Obsessão

Crítica – Obsessão

Sinopse (imdb): Quando um romântico incurável faz um pedido para que sua paixão de longa data se apaixone por ele, um encantamento sinistro se desencadeia.

A ideia aqui não é exatamente original. Aliás, heu poderia dizer que Obsessão (Obsession, no original) poderia ser um episódio de Twilight Zone.

Bear é um cara tímido, apaixonado pela amiga Nikki, que nunca deu sinal de que gosta dele. Numa loja de produtos esotéricos, ele acha uma espécie de amuleto, chamado One Wish Willow, que lhe permite fazer um desejo. Ele então deseja que ela passe a gostar dele. E a parada funciona, ou seja, ela passa a gostar dele – mas ela passa a gostar dele de uma maneira obsessiva. E claro que isso vai dar errado lá na frente.

Ok, já vimos essa história: o cara tem um desejo e quando esse desejo é realizado, outras coisas vêm junto com o desejo. E não são necessariamente coisas que ele desejou. Mas mesmo com uma premissa repetida, Obsessão funciona muito bem.

O diretor Curry Barker tem um certo nome com curtas independentes que estão no youtube, mas confesso que não conheço o trabalho dele. Mas com esse seu primeiro filme a ser lançado no circuito comercial, já dá pra ver que o cara tem um bom conteúdo para mostrar. Algumas das cenas aqui são muito bem filmadas. Heu particularmente gostei de uma cena logo no início da “feitiçaria” que aprisionou Nikki, onde ela está no escuro e só vemos o brilho dos seus olhos.

É uma produção independente de baixo orçamento, então, claro, não tem atores conhecidos. O protagonista Michael Johnston está bem, mas o destaque nitidamente é Inde Navarrette, a Nikki. Ela está sensacional, a personagem tem alterações de humor abruptas e a atriz consegue passar isso perfeitamente.

Heu falei que parece um episódio de série Twilight Zone, certo? Poizé, achei o filme longo demais. São quase duas horas de filme e não tem história pra tudo isso, heu achei que cansou um pouco. Acho que se cortasse uma meia hora, o filme ia ser bem melhor.

Este meu texto/vídeo está saindo atrasado, mas pelo menos tem uma vantagem: heu pude acompanhar o crescimento da exibição do filme nas salas do Rio de Janeiro. Na primeira semana não estava passando em nenhuma sala da Zona Sul, só Barra ou Zona Norte, e quase todas as sessões dubladas. Na segunda semana ele foi, legendado, para a rede Estação, em Botafogo e na Gávea. Tentei comprar ingresso para ver em Botafogo mas a sala estava lotada. Acabei comprando para a terceira semana e o filme já tinha mudado para outra sala, maior. Ou seja, o exibidor está descobrindo que esse filme realmente merece ser visto.

Se o início é um pouco arrastado, quando o filme engrena na parte final, o ritmo é muito bom. Heu quero comentar o final, então vou colocar um aviso de spoilers. Siga por sua conta e risco!

SPOILERS!
SPOILERS!
SPOILERS!

Sarah, a amiga que gosta do Bear, recebeu uma carta da universidade que ela está querendo entrar, e ela quer abrir a carta junto com ele para ver se ela passou ou não. Os dois estão conversando no carro, e todo espectador acostumado com esse tipo de filme sabe que em algum momento a Nikki vai aparecer – seja para fazer um escândalo, seja para brigar, seja até para matar a Sarah – estamos falando de um amor obsessivo. Seria algo previsível a Nikki aparecer, mas acho que ninguém esperava o tamanho da violência com que Nikki ataca. Ela quebra o vidro do carro com uma pedra, apoia a pedra no volante e bate a cabeça da amiga seguidas vezes na pedra, até desfigurar completamente o rosto e matar a amiga. Obsessão não tem muitas cenas violentas, mas esta única cena é de uma violência gráfica extrema!

Bear vai pedir ajuda para Ian e leva um One Wish Willow, mas Ian pede um bilhão de dólares. Como era um único desejo por pessoa, Ian não pode mais salvar Bear. Bear volta para Nikki, Ian aparece, Nikki atira nele e o mata. Bear então se tranca no banheiro e resolve se matar, ingerindo vários comprimidos.

Heu quis fazer esse vídeo de final explicado porque não sei se todo mundo prestou atenção. Não é nada muito escondido: você ouve a musiquinha do One Wish Willow e depois vê o palitinho quebrado: Nikki desejou que Bear a amasse como ela o ama. Bear sai do banheiro, apaixonado, eles se abraçam, mas os comprimidos começam a fazer efeito e Bear morre. Quando ele morre, Nikki está finalmente libertada da “maldição” – mas agora está com três cadáveres em volta dela!

Se heu já estava gostando dessa parte do filme, quando chegou o final heu achei genial. Obsessão subiu alguns pontos quando começaram os créditos finais. Agora aguardo os novos filmes de Curry Barker e Inde Navarrette!

