Queens of The Dead

Crítica – Queens of The Dead

Sinopse (Festival do Rio): Quando um apocalipse zumbi acontece durante um show de drags no Brooklyn, um grupo eclético de drag queens, club kids e amigos-inimigos precisa deixar de lado seus dramas pessoais e usar habilidades únicas para combater os mortos-vivos sedentos por cérebro.

Um filme LGBT de zumbis, dirigido pela filha do George Romero. Esse é o tipo de filme que a gente normalmente só encontra em festivais!

Pra quem não sabe (alguém não sabe?), George A. Romero foi provavelmente o maior nome do subgênero “filme de zumbi”. Ele dirigiu seis longas de zumbis, dentre eles o clássico dos clássicos A Noite dos Mortos Vivos, de 1968, filme que ditou as regras para as dezenas de filmes posteriores do mesmo estilo. Romero faleceu em 2017, e agora sua filha, Tina Romero, estreia na direção de longas.

Sim, Queens of the Dead tem Romero no DNA. Mas o estilo de Tina é bem diferente do seu pai. Os filmes do George Romero eram sérios e tensos, e muitas vezes traziam discussões sobre questões sociais. Já aqui é tudo caricato e galhofa. Queens of The Dead é zero terror, é uma comédia assumida.

Queens of The Dead é tão caricato que às vezes atrapalha. Está rolando um apocalipse zumbi, mas em momento algum os zumbis causam medo. As pessoas passeiam entre os zumbis, que só atacam quando o roteiro pede. Não vejo problemas no filme ser caricato, mas podiam pelo menos ter colocado alguma sensação de perigo para os personagens.

Dito isso, o filme é divertido. Uma bobagem, cheio de furos de roteiro, mas como o filme nunca se leva a sério, se o espectador entrar no espírito, vai se divertir. Inclusive rolam piadas incluindo pessoas de fora do submundo LGBT, um dos personagens parece ser a ponte de ligação para o público hétero.

Li em algum lugar que o elenco trazia várias personalidades do mundo LGBT, mas como não conheço muita coisa dessa área, não sei afirmar se isso está correto. As únicas atrizes que heu já conhecia são Katy O’Brien (Love Lies Bleeding) e Riki Lindhome (Wandinha). Ah, tem uma divertida participação especial do Tom Savini, famoso por ser o maquiador dos filmes do papai Romero (e que também estava em Um Drink no Inferno – que, coincidência ou não, tem alguma semelhança na trama).

Contrariando o que heu disse no início do texto, talvez Queens of The Dead seja lançado no circuito. Digo isso porque a cópia exibida no festival já estava legendada. Muitos dos filmes usam legendas eletrônicas, fora da tela, se legendaram uma cópia do filme, normalmente significa que ele está apto para ser lançado nos cinemas. Se for para o circuito, só recomendo não pensarem no sobrenome da diretora, porque o filme não tem nada a ver com os filmes do seu pai.

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