Rock Estrela

Crítica – Rock Estrela

Sinopse (imdb): Estudante de música clássica chega de Buenos Aires para morar com seu primo roqueiro no Rio de Janeiro. Entre festas repletas de rock and roll, ele precisa decidir entre sua namorada de infância, e a jogadora de vôlei Vera.

Depois de Bete Balanço, bora comentar Rock Estrela!

Assim como comentei no texto sobre o outro filme, tudo aqui é muito datado. Não dá pra ver um filme desses com a cabeça de hoje em dia. Precisamos nos lembrar de toda a conjuntura sociocultural da época. Aí pode virar uma boa experiência nostálgica.

Lançado em 1985, Rock Estrela é o segundo filme do Lael Rodrigues. O formato é bem parecido com seu filme anterior, Bete Balanço: muita música e pouca história. Talvez a maior diferença é que o primeiro filme tinha mais números de dança, enquanto este segundo tem mais trechos de shows.

Rock (Diogo Vilela), um músico careta, chega de Buenos Aires para morar com Tavinho (Leo Jaime), que tem uma banda de rock. Ele aguarda a namorada argentina, Graziela (Malu Mader), mas acaba se envolvendo com a jogadora de vôlei Vera (Vera Mossa). Isso tudo entre números musicais de gente como RPM, Metrô, Tokyo, Celso Blues Boy, e, claro, Leo Jaime.

A maior parte das atuações é bem ruim. Heu diria que só Diogo Vilela e Leo Jaime estão bem. Malu Mader, estreando no cinema, não está bem, mas pelo menos não atrapalha. Agora, Andrea Beltrão, Tim Rescala e Guilherme Karam estão muito mais caricatos do que o bom senso permite. E Vera Mossa, coitada, que bom que tinha um grande reconhecimento como atleta. Porque, como atriz, é péssima.

Achei excessiva a quantidade de “videoclipes” inseridos, contei 14 inserções de bandas tocando (inclusive três artistas argentinos). Ok, é legal, mas como rola durante todo o filme, chega a cansar. Foi muito, podiam cortar pelo menos metade dos números – principalmente porque a maior parte deles não tem nada a ver com a trama que está rolando.

O final é bem ruim. Vai rolar um jogo da Vera ao mesmo tempo que um show do Tavinho. No meio do show, aparecem as jogadoras de vôlei, o Rock, e também a Graziela – que antes estavam em locais diferentes! Mas até aí, ok, entra na onda de videoclipe que não precisa ter uma precisão temporal. Mas aí entra outro problema: no palco, em alguns takes, Rock está junto com a Graziela; em outros, com a Vera. Caramba, se metade do filme fala do grande dilema sobre qual das duas deveria escolher, o filme deveria ter se decidido. No final, acaba que aparentemente ele fica com as duas.

Assim como Bete Balanço, só vale pela nostalgia.

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