Monster Hunter

Crítica – Monster Hunter

Sinopse (imdb): Quando a tenente Artemis e seus soldados leais são transportados para um novo mundo, eles se envolvem em uma batalha desesperada pela sobrevivência contra inimigos enormes com poderes incríveis. Filme baseado no videogame da Capcom.

Filme novo do Paul WS Anderson, estrelado pela Milla Jovovich, baseado num videogame. Precisa dizer mais alguma coisa?

Sabe aquela expressão “pra bom entendedor, meia palavra basta”? Poizé, quase que este foi um texto curto. Era só parar nessa frase: “Filme novo do Paul WS Anderson, estrelado pela Milla Jovovich, baseado num videogame”. Já dá pra sacar o que vem por aí.

Mas… Vamulá. Paul WS Anderson dirigiu o filme Mortal Kombat lá atrás em 1995, mas é mais conhecido pela franquia Resident Evil – ele roteirizou todos os seis filmes e dirigiu quatro deles. Milla Jovovich é sua esposa, e é a estrela da saga Resident Evil (o casal também fez uma adaptação de Os 3 Mosqueteiros em 2011).

Gosto muito do primeiro Resident Evil. Mas, o segundo é pior que o primeiro, e o terceiro é pior que o segundo, e assim sucessivamente – chegou um ponto que desisti de tentar acompanhar a história, pra mim é que nem Jogos Mortais, só o primeiro é bom, o resto vejo no automático.

(Silent Hill nunca teve continuação. Fica a dica. 😉 )

Masss… Me parece que Paul WS Anderson descobriu uma fórmula que funciona. Que nem o Adam Sandler, que tem uma fórmula de filmes ruins de doer, mas baratos, e, principalmente, que vendem – sim, se tem um monte de filme ruim do Adam Sandler, a culpa é sua que vê esses filmes! Paul WS Anderson faz filmes baseados em videogames, com roteiros preguiçosos e efeitos especiais de segunda linha, e seus filmes vendem razoavelmente bem – o sexto Resident Evil custou 40 milhões de dólares e rendeu 312 milhões nas bilheterias. Nada mal, né?

Sendo assim, a gente já sabe o que esperar de Monster Hunter. Um visual legal, mas efeitos que nem sempre funcionam, e um roteiro bem ruim.

Vou falar primeiro do roteiro, depois falo do resto. Há tempos que não vejo um roteiro tão ruim. Chega ao ponto de ter personagens tão descartáveis que o filme esquece deles! A equipe que viaja junto com a Milla Jovovich some sem a gente saber o que aconteceu com eles; o outro grupo também tem personagens que aparecem e somem sem maiores explicações.

São dois atores principais, Milla Jovovich e Tony Jaa, e um coadjuvante, Ron Perlman. Todos os outros não têm nenhuma importância narrativa (inclusive, pena, tem uma brasileira no meio do elenco dispensável, a Nanda Costa). Me pareceu que eles só estão lá para aparecerem em uma provável continuação. Sim, continuação, preciso falar disso, cabe um spoilerzinho de leve? Filme baseado em videogame, chamado “caçador de monstros”, claro que vai ter um monstrão no final. Depois de enfrentar o monstrão, o filme acaba, certo? Não! Os personagens falam “agora vamos aos próximos”, aí aparece um novo, eles vão atacar – e aí acaba o filme. Sim, termina com gancho pra continuação.

Mas calma, ainda tem mais coisa pra falar mal do roteiro. Esse mundo dos monstros é uma montanha no meio de um deserto enorme. Tem uma cena que a Milla Jovovich sobe até o alto pra olhar em volta, e só vê areia pra tudo quanto é lado. E tem monstros escondidos debaixo da areia, em outra cena a Milla Jovovich joga uma pedra e logo surge um monstro subterrâneo pra atacar. Pois bem. A Milla Jovovich e o Tony Jaa matam UM monstro e andam um pouco, e logo chegam num oásis gigantesco. Tem uma cena do alto, os dois parecem formiguinhas chegando. Onde estava esse oásis na cena que a Milla Jovovich só olhou areia???