Mestres do Universo (2026)

Crítica – Mestres do Universo

Sinopse (imdb): Adam caiu na Terra quando era criança e perdeu a espada mágica que o ligava a Eternia. Quase 20 anos depois, ele a recupera e retorna ao seu planeta natal para protegê-lo do malvado Esqueleto, mas primeiro precisa desvendar seu passado.

Depois de anos de produções conturbadas, finalmente ficou pronta a nova adaptação de He-Man! Existem boatos sobre um novo filme desde 2007, quando rolaram rumores sobre uma versão a ser dirigida por John Woo. De lá pra cá, foram algumas tentativas, todas frustradas.

Neste novo Mestres do Universo, o príncipe Adam, ainda criança, é mandado para a Terra quando Eternia é atacada pelo Esqueleto. Quinze anos depois ele volta para Eternia e lidera a população contra as tropas do vilão.

Dirigido por Travis Knight (Kubo, Bumblebee), Mestres do Universo (Masters of the Universe, no original) é tudo aquilo que o nostálgico fã de He-Man estava querendo. Um filme leve e divertido, que respeita o material que já existe, e traz várias referências ao desenho. Mestres do Universo não quer reinventar a roda: apenas faz o básico para os fãs. (Aliás, rola uma participação do Dolph Lundgren – o He-Man do filme de 1987 – que é um exemplo perfeito de como respeitar uma franquia.)

Rolava um certo receio de trazer (de novo) a história para o planeta Terra – como aconteceu no injustiçado filme de 1987. Mas, se naquela ocasião, o filme se passa aqui por razões orçamentárias, aqui tem sentido dentro da história. E vou te falar que o Adam sendo criado na Terra gera algumas boas piadas quando ele confronta hábitos sociais de outro planeta.

Falando em Adam criança na Terra, uma sacada genial: usaram isso pra explicar alguns nomes de personagens – como o próprio “He-Man” / “Ele-Homem”. Vários nomes de personagens são bem ruins, e o roteiro conseguiu dar uma explicação para isso.

Mestres do Universo é bem engraçado e tem várias cenas de ação. Nada excepcional, mas é um feijão com arroz bem feito. E não sei se foi proposital ou coincidência, mas tem uma cena com o He-Man numa “moto voadora” que lembra muito o Flash Gordon de 1980.

Queria fazer dois comentários sobre a trilha sonora de Daniel Pemberton. O primeiro é um elogio. Algumas trilhas são boas, mas só dentro do filme. Aqui não só é uma boa trilha, como tem um tema forte, assobiável, daqueles que ficam na cabeça do espectador quando acaba a sessão – saí da sala de cinema com o tema na cabeça. O outro comentário é que, durante o filme, pensei “o cara que gravou a trilha sonora conseguiu um timbre de guitarra IGUAL ao do Brian May (guitarrista do Queen)”. Aí vieram os créditos, e vi que o próprio Brian May participou da trilha…

O papel principal é de Nicholas Galitzine, que é um cara conhecido, mas preciso admitir que heu não lembro dele em nenhum outro filme. Mas lembro que na época que o anunciaram como o protagonista, um monte de gente reclamou porque ele não teria o tipo físico pra ser um cara forte como o He-Man (diferente do filme de 87, que já escolheu logo de cara um ator muito forte). Não sei como era o Nicholas Galitzine antes, mas posso dizer que agora ele consegue ter o tipo físico que o personagem precisa. E vou além: ele funciona muito bem com todos os dilemas que o personagem tem com relação aos conflitos comportamentais entre os planetas Terra e Eternia. O papel principal feminino, a Teela, é Camila Mendes, que nasceu nos Estados Unidos, mas tem pai e mãe brasileiros, ou seja, temos uma protagonista quase brasileira – ela também está bem. E não é a única brasileira no elenco, também tem Morena Baccarin no papel de Feiticeira. Alison Brie está bem como a Maligna (um personagem que no inglês tem um nome muito mais legal, Evil-Lyn). Ainda no elenco, Idris Elba está bem, mas o Idris Elba está sempre bem, então isso não é novidade. E quem for nas sessões legendadas vai ouvir a voz da Kristen Wiig como Roboto.

Novo parágrafo para falar do vilão. Jared Leto foi escalado para interpretar o vilão Esqueleto, o que era uma grande incógnita, porque de um tempo para cá, Leto só tem escolhido papéis ruins em filmes ruins. Ou seja, ter Jared Leto no elenco não necessariamente seria uma boa notícia. Mas heu posso dizer que não dá para ver o Jared Leto lá. É o Esqueleto e só o Esqueleto – ou seja, não atrapalha.

Mestres do Universo é divertido, mas nem tudo funciona. Algumas atitudes dos personagens não fazem muito sentido, tipo o Esqueleto deixar o rei se despedir do jovem Adam logo no início do filme; ou todos os prisioneiros estarem juntos na mesma cela. Além disso o filme é muito longo, não tem história pra duas horas e vinte de projeção, chega a cansar um pouco.

