Amityville: O Despertar

AmityvilleCrítica – Amityville: O Despertar

Uma mãe solteira se muda com seus três filhos para uma casa assombrada, sem saber de sua sangrenta história.

O diretor Franck Khalfoun ganhou a minha atenção quando fez Maníaco, um filme de terror em POV (point of view), isso depois de ter gostado de P2, seu filme anterior. Uma continuação de Amityville não era algo muito esperado por mim, mas, ok, o diretor merece este crédito.

Um nome chama a atenção no elenco: Jennifer Jason Leigh. Ué, como assim uma atriz que acabou de concorrer ao Oscar (por Oito Odiados) está fazendo um filme de terror meia boca? Fui catar no imdb, Amityville: O Despertar (Amityville: The Awakening no original) teve seu lançamento adiado várias vezes, ao longo de anos. Não descobri exatamente quando foi filmado, mas com certeza foi antes do filme do Tarantino. Também no elenco, Jennifer Morrison, Bella Thorne, Cameron Monaghan, Mckenna Grace, Thomas Mann e Kurtwood Smith.

Uma coisa bem legal foi que a história se passa em um universo onde existem os outros filmes e livros sobre Amityville. Assim como no filme Pânico, os personagens citam os filmes clássicos, criando uma espécie de metalinguagem esquisita – certa cena eles estão assistindo o filme original, de 1979! Além disso, o filme tem uns dois ou três “jump scares” legais.

Mas tudo se perde no fim. O roteiro pega caminhos errados, vemos várias situações sem sentido, e o final do filme não empolga. E, na boa, o cachorro-zumbi-demônio foi uma das coisas mais sem sentido que vi no cinema este ano.

Resumindo: não é tão ruim quanto parecia ser. Mas está bem longe de ser imperdível.

  • Facebook
  • Twitter

It: A Coisa

It 2017Crítica – It: A Coisa

No final dos anos 80, um grupo de garotos problemáticos se junta quando um monstro, com a aparência de um palhaço, começa a caçar crianças.

Ontem falei da versão dos anos 90; hoje é dia de falar da nova versão do cultuado livro do Stephen King. A boa notícia é que este novo filme é bem melhor que aquele. Um bom elenco, uma história bem contada, bom equilíbrio entre o terror e os dramas dos personagens, bom clima oitentista, alguns jump scares, algum gore… O roteiro tem algumas escorregadas, mas o resultado é positivo!

Como citei no outro texto, uma das dificuldades nesta adaptação é o tamanho do livro, mais de setecentas páginas. O diretor Andy Muschietti (Mama) optou por só contar a parte das crianças (existe a previsão de um segundo capítulo contando a parte dos adultos). E mesmo assim, It: A Coisa (It, no original) ficou com duas horas e quinze minutos! Taí um pequeno defeito: não precisava de tanto tempo de filme…

Pelo menos a construção dos personagens é bem feita. Conseguimos conhecer cada um dos sete jovens que forma o “clube dos perdedores”. Falei lá em cima que são garotos problemáticos, né? Poizé. Temos diversos tipos de problemas, desde bullying na escola até um pai abusivo. Aliás, o roteiro é inteligente ao mostrar que os jovens, além do palhaço, também têm esses terrores para superar.

Uma coisa muito boa aqui é todo o clima de anos 80, que lembra grupos de jovens como Goonies ou Conta Comigo (também baseado em Stephen King, apesar de não ser terror). Aliás, It: A Coisa tem um risco curioso, de ser chamado pelos menos atentos de “cópia de Stranger Things” – grupo de alguns meninos e uma menina, que andam de bicicleta e lutam contra um inimigo de outro mundo, numa cidade pequena, nos anos 80. Sorte que “todo mundo” sabe que Stephen King foi uma das fontes de inspiração para Stranger Things, né?  ;-)

O elenco infantil é ótimo (muito melhor que o dos anos 90). O único nome conhecido entre os sete principais é Finn Wolfhard (olha o Stranger Things aí de novo…). Mas todos estão bem: Sophia Lillis, Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer e Wyatt Oleff. Ah, o valentão principal é Nicholas Hamilton, de Capitão Fantástico.

E o palhaço Pennywise? Olha, digo que o Tim Curry foi uma das poucas coisas que se salvou no outro filme. Mas não tenho medo de afirmar que o Pennywise de Bill Skarsgård é muito mais assustador!

Por fim, queria comentar que não entendo todo esse hype em volta de It. Claro que heu sabia da existência do livro e do outro filme, mas não sabia que era um livro tão cultuado e que gerasse tanto barulho nas redes sociais como tenho visto por aí. Espero que todo esse hype não atrapalhe, criando falsas expectativas.