Tem mais coisa pra falar mal do roteiro, mas vou parar por aqui. Mas ainda preciso falar do gato. Ah, o gato. Tem um gato que é o cozinheiro. Tosco, tosco, tosco. Mas, essa tosqueira visual já estava avisada desde a primeira cena. Quando aparece o Ron Perlman de peruca loira, já dava pra sacar que não era pra levar a sério o visual.

Como falei lá atrás, o roteiro é bem ruim, mas o visual do filme é legal. Os cenários (deve ser tudo digital) são bonitos, os monstros são bem feitos, quase todos os efeitos de luta contra os monstros são convincentes (pena que ficou no quase, algumas cenas escorregam na qualidade). Ah, gostei da trilha sonora, mas deve ser porque curti os timbres de sintetizador.

Enfim, chega. Ia ser um texto curto, mas acabei falando demais. Quem quiser desligar o cérebro, pode curtir o visual. Mas procure não pensar muito. Monster Hunter estreia esta semana nos cinemas.

Resident Evil 6: O Capítulo Final

Resident Evil 6 O Capítulo FinalCrítica – Resident Evil 6: O Capítulo Final

Alice precisa retornar para o lugar onde o pesadelo começou – a Colmeia, em Racoon City, onde a Umbrella Corp está unindo forças para uma última batalha contra os sobreviventes do apocalipse

Sempre curti a série Resident Evil – como não gostar de ver uma Milla Jovovich estilosa detonando zumbis? Só que os filmes começaram a exagerar depois de um certo ponto, e admito que cansei da franquia. Conforme ia cansando, ia dando menos bola pros filmes. Lembro que no final do quinto filme quase desisti. Mas aí apareceu este sexto, com a promessa de ser o último. Ok, vamulá.

Como acontece nos outros filmes, a estrutura de Resident Evil 6: O Capítulo Final (Resident Evil: The Final Chapter, no original) se assemelha a um game: a personagem ganha uma tarefa e um prazo para cumpri-la. E assim acompanhamos a sua jornada e todas as dificuldades até o desafio final.

(Parênteses para explicar que nunca joguei o videogame Resident Evil, então não tenho ideia se este filme se baseia em um dos jogos ou apenas no universo do game.)

Assim, o que vemos é mais do mesmo. Alguns bons efeitos de cgi (revi semana passada o primeiro filme, de 2002, o cgi perdeu a validade…), algumas coisas absurdas porém divertidas, alguns momentos forçados e desnecessários. Mas, pergunto: alguém esperava algo diferente?

O roteiro e a direção ainda estão nas mãos de Paul W.S. Anderson (que escreveu todos os seis filmes e só não dirigiu o segundo e o terceiro), o que deveria manter uma coerência no roteiro (e mesmo assim eles mudaram a razão de terem espalhado o vírus no primeiro filme). No elenco, o filme é de Milla Jovovich. Ali Larter e Iain Glen voltam, mas em papéis tão secundários que tanto faz. E Shawn Roberts está tão ruim que parece mais artificial que o Tarkin digital de Rogue One. Além destes, é interessante ver que a filha da Milla Jovovich com o Paul W.S. Anderson, Ever Anderson, ganhou o papel de Red Queen.

Enfim, quem se propõe a ver um filme desses já sabe que não deve esperar muita coisa, então não deve decepcionar quem for ao cinema. Agora resta torcer para ser realmente o último – porque, mesmo se chamando “Capítulo Final”, o filme termina com um gancho para continuação…

Pompeia

PompeiaCrítica – Pompeia

Paul W.S. Anderson fazendo filme catástrofe!