A sessão de imprensa foi legendada, o que heu sempre acho positivo. Mas ouvi alguns amigos reclamando que preferiam o filme dublado. Entendo o lado saudosista, mas sempre vou preferir ver a obra original.

Ao fim, fiquem até o final dos créditos. Esquema Marvel: tem cena depois dos créditos principais, e mais uma lá no final de tudo.

Backrooms: Um Não-Lugar

Crítica – Backrooms: Um Não-Lugar

Sinopse (imdb): Após o paciente de uma terapeuta desaparecer em uma dimensão além da realidade, ela precisa adentrar o desconhecido para salvá-lo.

(Pra variar, sinopse do imdb não está exatamente correta…)

Quando acabou a sessão de Backrooms: Um Não-Lugar (Backrooms, no original), pensei: curti o filme, mas não entendi muito do que vi. Fui conversar com alguns amigos que estavam na mesma sessão. Alguns gostaram, outros não, mas uma coisa era unânime: ninguém tinha entendido.

Backrooms é daquele tipo de filme que abre espaço para várias interpretações e que não explica muita coisa. Heu queria fazer um comentário sobre o fim do filme, então, claro, vou colocar um aviso de spoilers. Mas não faz muita diferença você saber spoilers, porque afinal é o tipo do filme que você sai da sessão querendo conversar com alguém sobre o que você acabou de ver.

O conceito desses “backrooms” surgiu em 2019 em um post anônimo no 4Chan que falava sobre “uma dimensão paralela ou um labirinto infinito de escritórios vazios e corredores, caracterizados por paredes amareladas, carpete mofado e o zumbido contínuo de lâmpadas fluorescentes”. Em 2022 o jovem diretor Kane Parsons (então com 16 anos) fez uma série de curtas found footage usando esse conceito. Isso o credenciou para ser o mais jovem diretor contratado pela A24: Parsons fez Backrooms: Um Não-Lugar, seu primeiro longa, aos 19 anos de idade.

Antes de entrar na esquisitice, queria fazer um elogio que todos vão concordar: a cenografia do filme é fantástica! Segundo o imdb, a produção construiu cerca de 30.000 pés quadrados de labirintos de salas e corredores – o que fez com que alguns membros da equipe ocasionalmente se perdessem no set. Só aqueles cenários já valem o ingresso!

O conceito é explicado dentro do filme como “imagine se você descrever um cachorro para uma pessoa que nunca viu um cachorro, e depois pedir pra essa pessoa desenhar o cachorro. De longe, vai parecer um cachorro; mas de perto, algumas coisas não vão fazer sentido.” Isso é o que acontece nos cenários do filme.

Sobre o elenco, o filme se baseia, basicamente, nos dois atores principais, Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve (e provavelmente estou pronunciando os dois nomes errados). Ambos estão muito bem. Backrooms não tem perfil de filme que vai concorrer a prêmios, mas cada um dos dois tem uma cena que parece aquele “clipe de Oscar”. Não estou dizendo que são atuações que merecem uma indicação, mas precisamos reconhecer que já vimos outras atuações que não foram lá grandes coisas concorrendo à estatueta, ou seja, não seria algo 100% injusto – mas, repito, acho muito difícil, infelizmente.

Como falei, quero comentar o final. Sim, é spoiler, mas, Backrooms é o tipo de filme que não tem muita importância você saber spoiler porque não tem nenhum grande plot twist. Mas, respeito: se você não gosta de spoiler, só pular essa parte.

SPOILERS!
SPOILERS!
SPOILERS!

Somos apresentados a um universo maluco onde ninguém entende o que está acontecendo. Aí tem um epílogo – a parte onde aparece o ator Mark Duplass – onde começam algumas explicações. Só que não chega a conclusão nenhuma. Ou seja, era melhor nem ter começado a explicar. Na minha humilde opinião, se você se propõe a explicar o que é aquele mundo, vá até o fundo. Ou então não explique nada. Mas aqui entra uma pincelada de explicação e deixa tudo no ar. Heu particularmente acharia melhor se não explicasse nada, se cortasse aquele epílogo, se acabasse sem a gente ter nenhuma ideia do que estava acontecendo. Porque aí o espectador é apresentado a um mundo maluco, que não faz sentido, e beleza, acaba o filme e vai pra casa pensando nas maluquices vistas na tela – algo meio David Lynch.

FIM DOS SPOILERS!

Backrooms é um filme que vai dividir o público. Duvido que seja um sucesso comercial. Mas gostei de ver algo assim, principalmente depois de saber que o diretor tem menos de vinte anos de idade.

Cansei de Ser Nerd

Crítica – Cansei de Ser Nerd

Sinopse (imdb): Aírton, um nerd convicto, vai à festa de reencontro de faculdade determinado a desmascarar o ritual assassino de um culto alienígena, limpar seu nome e recuperar o coração de sua alma gêmea. Ah, sim, e também sair vivo.

