Capitão Fantástico

Capitão FantasticoCrítica – Capitão Fantástico

Nas florestas do Noroeste do Pacífico, um pai, dedicado a criar seus seis filhos com uma educação física e intelectual rigorosa, é forçado a deixar seu paraíso e entrar no “mundo real”, desafiando sua ideia do que significa ser pai.

O nome parece de filme de super herói, né? Mas Capitão Fantástico é exatamente o oposto disso.

Escrito e dirigido por Matt Ross (que tem uma vasta carreira como ator, apesar de nunca ter emplacado um grande papel), Capitão Fantástico (Captain Fantastic, no original) é um daqueles filmes que, quando termina, a gente fica pensando se estamos vivendo da maneira certa.

É difícil ver um filme como esse e não se imaginar vivendo como Ben, livre, no meio do mato. Uma vida saudável e independente, e criando filhos inteligentes e fortes. Mas preciso falar que não concordo com a filosofia proposta por ele. Acho que viver em sociedade é algo importante para as crianças, e não tenho nada contra tecnologia. Mesmo assim, admiro e respeito o que ele conquistou.

(Aconteceu algo parecido comigo quando vi Na Natureza Selvagem, outro filme onde o protagonista se rebela contra o sistema e vai pro meio do mato. Não consegui gostar do filme por discordar da sua filosofia).

No elenco, o grande nome é Viggo Mortensen,  inspirado, em uma das melhores atuações da sua carreira. Ele consegue passar credibilidade ao pai que se rebelou contra o sistema e cria sozinho seis filhos no meio do mato.

O resto do elenco traz seis desconhecidos como os filhos, e alguns atores mais ou menos conhecidos em papéis menores (Frank Langella, Kathryn Hahn, Steve Zahn, Missi Pyle, Erin Moriarty). Mas o filme é de Mortensen.

Filosofias à parte, o resultado final de Capitão Fantástico fica bem acima da média. O filme é leve, divertido e envolvente. Boa opção!

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