Um escravo gladiador se vê numa corrida contra o tempo para salvar uma garota que foi prometida a um corrupto senador romano. Quando o vulcão Vesúvio entra em erupção, ele deve lutar para salvar sua amada, enquanto Pompeia é destruída..

Fui ao cinema com a expectativa lá embaixo, não esperava nada do filme. Sabe que me surpreendi? Pompeia não é um grande filme, longe disso. Mas é bem divertido.

Paul W.S. Anderson é famoso pela franquia Resident Evil – dirigiu apenas três, mas produziu e roteirizou todos os cinco. Mas ele não faz só filme de zumbi, ele também dirigiu a nova versão de Os Três Mosqueteiros e a refilmagem Corrida Mortal.

Pompeia (Pompeii, no original) é claramente dividido em duas partes. Primeiro temos a história do escravo gladiador que é levado para Pompeia e conhece a mocinha bonitinha; depois temos o esperado filme catástrofe. É, segue a fórmula de Titanic, uma história de amor com uma tragédia ao fundo.

A história do casal é bobinha e cheia de clichês, mas não incomodou. As lutas são boas, principalmente a da arena que deveria mostrar o massacre dos celtas. E quando começa a parte filme catástrofe, o filme melhora. O cgi é bem feito, a destruição aparece bem na tela. Li por aí que o filme não foi fiel aos fatos históricos, mas, não tem importância, foi legal ver uma tsunami no meio do caos!

No elenco, Kit Harington tenta aproveitar o sucesso de Game of Thrones – mas, se depender deste filme, ele continuará sendo lembrado como o Jon Snow. A mocinha é interpretada por Emily Browning, bonitinha, mas que faz a mesma cara de paisagem em todos os filmes. Ainda no elenco, Kiefer Sutherland, Carrie-Ann Moss, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Jessica Lucas, Jared Harris e Sasha Roiz.

Se levado a sério, Pompeia é um filme fraco. Mas pelo menos é uma bobagem divertida.

Resident Evil 5 – Retribuição

Crítica – Resident Evil 5 – Retribuição

Mais um Resident Evil!

Alice (Milla Jovovich) é capturada e levada para dentro de uma instalação da Umbrella. Para fugir de lá, terá que passar por vários estágios (que parecem fases de um videogame).

Quando soube que Resident Evil 5 – Retribuição estava pra estrear, resolvi fazer algo que todos deveriam fazer sempre antes de ver uma continuação: revi os quatro filmes anteriores. Só que neste caso em particular, não sei se foi a melhor coisa a se fazer, pois vi muitos defeitos que passariam em branco. Vou chegar lá daqui a pouco!

Primeiro, vamos ao que funciona. A parte técnica é impecável. Os efeitos especiais são de cair o queixo, todas as lutas são bem coreografadas, e a câmera lenta está inspiradíssima. Gostei até do 3D, apesar de atualmente não ter muita paciência pro efeito.

A série Resident Evil sempre foi boa em colocar mulheres bonitas lutando. Agora são várias (Milla Jovovich, Sienna Guillory, Michelle Rodriguez e Bingbing Li), e com roupas colantes de cheias de decotes. Fetichista ao extremo! Me lembrou Sucker Punch

Outra coisa: dos cinco filmes, este é o que mais tem cara de videogame. Cada cena parece uma nova fase do jogo. Só não sei se é igual ao videogame original porque nunca joguei.

Agora, vamos ao que deu errado…

O roteiro, apesar de ser escrito pelo mesmo escritor de todos os outros filmes, não faz o menor sentido. O quarto filme tinha um gancho empolgante, mas, assim como aconteceu entre o terceiro e o quarto filmes, o gancho logo foi esquecido e a história foi recomeçada do zero – como se nada tivesse acontecido, Alice acorda em um novo lugar e temos uma nova trama.

Também achei estranho o papo de usar clones, me pareceu uma desculpa pra tapar buracos no roteiro. Mas criou falhas na lógica: se uma Rain (Michelle Rodriguez) não tem nada a ver com a outra, como Alice sabe usar a linguagem de sinais para falar com a menina?