Recentemente recebi um link que tinha uma denúncia sobre uma rede de cinemas que estava usando uma brecha na regra de cota para exibição de filme nacional. Existe uma animação nacional chamada Zuzubalândia, de dois anos atrás, que é um desenho de apenas sessenta minutos, então essa rede de cinemas programava o desenho para passar cedo, assim que o cinema abre, num horário que o cinema ainda tem pouco movimento, assim eles podem cumprir a cota do cinema nacional e podem guardar os horários com maior público para os filmes que vendem mais ingressos – afinal o cinema também é um negócio, e precisa dar lucro. Claro que essa denúncia foi feita num grupo onde pessoas defendem a cota para filmes nacionais, porque acham que o filme nacional deveria estar no horário nobre do cinema. E heu até concordo parcialmente com isso, mas defendo que o caminho para se resolver isso é outro. Na minha humilde opinião o melhor caminho não é criar uma cota e forçar que o exibidor passe o filme nacional. O que a gente precisa fazer é ter mais filmes nacionais de qualidade. E, principalmente, uma maior variedade.

Quem me acompanha por aqui sabe que heu defendo a diversidade do cinema nacional. Sabe que heu defendo que existam filmes nacionais de gêneros diferentes. O filme nacional não precisa ser sempre selecionado para festivais, não precisa ser sempre um ganhador de prêmios. Pode ser apenas uma diversão leve e divertida. Existe espaço pra filme maomeno gringo, por que não exibir filme maomeno nacional?

Essa longa introdução é para falar que temos a partir desta semana a estreia de um novo filme desses no circuito nacional: Cansei de Ser Nerd. Não é um grande filme, não é um filme disruptivo, não é um filme que trará prêmios para o cinema brasileiro. Mas é uma boa diversão.

Em Cansei de Ser Nerd, um “nerd velho”, acusado injustamente na faculdade pelo desaparecimento e suposto assassinato de uma colega de classe, convence seu melhor amigo a ir com ele à festa de reunião da turma, para enfrentar fantasmas do passado e reencontrar seu crush da época.

O melhor de Cansei de Ser Nerd é o elenco, principalmente o trio principal. O protagonista Fernando Caruso tem carisma suficiente para segurar o filme, ele tem umas sacadas geniais – heu soube que ele acrescentou algumas coisas nerds no roteiro e que fazem todo sentido já que ele é o nerd do título do filme. Essas partes onde ele demonstra o quanto ele é nerd são as melhores coisas do filme. Inclusive, numa delas, me identifiquei: o personagem comenta que só tem camisas com estampas nerds, não tem nenhuma camisa lisa, e ele quer uma camisa lisa para se sentir um cara mais normal. Isso é a minha cara, meu armário não tem nenhuma camisa lisa…

Os dois principais coadjuvantes, Pedro Benevides e Bia Guedes, também funcionam muito bem. O trio tem uma química boa, eles trabalham juntos há tempos num grupo de stand-up chamado Comédia 4K (a quarta integrante do grupo, Thais Belchior, também está no elenco, mas no núcleo dos vilões). Eles funcionam muito bem juntos.

O filme começa bem, o clima de conspiração maluca misturado com invasão alienígena é bem divertido. Pena que a parte final é meio zoada, o roteiro não se decide entre continuar na comédia ou abraçar o cinema fantástico, e o encerramento não funciona muito bem. Além disso, tem uma parte no meio que o filme fica em preto e branco, não gostei dessa opção estética.

Mas mesmo com esse final bagunçado, achei a experiência positiva. Defendo filmes nacionais “fora da caixinha”! Recomendo!

Star Wars: O Mandaloriano e Grogu

Star Wars: O Mandaloriano e Grogu

Sinopse (imdb): Outrora um caçador de recompensas solitário, o Mandaloriano Din Djarin e seu aprendiz Grogu embarcam em uma nova e empolgante aventura de Guerra nas Estrelas.

Como heu comentei no vídeo sobre a série do Darth Maul, é uma boa época para ser fã de Guerra nas Estrelas. Acabamos de ver uma série bem legal e agora temos um longa metragem para o cinema, coisa que não acontecia desde 2019. Sim, há sete anos não tinha um filme novo de Star Wars em cartaz.

Antes de tudo, a resposta para a pergunta que todo mundo tem logo de cara: sim, é um filme baseado na série do Mandaloriano; mas não, você não precisa ver ou rever a série para entender o filme. A história contada no filme é uma história independente, não tem nenhuma conclusão de algo deixado em aberto na série. Mesmo assim, para quem não viu, heu recomendo, a série é muito boa.

