June e John

Crítica – June e John

Sinopse (imdb): Fascinado por uma mulher enigmática que rouba sua atenção, um homem comum cuja vida é marcada pela monotonia se vê imerso em um romance intenso que o arrasta para uma jornada imprevisível.

Sou fã do Luc Besson desde os anos 80, época que vi Subway e Imensidão Azul no Estação Botafogo. Lembro que fiquei impressionado quando vi Nikita, foi a primeira vez que vi um filme de ação bom, bem produzido, bem filmado, e que não era falado em inglês. E sou muito fã de O Profissional e O Quinto Elemento. Mas, infelizmente, preciso reconhecer que há muito tempo Besson não faz algum filme desse nível. Continuo vendo tudo o que ele faz, mas esse June e John, escrito e dirigido por ele, é mais um dos que deixam a desejar.

June e John começa bem, conhecemos o personagem, entendemos o que ele está passando. O filme flui muito bem nessa primeira parte. Mas a partir do momento que ele começa a interagir com a personagem da June, as coisas começam a degringolar.

John é um jovem que vive uma vida medíocre, trabalha num lugar que ele não gosta, sofre assédio do patrão, toma remédios pra seguir vivendo. Aí ele conhece June, que é uma mulher meio maluquinha e que bagunça a vida dele. Inicialmente, o encontro deles foi tão fantasioso que heu até achei que ela era fruto da sua imaginação e não uma pessoa real. Mas aos poucos a gente descobre que sim, era uma pessoa real.

Aí o filme entra num caminho be, forçado. Tipo, ele consegue encontrá-la numa rede social no meio de centenas de homônimas, e sem nenhuma informação a mais sobre ela. E logo no dia seguinte ela consegue descobrir onde é o trabalho dele, igualmente sem nenhuma informação a mais. Como eles conseguiram? Não sei, o filme não deixa claro, mas acho que é pra gente entrar no clima de fantasia do filme.

Mas pra mim o pior foi ter um casal é completamente forçado. Ele se apaixonar por ela é algo crível, mas ela, com uma doença terminal, não ia viver seus últimos dias de vida ao lado de um loser como ele. Uma mulher com aquele perfil, livre e descolada, teria amigos. E igualmente forçada é a jornada “Thelma e Louise” que eles entram.

O visual do filme é bonito, Luc Besson é um cara experiente, sabe fazer belas imagens, não tenho queixas com relação ao visual. Os dois atores principais também estão ok, apesar dos personagens serem ruins. Inclusive eu gostei da atriz Matilda Price, achei que ela lembra a Milla Jovovich no Quinto Elemento.

Mas o problema é que a jornada do casal é muito fora da realidade, então chega um certo ponto que o espectador já não se importa mais com aquilo. E June e John vira um filme chato.

Por fim, um último comentário. Deveriam mudar o nome de pelo menos um dos personagens. Porque já temos um Johnny & June bem mais famoso…

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