Outras coisas mudaram também e parecem erros de continuidade. Jill Valentine tinha cabelos pretos no segundo filme, mas reapareceu loura – fato que nos lembra que os cabelos de Alice eram mais claros nos primeiros filmes. Caramba, se é a mesma atriz fazendo a mesma personagem, por que não usar o mesmo cabelo? Isso porque não tô falando dos zumbis, que no primeiro filme eram lentos como os zumbis clássicos do George Romero, mas parece que contrataram um personal trainer e agora correm com o pique do Usain Bolt.

Falando em zumbis: o primeiro Resident Evil era um filme de zumbis; agora não mais. Aparecem alguns tipos de monstros, mas não sei se algum deles é um zumbi. Tem aqueles bichos que a boca se abre em quatro, tem aquele gigante com o machado, tem os soldados zumbis com metralhadoras, tem o monstrão grandão… E cadê os zumbis? Tão em outro filme…

A direção ainda é de Paul W.S.Anderson, o mesmo do primeiro e quarto filmes, e marido de Milla Jovovich. Na direção, ele faz um bom trabalho. Mas ele também é o roteirista, e nesta função, ficou devendo.

O elenco traz um monte de gente de volta de outros filmes da quadrilogia. Além de Milla, temos a volta de Sienna Guillory, Michelle Rodriguez, Oded Fehr, Boris Kodjoe e Colin Salmon, e novos papeis interpretados por Bingbing Li, Aryana Engineer, Johann Urb e Kevin Durand.

Com mais erros que acertos (na minha humilde opinião), este quinto filme se tornou o mais fraco de todos. E, pra piorar, termina com um empolgante gancho. Mas que sabemos que pode ser ignorado no sexto filme…

Resident Evil 2 – Apocalipse

Crítica – Resident Evil 2 – Apocalipse

Continuemos com a série Resident Evil!

Logo depois dos eventos do primeiro filme, Alice sai das instalações da Umbrella Corporation e precisa agora lidar com um apocalipse zumbi em Racoon City.

Desta vez, a direção ficou com Alexander Witt (que curiosamente só tem este único filme no currículo de diretor) – Paul W.S. Anderson, diretor do primeiro, ficou só no roteiro. Mas o estilo é bem semelhante: bom equilíbrio na mistura entre ação e terror, belas lutas coreografadas, muita câmera lenta e a dose certa de gore. A diferença é que enquanto o primeiro filme se passa dentro das instalações da Umbrella, aqui a ação acontece pela cidade devastada.

Milla Jovovich mais uma vez manda bem como a protagonista Alice. Afinal, apesar de bonita e de aparência frágil, ela luta bem, e, desta vez anabolizada com o vírus T, bate ainda mais do que no primeiro filme – a luta contra o “projeto Nêmesis” é muito boa.

A “personagem feminina coadjuvante forte da vez” ficou com Sienna Guillory (The Big Bang), que faz quase um cosplay de Lara Croft. Ainda no elenco, Oded Fehr, Sandrine Holt, Mike Epps, Thomas Kretschmann, Jared Harris e Iain Glenn.

Como acontece no primeiro filme, os destaques estão nos efeitos especiais, na trilha sonora e na edição. Resident Evil 2 – Apocalipse não supera o primeiro filme, mas é uma boa continuação.

O fim tem um problema, mas antes de falar disso, vamos aos avisos de spoiler:

SPOILERS!!!

SPOILERS!!!

SPOILERS!!!

A última cena mostra Alice matando, à distância, um cara que a observa através de uma câmera, apenas usando o olhar. Ela olha pra câmera e o cara começa a botar sangue pelos olhos e nariz. Caramba, legal, como isso será desenvolvido no próximo filme? Bem, não será desenvolvido. Porque o terceiro filme ignora este fim do segundo…

FIM DOS SPOILERS!!!