No vídeo sobre o evento do 4 de maio, falei que O Mandaloriano e Grogu começa com uma breve aventura para apresentar ao público quem são Mando e Grogu, e depois eles pegam uma missão para encontrar um oficial imperial foragido que está envolvido com Hutts. O filme tem duas horas e pouco, com mais ou menos uma hora de filme, a missão meio que se encerra, e depois meio que continua – ou seja, sim, realmente parece um episódio duplo de série.

Como bem apontou o GG, meu companheiro de Podcrastinadores, o clima lembra O Retorno do Jedi, uma aventura espacial leve e divertida. E o Grogu é um personagem excelente, fofinho e engraçado, duvido que algum espectador não se apaixone por ele.

O visual do filme é lindo. Algumas cenas parecem inspiradas em imagens do ilustrador Ralph McQuarrie, que foi quem criou conceitos de várias das imagens clássicas de Star Wars. E ainda tem um presente para os fãs. Lembram daquela cena no primeiro filme, Guerra das Estrelas, onde o Chewbacca está jogando com o C3PO um joguinho que parece um jogo de xadrez com uns bichinhos em stop motion? Pois é, aqui temos uma arena onde colocam o Mando lutando contra aqueles bichos – essa cena ficou muito legal, (vou colocar um trechinho aqui)!. A trilha sonora de Ludwig Göransson também é muito boa.

O filme tem momentos eletrizantes, mas tem uma parte na segunda metade onde a gente acompanha o Grogu encontrando uma espécie de pescador que tem naquele planeta. É uma sequência que, na minha humilde opinião, se estendeu um pouco demais. Podia ser menor, ficou um pouco cansativa.

No elenco, claro que o protagonista é Pedro Pascal, mas, na verdade, quase não o vemos, ele passa o filme quase inteiro com o capacete, podia ser um dublê. Sigourney Weaver, depois de Alien e Avatar, consegue um papel em outra grande franquia do cinema fantástico. Jeremy Allen White faz a voz do Rotta the Hutt, filho do Jabba. E Martin Scorsese tem uma divertida participação especial como o pequeno alien de quatro braços que está numa espécie de food truck.

Depois da sessão de imprensa, ouvi alguns amigos reclamando. Mas acho que o problema deles era que criaram uma grande expectativa. Porque heu curti o filme. Que venham outros assim!

Maul – Lorde das Sombras

Sinopse (imdb): Depois das Guerras Clônicas, Maul planeja reconstruir seu sindicato criminoso em um planeta que o Império não tocou.

A série Maul – Lorde das Sombras (Maul – Shadow Lord, no original) terminou na semana retrasada, no dia 4 de maio – que é o dia de Star Wars. Mas no dia 4 de maio fui no evento do Mandaloriano e Grogu, então o vídeo da semana foi sobre o evento, em vez de fazer a análise de Maul. Mas agora é o momento, vamos falar da série – e já vou adiantar: gostei muito!

Mas antes de falar da série, queria falar do personagem Darth Maul. Voltemos no tempo. O Retorno do Jedi acabou em 1983 e os fãs de Guerra nas Estrelas ficaram órfãos. A gente tinha que ler livros, ou quadrinhos, ou jogar videogames, porque não existia nenhum material novo de Guerra nas Estrelas. Aí anunciaram a trilogia prequel, que ia começar em 1999, 16 anos depois do Retorno do Jedi. Claro, todo fã estava muito excitado com o que viria por aí. E, claro, todo fã foi ao cinema várias vezes para ver e rever o Episódio 1 A Ameaça Fantasma. Mas quando a gente revê hoje em dia, constata que não é um filme muito bom, a trilogia clássica é muito melhor do que a trilogia prequel. Mas mesmo assim, heu consigo destacar três coisas muito positivas que tinham naquele filme de 99. Uma delas é a trilha sonora, o tema Duel of the Fates, do John Williams, é um tema muito bom. Outra foi o poster, que era um menininho e sua sombra era o Darth Vader – esse poster é genial, tenho um quadro com essa imagem. A terceira era o vilão Darth Maul. Se você tem um novo vilão que vai competir com o Darth Vader, que é um dos vilões mais icônicos do século 20, este vilão tem que ser bom também. E no caso, Darth Maul é um bom vilão.

É um bom vilão, mas foi mal aproveitado. Ele aparece em poucas cenas, e morre no fim do filme, depois de ser cortado ao meio pelo Obi Wan Kenobi (spoiler de 27 anos atrás!). Sim, morre. Mas Star Wars entrou numa onda meio Velozes e Furiosos, onde a morte nem sempre é pra valer. Assim como em V&F personagens morrem e voltam e ninguém se importa, Darth Maul voltou, e já tinha aparecido nas animações Rebels e Clone Wars, além de uma breve aparição no filme do Han Solo. E agora o personagem ganhou uma série para ser o protagonista.

Finalmente chegamos na série. Maul – Lorde das Sombras se passa logo depois do Ep 3, depois das Guerras Clônicas e durante a consolidação do Império. Maul é um fugitivo reconstruindo seu poder no submundo criminoso, num planeta onde o Império ainda não se estabeleceu. Maul encontra uma padawan e um jedi, e quer levar essa padawan para o lado negro.

