Crítica – Pânico 7
Sinopse (imdb): Quando um novo Ghostface surge na pacata cidade onde Sidney Prescott reconstruiu sua vida, seus medos mais sombrios se tornam reais enquanto sua filha se torna o próximo alvo do assassino.
Precisava de mais um Pânico? Claro que não. Mas dá bilheteria, né?
Houve turbulências durante a produção do filme, mas não sei de detalhes. O que sei é que Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, diretores de Pânico 5 (2022) e 6 (2023), optaram por não fazer o sétimo filme, então o roteirista Kevin Williamson sugeriu seu amigo Christopher Landon como um substituto adequado – mas Landon também saiu fora. Williamson tinha convencido Neve Campbell a voltar para a franquia, então Neve convenceu Williamson a assumir a direção.
Kevin Williamson tem um bom currículo como roteirista (Pânico, Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, Prova Final), mas, como diretor, só tinha dirigido um único filme, Tentação Fatal, que não é lá grandes coisas. Agora, em seu segundo filme como diretor, parece que Williamson seguiu um caminho “seguro”. A estrutura do sétimo filme é bem parecida com a dos filmes anteriores – como, por exemplo, começar com um prólogo com personagens que não estarão no resto do filme.
Aliás, aqui também tem uma sequência que fala de metalinguagem, coisa que acontece desde o reboot de 2022. Naquele filme tem uma cena que fala sobre o conceito de requel, mistura de reboot com sequel. No filme de 2023 falam sobre clichês de franquias. Agora a cena fala de nostalgia, de usar elementos dos filmes clássicos nos novos filmes. Boa sacada.
Por outro lado, tudo é muito previsível e cheio de conveniências de roteiro – por exemplo, se a Sidney precisa ir até a filha, que está longe, e não consegue abrir o carro, ia voltar e pedir carona em vez de andar. Ou a entrada triunfal da Gale, no timing exato. Mas pelo menos algumas sequências são boas, como aquela da garagem com os plásticos pendurados. E teve um jump scare que me pegou!
No elenco, o grande lance aqui é a volta de Neve Campbell, que não estava no filme anterior. Aqui ela é a protagonista, Courtney Cox aparece como coadjuvante. Existe todo um elenco novo, de pessoas desconhecidas, mas queria citar um nome, bem secundário para este filme: McKenna Grace. Assim como em Five Nights at Freddy’s 2, ano passado, ela tem um papel bem pequeno aqui. McKenna parece estar querendo se firmar como um nome importante no cinema fantástico, afinal, ela também estava em Ghostbusters, Maligno, Anabelle 3, Amityville O Despertar e, claro, A Maldição da Residência Hill. Belo currículo, e ela ainda tem 19 anos!
Pânico 7 fala sobre deep fake. Não vou entrar em detalhes por causa de spoilers, mas foi uma boa ideia usar um tema bem atual. Só achei que forçaram um pouco na sequência final, porque mostra vários personagens de outros filmes, e não sei se quem criou os deep fakes não teria como saber aqueles rostos todos. Mas foi uma bela homenagem a outros atores que passaram pela franquia.
Por fim, queria reclamar dos títulos dos filmes pós Wes Craven (diretor dos primeiros, já falecido). Pânico 5 foi lançado como “Pânico”, sem número, mesmo nome do filme de 1996 – o que não faz o menor sentido, são dois filmes com títulos iguais. O sexto filme usou algarismos romanos, “Pânico VI”. E agora voltou ao algarismo arábico, “Pânico 7”. Caramba, por que não padronizar???
Pânico 7 tem uma breve cena no meio dos créditos, e estreia hoje no circuito.
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