Apesar deste gancho desnecessário no fim do filme, Resident Evil 2 – Apocalipse, gostei bastante do filme. Manteve a vontade de continuar seguindo a série.

Em breve, falo aqui do terceiro filme…

Resident Evil – O Hóspede Maldito

Crítica – Resident Evil – O Hóspede Maldito

Estreia hoje um novo Resident Evil. Aproveitei que comprei um box com os quatro filmes já lançados em blu-ray e comecei a rever tudo. Espero que dê tempo de acabar o quarto antes de ver o quinto!

Baseado no videogame homônimo. Uma unidade especial militar combate um poderoso supercomputador fora de controle e centenas de cientistas que se transformaram em zumbis comedores de carne depois de um acidente de laboratório.

Apesar de nunca ter jogado o videogame, sou muito fã da franquia de filmes Resident Evil. Boa mistura de ação e terror, visual estilizado, muita câmera lenta nas ótimas cenas de luta, e gore na dose exata. E, claro, Milla Jovovich com pouca roupa metendo a p$#@rrada! Não tem como dar errado, né?

Este primeiro filme da série, lançado em 2002, apareceu numa época quando adaptações de videogame não eram tão coriqueiras como hoje. Como falei, não tenho como comparar com o game. Mas como filme de zumbi, Resident Evil – O Hóspede Maldito mandou bem!

A direção coube a Paul W.S. Anderson, diretor de uma das primeiras adaptações de videogame que tivemos em Hollywood: Mortal Kombat (1995).  Anderson nunca foi um diretor de “primeiro time”, mas tem alguns filmes pop legais no currículo, como Corrida MortalOs Três Mosqueteiros, além de ser o diretor do quarto e do quinto Resident Evil.

No elenco, além de Milla Jovovich, belíssima e mandando ver nas cenas de ação, cada filme traz outra atriz em um papel forte. Aqui é Michelle Rodriguez, que faz um bom trabalho com seu ar de “mulé macho”. Ainda no elenco, Colin Salmon, Eric Mabius, James Purefoy e Martin Crewes.

Alguns efeitos “perderam a validade” – a cena no trem, vista hoje, parece bem tosca. Mas no geral, os efeitos são muito bons. Aliados a estes, a trilha sonora e os cenários são outros destaques.

Amanhã, se tudo der certo, falo aqui sobre o segundo filme da série, Resident Evil – Apocalipse!

Os Três Mosqueteiros

(Outro dia descobri que o meu post sobre o filme Os Três Mosqueteiros sumiu do Blog. Sei lá o que aconteceu, só sei que não estava aqui, só no índice, como se tivesse sido publicado no fim de outubro de 2011. Pra não ficar sem o texto, recuperei no “cache” do Google, e estou postando de novo.)

Crítica – Os Três Mosqueteiros

Mais uma adaptação da clássica história de Alexandre Dumas!

O jovem D’Artagnan vai para Paris para se tornar um mosqueteiro e acaba se tornando companheiro dos três lendários mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis, em uma aventura com fundo político.

Tenho lido por aí muitas críticas a essa nova versão da história que todos conhecem. É porque na verdade o roteiro toma várias “liberdades poéticas”… Mas o grande barato aqui não é verificar a veracidade do texto, e sim curtir a aventura. Porque este é o real objetivo de Os Três Mosqueteiros: um filme de aventura!

Apesar de ser um filme de época, Os Três Mosqueteiros tem a cara do seu diretor, Paul W.S. Anderson, o mesmo do primeiro Resident Evil e do fraco Alien vs Predador, que tem um pé na ficção científica em quase todos os filmes de sua carreira. Aqui, Anderson puxa mais para a aventura, a semelhança com Piratas do Caribe é óbvia e – acredito heu – intencional. Afinal, rola até o Orlando Bloom em um navio… Então, se você procura uma aventura neste estilo, você não se decepcionará.