O visual da animação lembra Rebels e Bad Batch, mas é um pouco mais elaborado. Não entendo de técnicas de animação, então não saberia dizer exatamente qual é a diferença. Pelo meu olhar de leigo, aqueles outros parecem mais “desenhados”, enquanto esse parece mais “pintado”. Sei lá, talvez heu esteja falando bobagem, mas foi a sensação que tive enquanto assistia. Só sei que gostei bastante do traço desta animação.

A série tem um Jedi, uma padawan, um Sith, e depois aparecem dois inquisidores. Ou seja, temos vários duelos de sabre de luz. Para quem curte duelos de sabre de luz, Maul é uma série ótima. E heu sei, é uma animação, mas mesmo assim heu queria elogiar as coreografias de lutas, porque algumas são muito legais.

Sobre o elenco de vozes, Maul tem um atrativo a mais pro público brasileiro: um dos personagens principais é o policial Lawson, dublado pelo Wagner Moura. Sim, o nosso Wagner Moura, indicado a Oscar esse ano, está na série como um dos personagens principais. A única outra voz que eu conhecia era Dennis Haysbert, que faz o Jedi Daki – heu lembro dele como o presidente amigo do Jack Bauer na série 24 Horas. Também acho importante citar o nome Sam Witwer, que faz a voz do protagonista Maul. Witwer já fez vários personagens em filmes, séries e videogames de Star wars, inclusive já tinha feito o Maul em Rebels, Clone Wars, Solo, Lego Star Wars e dois videogames.

Maul tem participação especial de dois personagens que estão em filmes, mas isso é um spoiler, então vou colocar um aviso, depois falo quem são.

SPOILERS!
SPOILERS!
SPOILERS!

Um deles é Dryden Vos, que foi personagem em Solo, e aqui ajuda a gente a situar a época que se passa a série, porque aqui ele era menos poderoso do que no filme do Han Solo.

A outra participação é ninguém menos que Darth Vader. Assim como um amigo meu falou, Darth Vader é como bacon, se você tem uma comida que está gostosa e você adiciona bacon, ela fica melhor ainda. A série já tava boa, e quando entra o Vader, o efeito é parecido com bacon, porque a série fica melhor ainda. Parecia o final de Rogue One, Vader entra lutando contra vários, sem precisar se esforçar muito – tem um trecho onde ele enfrenta três adversários ao mesmo tempo, e só usa uma mão! Heu já estava gostando da série, o último episódio com o Vader ainda melhorou a experiência!

FIM DOS SPOILERS!

Maul fecha a história, mas deixa uma ponta solta para uma provável segunda temporada. Que mantenha o nível!

O Diabo Veste Prada 2

O Diabo Veste Prada 2

Texto curtinho hoje. Não é uma análise crítica. É só uma explicação por que heu achei muito ruim o final de O Diabo Veste Prada 2.

Claro, spoilers liberados, afinal, vou falar do fim do filme.

Vamulá. A Miranda, personagem da Meryl Streep, é uma mulher arrogante, que trata mal todos em volta. É claramente a vilã do filme. Nada contra a interpretação da Meryl Streep, sempre maravilhosa, mas sua personagem é odiável.

Emily, personagem da Emily Blunt, consegue um investidor disposto a comprar a revista. Seu plano é demitir a Miranda e dar uma repaginada na revista – que passa por uma séria crise, já que hoje em dia quase ninguém compra revistas. Me parece um bom plano. Ela vai afastar a vilã e salvar a revista. Emily é uma heroína!

A única falha dela é não abrir o jogo para Andy, personagem da Anne Hathaway, que está tentando ajudar a Miranda. Ok, de repente ela ainda não podia revelar seu plano, mas não precisava ter mentido para a Andy. Foi a única atitude errada dela durante todo o filme.

Mas no final, a trama inventa uma redenção para Miranda e coloca a Emily como vilã da história. Oi? Ela estava tentando salvar todo o resto! E pra confirmar isso, na última cena, Miranda continua sendo arrogante e tratando mal todos em volta.

Essa forçação de barra pra vilanizar a Emily me fez não gostar do filme (que já não estava sendo grandes coisas). Estou errado?

Mortal Kombat 2

Crítica – Mortal Kombat 2

Sinopse (imdb): Os campeões favoritos dos fãs – agora acompanhados pelo próprio Johnny Cage – se enfrentam na batalha final para derrotar o domínio sombrio de Shao Kahn, que ameaça a própria existência do Earthrealm e de seus defensores.

