Star Wars: O Mandaloriano e Grogu

Star Wars: O Mandaloriano e Grogu

Sinopse (imdb): Outrora um caçador de recompensas solitário, o Mandaloriano Din Djarin e seu aprendiz Grogu embarcam em uma nova e empolgante aventura de Guerra nas Estrelas.

Como heu comentei no vídeo sobre a série do Darth Maul, é uma boa época para ser fã de Guerra nas Estrelas. Acabamos de ver uma série bem legal e agora temos um longa metragem para o cinema, coisa que não acontecia desde 2019. Sim, há sete anos não tinha um filme novo de Star Wars em cartaz.

Antes de tudo, a resposta para a pergunta que todo mundo tem logo de cara: sim, é um filme baseado na série do Mandaloriano; mas não, você não precisa ver ou rever a série para entender o filme. A história contada no filme é uma história independente, não tem nenhuma conclusão de algo deixado em aberto na série. Mesmo assim, para quem não viu, heu recomendo, a série é muito boa.

No vídeo sobre o evento do 4 de maio, falei que O Mandaloriano e Grogu começa com uma breve aventura para apresentar ao público quem são Mando e Grogu, e depois eles pegam uma missão para encontrar um oficial imperial foragido que está envolvido com Hutts. O filme tem duas horas e pouco, com mais ou menos uma hora de filme, a missão meio que se encerra, e depois meio que continua – ou seja, sim, realmente parece um episódio duplo de série.

Como bem apontou o GG, meu companheiro de Podcrastinadores, o clima lembra O Retorno do Jedi, uma aventura espacial leve e divertida. E o Grogu é um personagem excelente, fofinho e engraçado, duvido que algum espectador não se apaixone por ele.

O visual do filme é lindo. Algumas cenas parecem inspiradas em imagens do ilustrador Ralph McQuarrie, que foi quem criou conceitos de várias das imagens clássicas de Star Wars. E ainda tem um presente para os fãs. Lembram daquela cena no primeiro filme, Guerra das Estrelas, onde o Chewbacca está jogando com o C3PO um joguinho que parece um jogo de xadrez com uns bichinhos em stop motion? Pois é, aqui temos uma arena onde colocam o Mando lutando contra aqueles bichos – essa cena ficou muito legal, (vou colocar um trechinho aqui)!. A trilha sonora de Ludwig Göransson também é muito boa.

O filme tem momentos eletrizantes, mas tem uma parte na segunda metade onde a gente acompanha o Grogu encontrando uma espécie de pescador que tem naquele planeta. É uma sequência que, na minha humilde opinião, se estendeu um pouco demais. Podia ser menor, ficou um pouco cansativa.

No elenco, claro que o protagonista é Pedro Pascal, mas, na verdade, quase não o vemos, ele passa o filme quase inteiro com o capacete, podia ser um dublê. Sigourney Weaver, depois de Alien e Avatar, consegue um papel em outra grande franquia do cinema fantástico. Jeremy Allen White faz a voz do Rotta the Hutt, filho do Jabba. E Martin Scorsese tem uma divertida participação especial como o pequeno alien de quatro braços que está numa espécie de food truck.

Depois da sessão de imprensa, ouvi alguns amigos reclamando. Mas acho que o problema deles era que criaram uma grande expectativa. Porque heu curti o filme. Que venham outros assim!

Maul – Lorde das Sombras

Sinopse (imdb): Depois das Guerras Clônicas, Maul planeja reconstruir seu sindicato criminoso em um planeta que o Império não tocou.

A série Maul – Lorde das Sombras (Maul – Shadow Lord, no original) terminou na semana retrasada, no dia 4 de maio – que é o dia de Star Wars. Mas no dia 4 de maio fui no evento do Mandaloriano e Grogu, então o vídeo da semana foi sobre o evento, em vez de fazer a análise de Maul. Mas agora é o momento, vamos falar da série – e já vou adiantar: gostei muito!