O roteiro é cheio de ação. Algumas das lutas de espadas são bem legais, apesar de quase não vermos sangue ao longo do filme. Gostei da luta entre os quatro mosqueteiros e dezenas de guardas de Rochefort!

O elenco é muito bom. Como é comum hoje em dia, os melhores papeis são dos vilões. Christoph Waltz (Bastardos Inglórios), sempre competente, manda bem como o Cardeal Richelieu. Milla Jovovich ignora a Milady clássica e age como se estivesse em mais um Resident Evil: corre, pula e dá porrada, tudo de um jeito estiloso, cheio de câmeras lentas. E ainda tem Mads Mikkelsen como Rochefort.

O papel principal – D’Artagnan – fica nas mãos do jovem Logan Lerman, que comprova o que já tínhamos visto em Percy Jackson e o Ladrão de Raios: se o garoto souber administrar a carreira, vai longe. Ainda preciso comentar que achei irregular a escolha dos três atores que fazem os mosqueteiros. Achei que o Porthos de Ray Stevenson (Roma, O Justiceiro – Zona de Guerra) se destaca dos outros dois, e isso pareceu estranho, pois para mim faltou equilíbrio. Talvez seja porque Stevenson é mais ator; talvez seja porque Porthos é um personagem melhor desenvolvido – provavelmente uma combinação das duas coisas. Os outros dois, Luke Evans e Matthew Macfadyen, nem são ruins, mas aí a gente se lembra das duas últimas versões cinematográficas do trio – e, na comparação, o filme atual perde feio, tanto pra versão pop 80′s (Kiefer Sutherland, Charlie Sheen e Oliver Platt), quanto a versão “madura” de O Homem da Máscara de Ferro (John Malkovich, Jeremy Irons e Gerard Depardieu).

Por fim, falemos do 3D. Este é um dos poucos filmes em cartaz onde o 3D vale realmente a pena. Os Três Mosqueteiros foi filmado em 3D, e não convertido para 3D como acontece mais frequentemente. Faz diferença…

Enfim, se você é fã de Alexandre Dumas e procura correção histórica, passe longe. Mas se o seu negócio é aventura, esse é o seu filme.

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Se você gostou de Os Três Mosqueteiros, o Blog do Heu recomenda:
Fúria de Titãs
Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas
As Múmias do Faraó

Os Três Mosqueteiros

Crítica – Os Três Mosqueteiros

Mais uma adaptação da clássica história de Alexandre Dumas!

O jovem D’Artagnan vai para Paris para se tornar um mosqueteiro e acaba se tornando companheiro dos três lendários mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis, em uma aventura com fundo político.

Tenho lido por aí muitas críticas a essa nova versão da história que todos conhecem. É porque na verdade o roteiro toma várias “liberdades poéticas”… Mas o grande barato aqui não é verificar a veracidade do texto, e sim curtir a aventura. Porque este é o real objetivo de Os Três Mosqueteiros: um filme de aventura!

Apesar de ser um filme de época, Os Três Mosqueteiros tem a cara do seu diretor, Paul W.S. Anderson, o mesmo do primeiro Resident Evil e do fraco Alien vs Predador, que tem um pé na ficção científica em quase todos os filmes de sua carreira. Aqui, Anderson puxa mais para a aventura, a semelhança com Piratas do Caribe é óbvia e – acredito heu – intencional. Afinal, rola até o Orlando Bloom em um navio… Então, se você procura uma aventura neste estilo, você não se decepcionará.

O roteiro é cheio de ação. Algumas das lutas de espadas são bem legais, apesar de quase não vermos sangue ao longo do filme. Gostei da luta entre os quatro mosqueteiros e dezenas de guardas de Rochefort!