Sobre a segunda parte, procurei no imdb, mas não encontrei nenhuma informação. Que venha logo!

  • Facebook
  • Twitter

It: Uma Obra Prima do Medo

It 1990Crítica – It: Uma Obra Prima do Medo

Em 1960, sete pré-adolescentes lutam contra um demônio maligno que se apresenta como um palhaço que mata crianças. Trinta anos depois, eles se reencontram para parar o demônio de uma vez por todas quando ele retorna à sua cidade natal.

O livro “It” é um dos mais populares do Stephen King. Mas como é um tijolo de mais de 700 páginas, sempre se mostrou uma adaptação difícil. Como amanhã estreia a nova versão, resolvi ver e analisar a versão dos anos 90.

Na verdade, este It: Uma Obra Prima do Medo (It, no original) é uma minissérie em dois capítulos. Não me lembro se passou na tv aqui, mas lembro que foi lançado no mercado de home vídeo (lembro também de outros livros de King sendo adaptados como minisséries alguns anos depois, como Rose Red e uma outra versão de O Iluminado).

Revendo hoje em dia, este It sofre com alguns problemas, por ser uma produção para a tv de quase 30 anos atrás. A qualidade técnica já não era muito boa; hoje boa parte do filme está completamente datada – no mau sentido. Não falo apenas dos efeitos especiais que perderam a validade, mas de toda a produção com cara de tv.

A direção ficou com Tommy Lee Wallace, um diretor do segundo escalão (ele tinha dirigido Halloween 3, A Hora do Espanto 2 e alguns episódios de seriados de tv). O elenco também não ajuda. O elenco infantil até tem seus bons momentos, mas é fraquinho. O elenco adulto é ainda pior, quase todos estão mal, muito mal – e olha que gosto de alguns dos atores, como Annette O’Toole e John Ritter.

Mas o pior do filme é o final. Pode spoiler de um filme de 27 anos atrás? Bem, heu queria ver o palhaço Pennywise na cena final, não uma aranha tosca…

Falando no Pennywise, aqui está uma das poucas boas que se salvam no filme. Tim Curry está ótimo como o palhaço demoníaco Pennywise, num tom meio galhofa (claro, né? ele já era o Frank’n'Furter…).

No fim, vale como curiosidade. Só.

  • Facebook
  • Twitter

The Black Room

TheBlackRoomCrítica – The Black Room

Um casal acabou de se mudar para a casa dos seus sonhos. Mas seu casamento feliz está prestes a ser testado à medida que eles descobrem lentamente o segredo por trás de um quarto negro no porão.

Terror meio vagaba, mesmo assim comecei a assistir pra ver qualé. Depois de uma divertida introdução de sete minutos, onde somos apresentados a uma trama que mistura sexo e forças sobrenaturais, aparecem os créditos iniciais – AO SOM DE TARKUS, DO EMERSON LAKE & PALMER!!! Ok, The Black Room ganhou a minha atenção!

Tudo é muito vagabundo no filme escrito e dirigido por Rolfe Kanefsky (que está aí dirigindo filmes desde os anos 90, e heu nunca tinha ouvido falar. Shame!). O clima de filme B reina ao longo de toda a projeção. Mesmo assim, me diverti com as aventuras com um pé no trash e outro no erótico softcore.

A ideia é legal – usa o mito da súcubo (segundo a wikipedia, “um demônio com aparência feminina que invade o sonho dos homens a fim de ter uma relação sexual com eles para lhes roubar a energia vital)”. Pena que o final do filme dá uma escorregada, e entra definitivamente no trash – preferia antes, quando era só um flerte.

No elenco, Natasha Henstridge mostra que virou uma quarentona bonitona – mas o filme é de Lukas Hassel, canastrão no ponto exato. Dominique Swain e Lin Shaye aparecem em papeis pequenos.

Nada de mais. Mas quem estiver no clima certo vai se divertir.

  • Facebook
  • Twitter

Annabelle 2: A Criação do Mal

Annabelle2Crítica – Annabelle 2: A Criação do Mal

Doze anos após a trágica morte de sua filha, um fabricante de bonecas e sua esposa recebem uma freira e várias meninas de um orfanato fechado em sua casa, logo se tornando o alvo de uma boneca possuída, Annabelle.

Em 2014, tivemos Annabelle, spin-off de A Invocação do Mal. Agora é a vez do seu prequel. Isso mesmo, Annabelle 2: A Criação do Mal (Annabelle: Creation, no original) é um prequel de um spin-off. Aos poucos vamos vendo a criação de um “Waniverso”…

Mas, apesar da aparência de caça-níqueis, Annabelle 2: A Criação do Mal é um bom filme. Talvez melhor que o anterior, arrisco dizer.