Mas antes de falar da série, queria falar do personagem Darth Maul. Voltemos no tempo. O Retorno do Jedi acabou em 1983 e os fãs de Guerra nas Estrelas ficaram órfãos. A gente tinha que ler livros, ou quadrinhos, ou jogar videogames, porque não existia nenhum material novo de Guerra nas Estrelas. Aí anunciaram a trilogia prequel, que ia começar em 1999, 16 anos depois do Retorno do Jedi. Claro, todo fã estava muito excitado com o que viria por aí. E, claro, todo fã foi ao cinema várias vezes para ver e rever o Episódio 1 A Ameaça Fantasma. Mas quando a gente revê hoje em dia, constata que não é um filme muito bom, a trilogia clássica é muito melhor do que a trilogia prequel. Mas mesmo assim, heu consigo destacar três coisas muito positivas que tinham naquele filme de 99. Uma delas é a trilha sonora, o tema Duel of the Fates, do John Williams, é um tema muito bom. Outra foi o poster, que era um menininho e sua sombra era o Darth Vader – esse poster é genial, tenho um quadro com essa imagem. A terceira era o vilão Darth Maul. Se você tem um novo vilão que vai competir com o Darth Vader, que é um dos vilões mais icônicos do século 20, este vilão tem que ser bom também. E no caso, Darth Maul é um bom vilão.

É um bom vilão, mas foi mal aproveitado. Ele aparece em poucas cenas, e morre no fim do filme, depois de ser cortado ao meio pelo Obi Wan Kenobi (spoiler de 27 anos atrás!). Sim, morre. Mas Star Wars entrou numa onda meio Velozes e Furiosos, onde a morte nem sempre é pra valer. Assim como em V&F personagens morrem e voltam e ninguém se importa, Darth Maul voltou, e já tinha aparecido nas animações Rebels e Clone Wars, além de uma breve aparição no filme do Han Solo. E agora o personagem ganhou uma série para ser o protagonista.

Finalmente chegamos na série. Maul – Lorde das Sombras se passa logo depois do Ep 3, depois das Guerras Clônicas e durante a consolidação do Império. Maul é um fugitivo reconstruindo seu poder no submundo criminoso, num planeta onde o Império ainda não se estabeleceu. Maul encontra uma padawan e um jedi, e quer levar essa padawan para o lado negro.

O visual da animação lembra Rebels e Bad Batch, mas é um pouco mais elaborado. Não entendo de técnicas de animação, então não saberia dizer exatamente qual é a diferença. Pelo meu olhar de leigo, aqueles outros parecem mais “desenhados”, enquanto esse parece mais “pintado”. Sei lá, talvez heu esteja falando bobagem, mas foi a sensação que tive enquanto assistia. Só sei que gostei bastante do traço desta animação.

A série tem um Jedi, uma padawan, um Sith, e depois aparecem dois inquisidores. Ou seja, temos vários duelos de sabre de luz. Para quem curte duelos de sabre de luz, Maul é uma série ótima. E heu sei, é uma animação, mas mesmo assim heu queria elogiar as coreografias de lutas, porque algumas são muito legais.

Sobre o elenco de vozes, Maul tem um atrativo a mais pro público brasileiro: um dos personagens principais é o policial Lawson, dublado pelo Wagner Moura. Sim, o nosso Wagner Moura, indicado a Oscar esse ano, está na série como um dos personagens principais. A única outra voz que eu conhecia era Dennis Haysbert, que faz o Jedi Daki – heu lembro dele como o presidente amigo do Jack Bauer na série 24 Horas. Também acho importante citar o nome Sam Witwer, que faz a voz do protagonista Maul. Witwer já fez vários personagens em filmes, séries e videogames de Star wars, inclusive já tinha feito o Maul em Rebels, Clone Wars, Solo, Lego Star Wars e dois videogames.

Maul tem participação especial de dois personagens que estão em filmes, mas isso é um spoiler, então vou colocar um aviso, depois falo quem são.

SPOILERS!
SPOILERS!
SPOILERS!

Um deles é Dryden Vos, que foi personagem em Solo, e aqui ajuda a gente a situar a época que se passa a série, porque aqui ele era menos poderoso do que no filme do Han Solo.

A outra participação é ninguém menos que Darth Vader. Assim como um amigo meu falou, Darth Vader é como bacon, se você tem uma comida que está gostosa e você adiciona bacon, ela fica melhor ainda. A série já tava boa, e quando entra o Vader, o efeito é parecido com bacon, porque a série fica melhor ainda. Parecia o final de Rogue One, Vader entra lutando contra vários, sem precisar se esforçar muito – tem um trecho onde ele enfrenta três adversários ao mesmo tempo, e só usa uma mão! Heu já estava gostando da série, o último episódio com o Vader ainda melhorou a experiência!