O elenco é muito bom. Como é comum hoje em dia, os melhores papeis são dos vilões. Christoph Waltz (Bastardos Inglórios), sempre competente, manda bem como o Cardeal Richelieu. Milla Jovovich ignora a Milady clássica e age como se estivesse em mais um Resident Evil: corre, pula e dá porrada, tudo de um jeito estiloso, cheio de câmeras lentas. E ainda tem Mads Mikkelsen como Rochefort. E ainda tem o jácitado Orlando Bloom em um papel meio caricato.

O papel principal – D’Artagnan – fica nas mãos do jovem Logan Lerman, que comprova o que já tínhamos visto em Percy Jackson e o Ladrão de Raios: se o garoto souber administrar a carreira, vai longe. Ainda preciso comentar que achei irregular a escolha dos três atores que fazem os mosqueteiros. Achei que o Porthos de Ray Stevenson (Roma, O Justiceiro – Zona de Guerra) se destaca dos outros dois, e isso pareceu estranho, pois para mim faltou equilíbrio. Talvez seja porque Stevenson é mais ator; talvez seja porque Porthos é um personagem melhor desenvolvido – provavelmente uma combinação das duas coisas. Os outros dois, Luke Evans e Matthew Macfadyen, nem são ruins, mas aí a gente se lembra das duas últimas versões cinematográficas do trio – e, na comparação, o filme atual perde feio, tanto pra versão pop 80’s (Kiefer Sutherland, Charlie Sheen e Oliver Platt), quanto a versão “madura” de O Homem da Máscara de Ferro (John Malkovich, Jeremy Irons e Gerard Depardieu).

Por fim, falemos do 3D. Este é um dos poucos filmes em cartaz onde o 3D vale realmente a pena. Os Três Mosqueteiros foi filmado em 3D, e não convertido para 3D como acontece mais frequentemente. Faz diferença…

Enfim, se você é fã de Alexandre Dumas e procura correção histórica, passe longe. Mas se o seu negócio é aventura, esse é o seu filme.

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Se você gostou de Os Três Mosqueteiros, o Blog do Heu recomenda:
Fúria de Titãs
Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas
As Múmias do Faraó

Corrida Mortal

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Corrida Mortal

Como já disse em outra ocasião, o espectador tem que saber o que esperar do filme que vai assistir. Se você vai ver uma refilmagem de uma produção trash produzida pelo Roger Corman nos anos 70, não procure um novo Kubrik, e as chances de diversão serão bem maiores!

Em 2012, uma violenta corrida de carros dentro de uma grande penitenciária é sucesso absoluto entre transmissões pagas. Jensen Ames (Jason Statham), preso injustamente, é convidado para tomar o lugar de um corredor morto. E aos poucos descobre que caiu numa cilada.

O diretor Paul W.S. Anderson nos deu o divertido Resident Evil (além de dirigir o primeiro, ainda escreveu toda a trilogia), mas depois escorregou ao dirigir o primeiro Alien vs Predador. Mas aqui ele volta a acertar a mão!

O filme é excelente dentro do que se propõe: boas cenas de corridas de carro, muita pancadaria, muitos tiros e muitas explosões. De quebra, tem ainda bastante sangue e algumas mortes bem gráficas. “Ah, mas a história é inverossímel e é cheia de clichês!” Claro que sim. Mas o filme nunca se propôs revolucionário…

Existe o “colesterol bom” e o “colesterol ruim”, certo? Pois é, pra mim, aqui tem o “clichê bom”. Por exemplo, a cena em que aparecem os co-pilotos é sensacional: um ônibus vem da penitenciária ao lado – penitenciária feminina – e, em câmera lenta, saem várias mulheres gostosas, todas de shortinho e balançando longas cabeleiras! Não é genial?

Isso sem contar com a ótima atriz Joan Allen (A Outra Face), que já foi indicada ao Oscar 3 vezes, mas aqui exerce o direito de ser canastrona como a malvada diretora da penitenciária!

Deixe seu cérebro de lado e divirta-se!