Antes de tudo, uma breve contextualização para quem não me conhece. Heu não tenho o hábito de jogar videogames. Joguei Mortal Kombat umas duas ou três vezes na minha vida e só, não tenho nenhuma referência forte sobre o jogo em si. O filme dos anos 90, heu vi na época, nunca revi, então não lembro de quase nada. Inclusive minhas lembranças se confundem com o Street Fighter de 1994, afinal são filmes quase iguais – heu sei que um dos dois tem o Van Damme, e sei que um tem o Raul Julia e o outro tem o Christophe Lambert, fora isso não lembro de quase nada desses filmes. Heu vi o filme de 2021, que é o importante para este novo, porque afinal este é a continuação daquele. Heu vi e lembro que curti porque tinha mais violência do que um filme comum baseado em videogames, mas fora isso, não achei lá grandes coisas.

Essa longa introdução foi para dizer que heu entrei no cinema para ver Mortal Kombat 2 de coração aberto, sem expectativa nenhuma, e sem a referência dos videogames. E posso dizer que foi uma boa surpresa, curti o filme.

A direção é de Simon McQuoid, que dirigiu o primeiro filme – e só. O currículo do cara tem apenas dois longas, o Mortal Kombat de 2021 e essa continuação. Curioso, não? O cara deve ser um grande fã do videogame…

Mortal Kombat 2 nunca quis ser um grande filme. É apenas um filme baseado num videogame de luta, com personagens bizarros e paisagens exóticas – e MUITA violência gráfica. Mortal Kombat 2 é um filme engraçado, violento e, principalmente, muito divertido.

Claro, o roteiro serve para costurar as lutas, mas não é um bom roteiro, tem umas falhas bizarras. Vou dar só um exemplo aqui: tem um personagem que quer ir para o Underworld, para uma briga que vai acontecer lá. A trama segue em frente, vamos para o Underworld, vemos um bom pedaço da briga, e só depois de um tempão aquele personagem chega lá. Cara, esse personagem veio por onde? Ele fez baldeação em algum lugar? Por que ele demorou tanto tempo para chegar?

Mas quem vai ver um filme chamado Mortal Kombat 2, baseado no videogame, não tá muito preocupado com um roteiro muito coeso, e sim com lutas bem coreografadas e divertidas. E heu queria destacar a qualidade da violência gráfica que a gente vê no filme. Nós estamos acostumados com filmes onde não há muita violência e muito sangue. Mas aqui tem uma quantidade bastante grande de gore, nessa parte o filme é muito bom.

Como heu não conheço bem o videogame, não saberia dizer se os personagens estão bem representados. Mas heu gostei do Johnny Cage do Karl Urban. É um personagem que sabe que não deveria estar lá, que sabe que está um pouco acima da idade correta, mas é um personagem muito bem construído – além de render algumas cenas bem engraçadas. Ah, assim como acontece no primeiro filme, aqui temos algumas boas piadas com referências à cultura pop.

Karl Urban é o maior nome do elenco, e não estava no primeiro filme. O resto do elenco traz basicamente os atores do filme anterior, como Jessica McNamee, Hiroyuki Sanada, Tadanobu Asano e Joe Taslim.

Como falei antes, Mortal Kombat 2 não é um grande filme. Mas acho que os fãs do videogame vão sair satisfeitos da sala do cinema.

Mandaloriano e Grogu – Fan Event

Mandaloriano e Grogu – Fan Event

Ontem, 4 de maio, foi o dia de Star Wars (afinal, em inglês, foi “May the Fourth”, fazendo o trocadilho infame com “May the Fourth Be With You”). Rolou um Fan Event, com direito a exibição de 20 minutos do filme. Foi difícil, mas consegui ir ao evento!

Antes de falar do filme em si, queria falar um pouco do evento. Críticos de cinema não foram convidados. Mandei emails para a assessoria, mas não tive resposta. Então entrei em contato com o Conselho Jedi RJ (CJRJ), o maior fã clube de Star Wars do Rio de Janeiro, mas o CJRJ não tinha acesso ao evento. Por sorte, consegui ser convidado, através de amigos – um agradecimento especial ao Sergio Kamache, apoiador do Podcrastinadores. Mas, pena, parece que a divulgação não foi boa, a sala estava mais ou menos com a metade da lotação – a quantidade de pipoca que sobrou foi enorme! Fica uma dica para a assessoria: num próximo “evento para fãs”, entrem em contato com fã clubes e façam uma parceria. Se o CJRJ tivesse direito a uma parte dos convites, certamente o cinema não estaria tão vazio, e, principalmente, teríamos uma “plateia especializada”, com vários fãs de verdade (ok, reconheço que quem estava ontem também era fã de verdade, mas poderíamos estar em maior número).

Sobre o filme, sem spoilers: vimos o que supostamente seriam os primeiros 20 minutos do filme. Uma sequência inicial empolgante e cheia de ação pra apresentar o Mando e o Grogu, sequência na neve, que tem várias cenas no trailer. Depois tem os créditos iniciais, e vemos Mando e Grogu numa base, negociando com a Sigourney Weaver. Depois vemos o início do que teoricamente deve ser a missão principal do filme, envolvendo Hutts.