FIM DOS SPOILERS!

Maul fecha a história, mas deixa uma ponta solta para uma provável segunda temporada. Que mantenha o nível!

Mandaloriano e Grogu – Fan Event

Mandaloriano e Grogu – Fan Event

Ontem, 4 de maio, foi o dia de Star Wars (afinal, em inglês, foi “May the Fourth”, fazendo o trocadilho infame com “May the Fourth Be With You”). Rolou um Fan Event, com direito a exibição de 20 minutos do filme. Foi difícil, mas consegui ir ao evento!

Antes de falar do filme em si, queria falar um pouco do evento. Críticos de cinema não foram convidados. Mandei emails para a assessoria, mas não tive resposta. Então entrei em contato com o Conselho Jedi RJ (CJRJ), o maior fã clube de Star Wars do Rio de Janeiro, mas o CJRJ não tinha acesso ao evento. Por sorte, consegui ser convidado, através de amigos – um agradecimento especial ao Sergio Kamache, apoiador do Podcrastinadores. Mas, pena, parece que a divulgação não foi boa, a sala estava mais ou menos com a metade da lotação – a quantidade de pipoca que sobrou foi enorme! Fica uma dica para a assessoria: num próximo “evento para fãs”, entrem em contato com fã clubes e façam uma parceria. Se o CJRJ tivesse direito a uma parte dos convites, certamente o cinema não estaria tão vazio, e, principalmente, teríamos uma “plateia especializada”, com vários fãs de verdade (ok, reconheço que quem estava ontem também era fã de verdade, mas poderíamos estar em maior número).

Sobre o filme, sem spoilers: vimos o que supostamente seriam os primeiros 20 minutos do filme. Uma sequência inicial empolgante e cheia de ação pra apresentar o Mando e o Grogu, sequência na neve, que tem várias cenas no trailer. Depois tem os créditos iniciais, e vemos Mando e Grogu numa base, negociando com a Sigourney Weaver. Depois vemos o início do que teoricamente deve ser a missão principal do filme, envolvendo Hutts.

Até essa parte, o filme é muito bom. Foi curioso que quando acabou, quase ninguém se levantou, e várias pessoas gritaram “passa de novo!”. Ouvi algumas pessoas depois do filme dizendo que antes não estavam empolgadas, mas agora estavam.

Foi muito bom ver esse trecho do filme. Mas o mais legal foi o social com antigos amigos, fãs de Star Wars, que também conseguiram ir ao evento.

Sei que o correto quando vamos ao cinema é ter uma experiência imersiva – só o espectador e a tela. E entendo quem reclama de fãs empolgados, vi alguns posts reclamando da postura de alguns fãs de Michael Jackson na sua cinebiografia. Mas, como fã, digo que ver um filme desses cercado de outros fãs é uma experiência incrível! Provavelmente teremos uma pré estreia do CJRJ, aguardo ansiosamente!

Consertando Andor – Segunda Temporada

Consertando Andor – Segunda Temporada

Andor foi um dos melhores produtos de Star Wars desde a compra pela Disney. Vou além: a primeira temporada de Andor pode figurar entre os melhores produtos de todos os filmes e séries de Star Wars, desde o primeiro filme, em 1977. Andor era mencionado como “Star Wars para adultos” – uma história séria, com tema político, situada no universo de Star Wars, mas sem Jedi, sem sabre de luz, sem ewoks e gungans.

A primeira temporada foi realmente muito boa. Ia ser difícil fazer uma segunda do mesmo nível. E infelizmente aconteceu o esperado: a segunda temporada está longe de ser ruim, mas decepcionou boa parte dos fãs.

São quatro blocos de três episódios cada, fazendo um total de doze. Cada três episódios é como se fosse um filme, situado nos anos antes da Batalha de Yavin. Mas o problema é que, diferente da primeira temporada, aqui só parte é memorável. Temos alguns episódios esquecíveis. Resumindo muito resumidamente: os episódios 8, 9 e 10 são do nível da primeira temporada, mas o resto podia ser melhorado.

Vou seguir a sugestão do meu amigo e ex-companheiro de Podcrastinadores, Rod Montaleão, e fazer uma breve lista que melhoraria bastante esta temporada.

Claro, vou ter que entrar em spoilers. Vamulá?

