

Não confunda com outra Anne Ramsey, coadjuvante do seriado Mad About You. Essa daqui é a velhinha apavorante de Goonies e Jogue a Mamãe do Trem.

2. Sandra Bernhard

Sandra é mais comediante do que atriz, mas fez seus filmes. Pela foto, parece que ela está fazendo careta, mas a cara dela é assim mesmo.

1. Rossy De Palma

“Musa” de Almodóvar, Rossy de Palma parece uma pintura. Que deu errado.

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Se você gostou do Top 10: Atrizes Feias, o Blog do Heu recomenda os outros Top 10 já publicados aqui:
filmes de zumbi
filmes com nomes esquisitos

filmes sem sentido
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estilos dos anos 80
melhores vômitos
melhores cenas depois dos créditos
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filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil
estilos de filmes ruins
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musicais para quem não curte musicais
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filmes de natal
melhores filmes de 2010
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melhores filmes da década de 00
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cenas de sexo esquisitas

ficção cientifica ou não ficção científica

filmes de vingança

marcos nos efeitos especiais
filmes estrangeiros que fazem referência ao Brasil

personagens que morreram e voltaram

filmes de macho
filmes de máfia
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A Inquilina

Crítica – A Inquilina

Uma jovem médica, recém separada, encontra um ótimo apartamento a um preço incrivelmente barato. O que ela não sabe é que o seu senhorio desenvolverá uma certa obsessão por ela.

Produção da Hammer (que recentemente nos apresentou o bom A Mulher de Preto, A Inquilina parece um daqueles “filmes de apoio” que rolavam nas locadoras na época do vhs. Eram produções modestas, que acompanhavam os lançamentos de ponta. Não necessariamente um filme ruim, mas quase sempre um filme “menor”.

O que chama a atenção é o nome de Hilary Swank. Duas vezes ganhadora do Oscar de melhor atriz (por Garotos Não Choram e Menina de Ouro), Swank não só é a atriz principal como também produziu A Inquilina. Não que o filme seja ruim, mas acredito que os fãs da atriz esperavam mais.

Se a gente ignorar o laureado currículo da protagonista, o filme até funciona. Swank está bem em seu papel, assim como seu companheiro Jeffrey Dean Morgan. Só achei Christopher Lee desperdiçado em um papel besta.

Para não dizer que A Inquilina é igual a tudo o que tem por aí, rola uma interessante mudança de foco na narrativa com aproximadamente meia hora de projeção, justo quando o filme começava a ficar monótono e previsível. Boa sacada do diretor Antti Jokinen, finlandês com experiência em videoclipes mas estreando em longa metragens.

Pena que este momento de criatividade não continue ao longo do filme. O fim de A Inquilina é bastante óbvio…

No fim, A Inquilina só é recomendado àqueles que estão sem opção melhor para assistir. Ou então aos fãs dos atributos físicos de Hillary Swank, que aproveita para mostrar em detalhes o corpo malhado.

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Se você gostou de A Inquilina, o Blog do Heu recomenda:
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Cisne Negro

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Noite de Ano Novo

Crítica – Noite de Ano Novo

Quem lê o gigantesco elenco e o nome do diretor lembra logo de cara de Idas e Vindas do Amor, dirigido pelo mesmo Garry Marshall. E assim podemos adivinhar exatamente como será Noite de Ano Novo.

O filme mostra um retrato do último dia do ano para vários casais e solteiros em Nova York. Vários núcleos entrecortados, várias histórias simultâneas.

Noite de Ano Novo é um filme extremamente previsível, mas mesmo assim muito agradável. Tudo desce redondinho, sem sustos ou riscos.

Como assim previsível? Bem, Jon Bon Jovi interpreta um popstar; Lea Michelle, uma aspirante a cantora; Sofia Vergara, um papel igual à Gloria de Modern Family… Acho que o roteiro foi escrito para que cada ator ficasse à vontade, confortável, num papel familiar – Zac Efron arranja até uma desculpa para dançar! Acho que o único papel “não óbvio” é o Kominsky de Hector Elizondo, o resto do elenco está todo nas chamadas “zonas de conforto”.

Por um lado isso pode ser monótono. Mas, se a gente entrar no clima, o filme é muito legal. Assim como acontece com Idas e Vindas do AmorNoite de Ano Novo é eficiente, bobinho e “fofo”.

Claro que o destaque do filme é o elenco. Afinal, não é todo dia que temos, juntos, Robert De Niro, Michelle Pfeiffer, Halle Berry, Hillary Swank, Katherine Heigl, Ashton Kutcher, Josh Duhamel, Sarah Jessica Parker, Mathew Broderick, John Lithgow, Abigail Breslin, Jessica Biel, Til Schweiger, Sarah Paulson, Carla Gugino, Alyssa Milano, Sofia Vergara, Lea Michelle, James Belushi, Zac Efron, Jon Bon Jovi, Ryan Seacrest, Cary Elwes, Ludacris e Hector Elizondo, entre outros menos cotados.