James Wan, diretor dos dois Invocação do Mal, mais uma vez está apenas na produção. A direção ficou com David F. Sandberg, o mesmo de Quando as Luzes se Apagam. Sandberg faz um bom trabalho criando tensão com bons movimentos de câmera e poucos efeitos especiais. Annabelle 2 é recomendado pra quem gosta de “filme de susto”!

No elenco, Anthony LaPaglia e Miranda Otto, os dois nomes mais famosos viram coadjuvantes para Talitha Bateman e Lulu Wilson, duas meninas que, apesar de muito menos conhecidas, tomam conta do filme. As duas atuam como gente grande.

No final do filme tem um epílogo que conecta este filme ao Annabelle anterior – é uma boa rever pra refrescar a memória. E não saiam antes do fim: tem uma breve cena pós créditos que indica qual será o próximo filme do “waniverso”!

  • Facebook
  • Twitter

A Múmia

AMumiaCrítica – A Múmia

Um militar que tem o hábito de roubar artefatos históricos para vender no mercado negro acidentalmente encontra uma tumba egípcia no Iraque, e acaba despertando uma antiga princesa de sua cripta, trazendo terrores que desafiam a compreensão humana.

Finalmente começou o “Dark Universe” (ou “Monsterverse”), o universo cinematográfico dos monstros da Universal!

Já ouço esse papo de monsterverse há alguns anos, mas admito que antes a gente não tinha motivo pra se empolgar – afinal, esse papo rolou na época dos fracos Frankenstein Entre Anjos e Demônios e Dracula A História Nunca Contada (ambos de 2014).

Agora a proposta era outra, mais ambiciosa, mas mesmo assim mantive o pé atrás. Em primeiro lugar, o conceito da múmia nunca me convenceu como um monstro assustador. E ter o Tom Cruise como protagonista, por mais que seja garantia de boa bilheteria, podia estragar a ideia, porque podia virar um “filme do Tom Cruise”, e não um filme da Múmia.

Felizmente meu pé atrás foi infundado. A Múmia é uma boa diversão!

Com relação ao conceito: misturaram com o conceito de zumbi (afinal, é tudo morto vivo…), o que criou umas sequências bem interessantes. E Tom Cruise não faz o “Ethan Hunt” de sempre – seu personagem tem falhas e fraquezas.

Dirigido por Alex Kurtzman (que tem um bom currículo como roteirista e produtor, mas dirigiu pouca coisa), A Múmia não tem um roteiro muito inovador. Mas a trama é bem conduzida, e o espectador vai ser levado a uma aventura divertida e assustadora, com excelentes efeitos especiais.

Não li nada sobre o filme, e tive uma agradável surpresa ao ver que outro dos “monstros clássicos” também está presente na trama principal (não chega a ser exatamente um spoiler, é o segundo nome na lista do elenco no imdb). E, para os fãs dos filmes clássicos, tem uma cena cheia de referências aos outros monstros – essa deve ser daquelas cenas que os fãs mais radicais vão pausar para analisar cada item mostrado.

No elenco, como de habitual nos filmes do Tom Cruise, não temos muitos nomes conhecidos (a exceção é Russel Crowe, num papel menor, mas muito importante). Sofia Boutella, a personagem título, é um nome em ascensão (ela mandou bem em Kingsman e no último Star Trek), mas acho que ainda é um nome pouco conhecido. Também no elenco, Annabelle Wallis, Jake Johnson e Courtney B. Vance

Agora aguardemos os outros filmes do Dark Universe – parece que já estão confirmados, além de Cruise e Crowe,  Javier Bardem como Frankenstein e Johnny Depp como o Homem Invisível.

Por fim, preciso falar da nova sala 4DX. O cinema vira uma atração de parque de diversões! A cadeira balança, rolam borrifos de água, pingos na cabeça, vento, fumaça, cutucadas nas costas e nas pernas…

  • Facebook
  • Twitter

Vida

VidaCrítica – Vida

A bordo de uma Estação Espacial Internacional em órbita da Terra, uma equipe de cientistas descobre uma forma de vida, proveniente de Marte, que tem uma rápida evolução, e que agora ameaça toda a tripulação.

Ué? Refilmagem de Alien?

Vida (Life, no original) inevitavelmente vai ser comparado com o clássico dirigido por Ridley Scott em 79. As sinopses são muito parecidas – alguns astronautas presos numa nave, fugindo de um misterioso e mortal alienígena. Mas, mesmo assim, o resultado é muito bom.