1-Início chato: Acontece muito pouca coisa nos seis primeiros episódios. Entendo a ideia de se colocar cada bloco de três episódios com um intervalo de um ano entre eles, mas, ficou ruim. Era melhor uma temporada com nove episódios no total. Solução: editar esses seis episódios, cortar metade do material e transformá-los em três. Por exemplo, toda aquela parte do Cassian preso pelos “guerrilheiros trapalhões” em Yavin foi completamente desnecessária.

2-“Ordem errada”: Os episódios 8 e 9 são muito bons. O episódio 8, com o massacre em Ghorman, é sensacional e merece entrar em listas de melhores momentos de todo o Star Wars. O episódio 9, com o discurso e posterior fuga da Mon Mothma, não fica pra trás. Isso é tão bom que deveria ser o encerramento da série. O episódio 10 traz a morte do Luthen, outro bom episódio, mas, essa morte poderia ter acontecido antes do discurso da Mon Mothma, criando um crescente de tensões. Solução: trocar a ordem dos episódios, pra encerrar a série com a fuga da Mon Mothma (que inclusive pode ser diretamente ligado a o episódio S03E18 de Rebels).

3-Final com gancho: Todos sabemos que Andor é prequel para Rogue One. Então a série acabar com gancho pro filme nem é ruim. Mas é anti climático. Pra quem vai emendar Rogue One depois do último episódio, fica perfeito, mas deixa a série refém. Solução: altera aquele final cheio de ganchos pro filme.

Acolyte – primeiras impressões

Acolyte – primeiras impressões

Hoje é quarta, Acolyte acabou ontem, heu deveria fazer um texto analisando a série. Mas preciso rever tudo, são 8 episódios, e vou viajar amanhã, os filhos estão de férias e vou passar 4 dias offline com eles. E o texto seria mais um pra falar mal, porque é um consenso de que Acolyte é a pior coisa já feita dentro do universo de Star Wars. Então, em vez de um texto “chutando cachorro morto”, vou preparar pra semana que vem um texto semelhante ao que fiz com a série Obi Wan, citando “6 tosqueiras toscas em Obi Wan”.

Em primeiro lugar, a série é feita por quem não gosta de Star Wars. A showrunner (e também roteirista e diretora) Leslye Headland resolveu criar polêmicas como quando disse que “R2D2 é uma lésbica”. Vem cá, em algum momento dos nove filmes onde o R2D2 aparece, tem alguma única cena ligada à sexualidade dele? É um robô! Não estou nem entrando no mérito sobre heterossexualidade vs homossexualidade, a parada aqui é mais básica: É UM ROBÔ! NÃO TEM SEXO! Uma pessoa que dá uma declaração dessas, na verdade, não quer provar uma teoria, o que ela quer é agredir todo um fandom. Pra que levantar uma bandeira onde não existe espaço pra isso? Agora, ela pode dizer que quem não gosta da série é homofóbico. Dona, não tem nada a ver. Não force a barra.

Mas, esse não é o pior problema de Acolyte. Tem algo pior: não respeita o canon de Star Wars. Se você vai escrever uma história que se passa dentro de um universo onde existem vários filmes, séries, desenhos, livros e videogames, você precisa estudar esse universo, pra poder encaixar a sua historia sem entrar em conflito com outras coisas que já existem lá. E Acolyte não fez o dever de casa, como, por exemplo, quando coloca o Ki-Adi-Mundi, personagem que estava em Star Wars Ep 1 – e que não tinha idade para estar vivo na época em que se passa a série. Isso dentre várias outras coisas…

Mas, na verdade, esse também não é o pior problema de Acolyte. Uma história no estilo “What If”, num universo paralelo, fora do canon, pode ser boa. O pior problema é que é uma série ruim. A história é ruim, mal contada. Tecnicamente tem vários erros, é uma série mal dirigida e mal editada. É mal escrita, várias coisas no roteiro não fazem sentido. E o pior de tudo: é uma história chata. São episódios de pouco mais de meia hora, que cansam, com personagens sem carisma carregando uma história sem graça. Se não fosse Star Wars, heu teria parado no segundo episódio.

Enfim, semana que vem providencio o texto com tosqueiras da série. E fico na torcida pra não ter uma segunda temporada.