Com tanta gente assim, claro que o roteiro serviria apenas como veículo para os atores. Por isso é tudo tão óbvio. Acho que a única emoção que o roteirista quis passar para a sua plateia era “que bonitinho”…

Outra coisa previsível era uma trama irregular. Como são várias historinhas, algumas são melhores que as outras. Aquele diálogo final da Sarah Jessica Parker foi completamente incoerente com toda sua postura ao longo do filme. Mas, por outro lado, algumas cenas são divertidíssimas. John Lithgow está alucinado como nos bons tempos de 3rd Rock From The Sun, e só o nome dado ao personagem de Mathew Broderick já vale o ingresso!

Enfim, Noite de Ano Novo é assim. Previsível, mas vai agradar o público certo.

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Se você gostou de Noite de Ano Novo, o Blog do Heu recomenda:
Idas e Vindas do Amor
A Verdade Nua e Crua
Simplesmente Amor

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A Colheita do Mal

A Colheita do Mal

Katherine Winter (Hillary Swank) é uma famosa pesquisadora especializada em desmascarar supostos milagres. Ela é contratada para investigar um estranho fenômeno que está ocorrendo numa cidadezinha no interior da Louisiana, onde as águas de um rio estão vermelhas como sangue. A cidade acha que esta pode ser a primeira de dez pragas repetindo as pragas bíblicas que castigaram o Antigo Egito.

Dirigido em 2006 por Stephen Hopkins, A Colheita do Mal (The Reaping no original) tem uma boa premissa: uma reedição das pragas bíblicas nos dias de hoje, acompanhadas por uma pessoa que balança entre a fé e a ciência. Pena que ficou só na boa ideia – o filme em si não é lá grandes coisas…

O filme não é de todo ruim. O problema é que às vezes parece que perderam a mão. Um bom exemplo são os efeitos especiais. Uma das cenas, a da praga dos gafanhotos, é impressionantemente bem feita. Mas, por outro lado, os efeitos na cena final são exagerados e desnecessários.

Uma coisa curiosa em A Colheita do Mal é a escolha de sua protagonista, Hilary Swank, dona de dois Oscars de melhor atriz (por Meninos não Choram e Menina de Ouro). Este projeto veio pouco depois da segunda premiação, e não me parece um estilo de filme coerente com um ator tão laureado (se bem que Swank esteve no elenco de O Núcleo – Missão ao Centro da Terra entre os dois prêmios…). Além de Swank, o elenco conta com AnnaSophia Robb, Stephen Rea, David Morrissey e Idris Elba. E, para os fãs de filmes de terror dos anos 80, o xerife é interpretado por William Ragsdale, o ator principal de A Hora do Espanto.

O roteiro poderia ter usado as locações na Louisiana como um trunfo, como fizeram em filmes como Coração Satânico e A Chave Mestra. Mas, não, nem isso foi aproveitado. Esta história poderia ter sido contada em qualquer lugar…

No fim, temos um filme médio, com efeitos especiais atrapalhando uma grande atriz, num roteiro um pouco confuso, mas que traz algumas reviravoltas interessantes.

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Homem de Ferro

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Homem de Ferro

Antes de tudo, preciso explicar que não curto quadrinhos de super-heróis. Quadrinho pra mim tem que ser engraçado. Disney (de preferência Carl Barks), Calvin & Haroldo, Piratas do Tietê, Asterix, coisas assim são bem-vindas no universo helveciano.

Outra coisa: pra mim, homem de ferro era um desenho “desanimado”, uns desenhos que passavam muitos anos atrás, que tinham uma animação tosquíssima, que por isso mesmo não estavam na minha preferência – heu ficava com os Disney, Warner, Tom & Jerry, Hannah Barbera, etc.

Dito tudo isso, afirmo que a adaptação cinematográfica dos quadrinhos do Homem de Ferro é muito boa!

Tony Stark é um magnata da indústria bélica que um dia se toca que suas armas não trazem o bem para as pessoas, e então resolve fazer uma armadura e vira um super-herói que combate os fracos.

A história é simples, porque com certeza veremos mais vezes o Homem de Ferro nas telas…

E o que diferencia esse filme de outros filmes recentes baseados em quadrinhos? Um dos pontos altos é o elenco. Robert Downey Jr está ótimo como o quarentão beberrão Tony Stark, e um quase irreconhecível Jeff Bridges faz um vilão perfeito. Isso sem contar com Gwyneth Paltrow como a super-secretária de Stark!

O diretor John Favreau também manda bem, apesar de ser seu primeiro blockbuster (ele também fez Zathura, mas a repercussão era bem menor). Aliás, ele também aparece nas telas, como o motorista de Stark. Além dele, também vemos Hillary Swank num papel minúsculo (ao lado de Stark, na mesa de dados no cassimo) e o próprio Stan Lee (autor dos quadrinhos) na entrada de uma festa.

E, claro, não saia do cinema antes dos fins dos créditos: Samuel L Jackson aparece como Nick Fury, quase para fazer propaganda de uma nova franquia que contará com o Homem de Ferro!

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