O filme dirigido por Daniel Espinosa (que, apesar do nome, nasceu na Suécia) usa um argumento semelhante, mas cumpriu a proposta de criar um clima tenso e claustrofóbico. Resumindo: se você procura uma história inédita, veja outro filme; mas se você quiser ficar grudado na poltrona do cinema, este é o seu filme!

Tecnicamente, o filme é impressionante. Quase todo o filme se passa em gravidade zero, e isso é mostrado naturalmente. Os atores flutuam o tempo todo, o roteiro (escrito por Rhett Reese e Paul Wernick, os mesmos de Deadpool) não inventou subterfúgios pra fugir desta dificuldade técnica. Vou além: a cena inicial é um grande plano sequência passeando pelos apertados corredores da estação espacial, passando por vários personagens, atarefados com um evento que acontecerá em breve. Tudo sem gravidade! Lembrei de Gravidade e seus planos sequência impressionantes.

O elenco está ok. Ryan Reynolds está engraçadinho como sempre, mas se segura pra não virar um novo Deadpool; Jake Gyllenhaal não tem uma atuação digna de prêmios, mas funciona bem para o que o filme pede. Além dos dois mais famosos, o diminuto elenco conta com Rebecca Ferguson (Missão Impossível), Hiroyuki Sanada, Olga Dihovichnaya e Ariyon Bakare.

Disse lá em cima, e repito: mesmo com uma história sem muitas novidades, Vida é uma boa opção!

  • Facebook
  • Twitter

Top 10: Terror e Ficção Científica

0-alien-zombieTop 10: Terror e Ficção Científica

Gosto muito de filmes de terror. E de filmes de ficção científica. Claro que também gosto quando ambos os estilos são bem misturados.

Não são muitos bons filmes assim, mas dá pra fazer um top 10. Vou listar aqui os meus favoritos.

10-pandorum-poster-310.Pandorum

No futuro, o nosso planeta não tem condições de abrigar a crescente população. O filme se passa dentro de uma enorme nave espacial que está indo em direção um novo planeta semelhante à Terra. Bom clima claustrofóbico, pena que o roteiro dá umas escorregadas.

http://www.heuvi.com.br/pandorum/

9-Noite dos Arrepios9.Noite dos Arrepios

Filme de invasão alienígena com um pé no trash – os efeitos especiais já eram meio toscos na época! Traz algumas das frases mais divertidas de toda a década de 80, como “Tenho boas e más notícias. A boa notícia é que seus namorados estão chegando. A má é que eles estão mortos”.

http://www.heuvi.com.br/noite-dos-arrepios/

8-dark-skies-poster8.Dark Skies

Filme recente (2013) e infelizmente pouco conhecido por aqui, onde uma família é sacudida por uma série de estranhos e misteriosos eventos. Uma espécie de mistura de Poltergeist com Contatos Imediatos do Terceiro Grau

http://www.heuvi.com.br/dark-skies/

7-a-mosca7.A Mosca

Um cientista faz uma experiência com um dispositivo de teletransporte, mas uma mosca cai no aparelho durante o processo, e acaba o transformando num grande inseto. Um dos filmes mais conhecidos da fase gore do David Cronenberg (hoje em dia ele só faz filmes “adultos”).

6-Prova Final6.Prova Final

Parceria entre o diretor Robert Rodriguez (Um Drink no Inferno) e o roteirista Kevin Williamson (Pânico), numa história que parece O Enigma de Outro Mundo encontra Clube dos Cinco - numa escola,  um alienígena fica incubado dentro de um dos personagens. Vários atores ficaram famosos depois.

http://www.heuvi.com.br/prova-final/

5-A Experiencia5.A Experiência

Não entendo por que tem gente que fala mal desse filme. Trama eletrizante, bom elenco, um monstro desenhado pelo H.R. Giger e uma das alienígenas mais bonitas da história do cinema (Natasha Henstridge em seu melhor momento!). Teve continuações, porém mais fracas.

http://www.heuvi.com.br/a-experiencia-1995/

4-Invasores de Corpos4.Invasores de Corpos

Teve quatro versões, a melhor e mais conhecida é a segunda, de 1978, dirigida por Philip Kaufman e estrelada por Donald Sutherland (as outras versões são de 56, 99 e 2007). A história é clássica: pessoas são substituídas por cópias sem emoções – uma metáfora para o medo do comunismo.