Top 10: Melhores Momentos de Andor

Top 10: Melhores Momentos de Andor

Quando estreou a série Andor, fiz um post sobre os 3 primeiros episódios, e fiquei de voltar para outro ao fim da série. Então bora para o top 10 melhores momentos de Andor!

Um breve comentário antes. Um amigo usou uma expressão que gostei: Andor é “Star Wars para adultos”. Quase todos os filmes, séries e animações são de aventuras espaciais, e por mais que nós, fãs, não gostemos de admitir, são produtos voltados mais para o público infanto juvenil. E aqui não: temos uma trama densa, que envolve política e espionagem, e além disso temos uma galeria de excelentes personagens!

Ah, os personagens! Lembro que Rogue One trazia protagonistas sem carisma, o robô K2SO era mais carismático que os dois principais. Já aqui, a gente tem vários bons personagens. Aliás, a série podia se chamar “Luthen” em vez de “Andor”. Que personagem fantástico é o Luthen Rael do Stellan Skarsgård! Mon Mothma e Kino Loy idem! Tem uma boa quantidade de bons personagens!

Andor foi criada por Tony Gilroy (mais conhecido como roteirista, escreveu os roteiros de Rogue One e dos quatro primeiros filmes da franquia Bourne, dentre outros). Se antes Gilroy tinha nossa curiosidade, agora certamente tem a nossa atenção!

Vamos à lista? Claro, spoilers liberados a partir daqui.

10- Transformação do Luthen
A gente vê como Stellan Skarsgård é um grande ator, ele muda de cara em poucos segundos!

9- Cameo do K2SO
Andor é preso por um robô do mesmo modelo do K2SO.

8- Luthen e Andor enganam Syril
Syril acha que seu plano deu certo. Não, não deu.

7- Luthen e Saw Gerrera
Dois revolucionários de estilos diferentes. Dois grandes atores. Uma cena arrepiante!

6- Mon Mothma enganando o Império
Mon Mothma sabe que o motorista é um espião, e dá um jeito dele ouvir um desabafo sobre seu marido gastando dinheiro com jogo. E assim consegue justificativa para o seu rombo financeiro pró rebelião.

5- Discurso do Kino
Logo antes da fuga da prisão, Kino Loy faz um discurso que inflama todos os prisioneiros. E também os espectadores!

4- O Olho
A gente passa alguns episódios ouvido falar do “olho”, um fenômeno astronômico que ocorre no planeta. E quando finalmente vemos esse fenômeno, ele não decepciona. A cena é ótima!

3- A nave do Luthen
O terceiro lugar fica com talvez o momento mais “star wars” de toda a série: a fuga da nave de Luthen. Primeiro, o modo como ele escapa do raio trator, depois uma nave com grandes “sabres de luz” acoplados. Massaveísmo total!

2- Cena Pós Créditos
O último episódio teve uma cena pós créditos onde a gente descobre pra que servem as peças construídas na prisão. Não só é uma cena com um significado forte, como é uma cena belíssima.

1- Funeral da Marva
É difícil tirar o primeiro lugar do funeral da Marva. São duas cenas em sequência, as duas são ótimas. Primeiro, o funeral da Marva, com as pessoas tocando aqueles instrumentos de sopro e percussão – talvez para manter uma tradição do Guerra nas Estrelas clássico, o som é “sujo”, a gente sente que são pessoas tocando naquele contexto, a música não está exatamente bem tocada, existem imperfeições na execução e na mixagem. E depois tem o discurso da Marva através do holograma. Essa sequência é de arrepiar!

Star Wars: Histórias dos Jedi

Crítica – Star Wars: Histórias dos Jedi

Sinopse (Disney+): Um evento em 6 episódios que apresentam histórias sobre os Jedi numa era antes da que conhecemos. Uma jornada pela vida de dois Jedi distintos: Ahsoka Tano e Conde Dookan. Eles serão testados enquanto tomam decisões que determinarão os destinos deles.

Hoje em dia a gente tem muitas opções tanto no cinema quanto no streaming. Muitas opções, pouco tempo. Nesse cenário, fico feliz quando vejo uma série curtinha como essa Histórias dos Jedi (Tales of the Jedi, no original). São 6 episódios de aproximadamente 15 minutos cada. Em uma hora e meia a gente mata toda a temporada! (Melhor que isso só a série do Groot, que eram 5 episódios de 3 minutos cada…)

Agora, preciso avisar que Histórias dos Jedi não é para todos. Não é uma história fechada, são historinhas soltas, que se encaixariam em diferentes pontos da saga. Ou seja, uma pessoa leiga em Star Wars vai ficar perdida.