Até essa parte, o filme é muito bom. Foi curioso que quando acabou, quase ninguém se levantou, e várias pessoas gritaram “passa de novo!”. Ouvi algumas pessoas depois do filme dizendo que antes não estavam empolgadas, mas agora estavam.

Foi muito bom ver esse trecho do filme. Mas o mais legal foi o social com antigos amigos, fãs de Star Wars, que também conseguiram ir ao evento.

Sei que o correto quando vamos ao cinema é ter uma experiência imersiva – só o espectador e a tela. E entendo quem reclama de fãs empolgados, vi alguns posts reclamando da postura de alguns fãs de Michael Jackson na sua cinebiografia. Mas, como fã, digo que ver um filme desses cercado de outros fãs é uma experiência incrível! Provavelmente teremos uma pré estreia do CJRJ, aguardo ansiosamente!

Top 10 Ficção Científica Ultra Realista (nova versão)

Top 10 Ficção Científica Ultra Realista (nova versão)

Onze anos atrás, fiz uma lista de filmes de ficção científica ultra realista, ou “hard sci-fi”. Boa parte da ficção científica que a gente conhece anda lado a lado com a fantasia, são obras que criam e apresentam situações bem longe da ciência que conhecemos. O hard sci-fi se refere a obras que procuram o caminho oposto à essa fantasia espacial. Na verdade, não precisa ser 100% cientificamente correto, mas precisa pelo menos tentar seguir a ciência que a gente conhece – e pra grande maioria do público, que não é cientista, funciona (digo isso pelo meu exemplo, que sou de Humanas mas sei que o som não se propaga no vácuo). Por exemplo, nada de fogo no espaço.

Resolvi atualizar aquela lista, afinal temos novos filmes que podem entrar. A ordem não vai do pior para o melhor, é apenas uma ordem que faz sentido na minha cabeça…

Vamos à lista?

2001 – Uma Odisséia no Espaço
Marco da ficção científica hard-scifi e um dos mais complexos filmes de Stanley Kubrick, o filme conta a trajetória da humanidade, desde quando macacos, passando pela era espacial e terminando na evolução final da humanidade. Um dos raros casos de FC que não tem som no espaço.

O Homem da Terra
Uma rara FC sem nenhum efeito especial. Podia ser uma peça de teatro, onde um professor universitário, de mudança, se despede dos colegas de trabalho. Tem dois plot twists – o primeiro é genial, o segundo forçou a barra um pouco.

Gattaca – A Experiência Genética
Um apartheid respaldado pela ciência: de um lado, aqueles concebidos de maneira natural, sujeitos a problemas genéticos; do outro, os que vieram de embriões manipulados em laboratório, mais fortes, mais bonitos, mais inteligentes e com menos risco de doença. Tenho certeza de que isso acontecerá num futuro breve.

Ela
Um homem solitário e traumatizado pela separação compra uma IA para lhe fazer companhia. E ele acaba se apaixonando pela IA. Se Gattaca acontecerá num futuro próximo, se bobear Ela já acontece hoje. Não duvido que tenha gente solitária e carente num “relacionamento” com uma IA.

Ex Machina
Um jovem programador ganha um concurso para passar uma semana na casa do seu patrão, para testar uma Inteligência Artificial que ele está desenvolvendo. A premissa que lembra Ela, mas aqui vai um pouco além, já que a IA tem corpo. Mas o questionamento é semelhante: podemos nos apaixonar por robôs?

Interestelar
Christopher Nolan se propôs a fazer um filme “cientificamente correto”, onde, num futuro próximo, um grupo de exploradores usa um recém descoberto buraco de minhoca para ultrapassar os limites da exploração espacial. Filme superestimado pela garotada, Nolan tem vários filmes muito melhores.

Contato
Baseado no livro do renomado Carl Sagan da série Cosmos, o filme relata um contato via radiotelescópio com uma civilização extraterrestre e o impacto sobre a religião e ciência, e a fé que existe em cada um.

Gravidade
Após destroços destruírem sua nave, dois astronautas ficam à deriva no espaço, sem contato com a Terra, lutando contra o tempo e o oxigênio limitado. Planos sequência alucinantes flutuando em órbita da Terra, numa história curta e tensa. A gravidade zero nunca foi tão bem filmada.

Perdido em Marte
Um astronauta é dado como morto e abandonado pela sua equipe em Marte após uma severa tempestade. Sozinho no planeta, com recursos limitados, ele usa inteligência e conhecimento científico para sobreviver e tentar contatar a Terra enquanto aguarda um resgate.

Devoradores de Estrelas
Um professor acorda sozinho em uma espaçonave, sem memória, e descobre ser a última esperança da humanidade. Ok, a gente sabe que astrofágicos não existem, e não temos como saber se um alienígena seria como o Rocky. Mas fora isso, toda a condução da trama é como se fosse tudo real.