3-força sinistra3.Força Sinistra

Parceria entre o roteirista Dan O’Bannon (Alien) e o diretor Tobe Hooper (Poltergeist – O Fenômeno). Uma missão espacial ao cometa Halley volta à Terra trazendo vampiros espaciais, que sugam energia das pessoas em vez de sangue. Mathilda May é a outra alienígena mais bonita da história do cinema!

http://www.heuvi.com.br/forca-sinistra/

2-Enigma do Outro Mundo2.O Enigma de Outro Mundo

No início do inverno na Antártica, um grupo de pesquisadores tem que enfrentar um misterioso e mortal ser alienígena que muda de forma e pode se parecer com qualquer uma de suas vítimas. Talvez o melhor filme da longa filmografia de John Carpenter.

http://www.heuvi.com.br/o-enigma-de-outro-mundo/

1-Alien1.Alien O Oitavo Passageiro

Uma obra prima do medo. Uma enorme nave espacial claustrofóbica, uma equipe pequena e um misterioso e mortal alienígena assassino fazendo a festa. O segundo Alien também é muito bom, mas passa longe do terror.

http://www.heuvi.com.br/o-enigma-de-outro-mundo/

  • Facebook
  • Twitter

The Autopsy of Jane Doe

The_Autopsy_of_Jane_Doe

Crítica – The Autopsy of Jane Doe

Pai e filho, ambos médicos legistas, são puxados para um mistério complexo ao tentar identificar o corpo de uma jovem mulher, que aparentemente abriga segredos obscuros.

Certas coisas são inexplicáveis. Ano passado a gente viu no circuito filmes fracos como Satânico e a refilmagem de Martyrs. E um bom filme como The Autopsy of Jane Doe (que, segundo o imdb, vai se chamar A Autópsia por aqui) não foi lançado no Brasil.

A direção é do norueguês André Øvredal, que fez o interessante The Troll Hunter. Øvredal disse que se interessou em fazer um terrorzão depois que viu Invocação do Mal no cinema. Felizmente ele conseguiu um bom roteiro!

The Autopsy of Jane Doe é um bom exemplo de filme pequeno e eficiente. Poucos atores, basicamente um único cenário, curta duração, efeitos especiais simples. Mas a história é bem conduzida e a tensão é crescente, e o resultado final é um filme de terror acima da média.

Uma coisa curiosa é ver que temos dois atores conhecidos no elenco. Digo isso porque seria um bom gancho para lançar o filme nos cinemas, né? Brian Cox (Red, Planeta dos Macacos: A Origem) e Emile Hirsch (Na Natureza Selvagem, Speed Racer) estão bem como o pai e o filho que trabalham na funerária. O diminuto elenco também tem Ophelia Lovibond num papel pequeno mas importante e Olwen Catherine Kelly como a Jane Doe do título.

Boa opção pra quem curte terror. Tomara que alguém lance por meios oficiais aqui no Brasil. Porque senão vou ter que comprar um blu-ray gringo, como tive que fazer com o Troll Hunter

 

  • Facebook
  • Twitter

A Cura

A CuraCrítica – A Cura

Um executivo ambicioso é enviado para recuperar o CEO de sua empresa de um idílico mas misterioso “centro de bem-estar” em um local remoto nos Alpes suíços, mas logo suspeita que os tratamentos do spa não são o que parecem

Pouco depois de vermos O Chamado 3 estreando nos cinemas, apareceu o filme novo do Gore Verbinski, o diretor do primeiro Chamado - hoje mais conhecido pela franquia Piratas do Caribe e por ter ganhado um Oscar por Rango.

A Cura (A Cure for Wellness, no original) chamou a atenção pelo trailer, que dava a entender que teríamos um bom terror psicológico. Mas quando vi a duração do filme, já fiquei com o pé atrás: quase duas horas e meia! A gente aceita essa duração em filmes em terror quando um Kubrick filma um O Iluminado. Mas dificilmente seria um desses casos.

Infelizmente heu estava certo. A Cura até começa bem, o clima do início do filme é legal, boa ambientação num castelo europeu, bonita fotografia… Mas, conforme o filme avança a trama fica mais rocambolesca e começam a aparecer furos no roteiro. E o problema desses furos é que quanto mais a gente pensa neles depois que o filme acaba, mais os furos ficam maiores. Pra piorar, o filme começa a ficar cansativo – se você não tem história pra duas horas e meia, não faça um filme de duas horas e meia!

No elenco, a gente olha o protagonista Dane DeHaan e se pergunta se ele foi chamado porque se parece com o Leonardo Di Caprio e o filme queria vender uma onda meio Ilha do Medo. É, a gente até lembra do Di Caprio, mas DeHaan perde feio na comparação. Também no elenco, Mia Goth e Jason Isaacs.

No fim, fica a impressão de que A Cura tinha potencial e poderia ser um bom filme. Mas ficou só na intenção.

  • Facebook
  • Twitter