São seis episódios, três com a Ahsoka, três com o Dooku. Curiosamente, o primeiro é da Ahsoka, depois são os três do Dooku, e fecha com mais dois da Ahsoka. Não vou entrar em detalhes sobre cada episódio, vou fazer apenas alguns comentários por alto, ok?

O primeiro episódio mostra o nascimento da Ahsoka, e ela começa a se mostrar “force sensistive” ainda bebê. Episódio meio besta.

Os três do Dooku mostram uma coisa que gosto de ver no universo de Star Wars. Os filmes clássicos são muito maniqueístas, o bem contra o mal, a luz contra a escuridão, tudo é muito binário. Mas o mundo real tem os tais “tons de cinza”, nada é 100% de um lado ou do outro. Então gosto quando mostram que certas questões são mais complexas do que uma luta do “lado bom” contra o “lado mau”. Vemos o Dooku ainda Jedi, lidando com questões políticas onde existem interesses. A gente consegue entender parte da motivação do Dooku. Não, ele não vira “mocinho”, a série não o transforma em um herói, mas mostra que ele tinha motivações para ir contra o Conselho Jedi. Gosto de ver situações e personagens assim dentro deste universo!

O quarto episódio tem um momento que me arrepiou. Sem spoilers, é o momento que usa o tema da Força.

Meu episódio favorito foi o quinto, que mostra o treinamento da Ahsoka. Seu mestre, Anakin, resolveu dificultar os treinos para melhorar as habilidades da padawan. E essa parte do treino foi muito legal! O episódio termina sem fim, na hora não entendi, mas um amigo me explicou que o que acontece depois é uma parte de Clone Wars onde as pessoas se perguntam “como a Ahsoka saiu viva disso?” Pois bem, aqui está a resposta!

O sexto mostra que a Ahsoka estava no enterro da Amidala, e pra onde ela foi depois. Não tem tanta ação quanto o anterior, mas tem um belo duelo.

Gostei muito de Histórias dos Jedi, aguardo ansiosamente por outra temporada. Pena que sei que não é um material para indicar para qualquer um.

Andor

Crítica – Andor

Sinopse (Disney+): Muito antes da missão de garantir os planos da Estrela da Morte fazer dele um herói da Rebelião, um imprudente Cassian Andor procura informações sobre seu passado. Essa obsessão o leva aos bairros decadentes de um mundo onde um encontro com as autoridades faz dele um criminoso procurado. Sua tentativa de se esconder no planeta Ferrix traz seus problemas para casa.

Antes de falar da série, preciso avisar que, diferentemente da maioria dos atuais fãs de Star Wars, Rogue One não é um dos meus favoritos. Dos cinco filmes novos, prefiro o ep 7. Rogue One é bom, muito bom, mas acho a primeira metade muito lenta. A segunda metade é excelente e o fim é sensacional, mas a primeira metade me fez tirá-lo do topo da lista. Por isso, uma série derivada do filme não era algo tão aguardado por mim.

Dito isso, preciso admitir o meu lado fanboy e dizer que fico feliz com todo e qualquer novo produto Star Wars! Bora pra série!

Andor terá 12 episódios (e segundo o imdb, depois teremos mais uma temporada com mais 12 episódios). A Disney+ liberou os três primeiros, e hoje vou comentar aqui essa introdução. Dependendo de como a série se desenrolar, volto a falar depois quando acabar a temporada.

Uma coisa que heu gosto muito é ver outras rotinas nessa galáxia muito muito distante que a gente tanto gosta. Conhecemos planetas novos, chega de ficar em Tatooine o tempo todo! E aqui a gente vê coisas que realmente não vemos nos outros filmes – acho que foi a primeira vez que alguém faz sexo em Star Wars (ok, não vemos a cena de sexo, mas o casal dormiu junto!). Também temos referências a prostituição, bebidas alcoólicas e até a café.

Algumas pessoas se esquecem que Star Wars aconteceu “a long time ago”, o que vemos neste universo não é o futuro do planeta Terra. Então, temos espaço para planetas diferentes com povos em diferentes estágios de civilização – aqui a gente conhece um povo que parecem indígenas, mas que moram num planeta por onde passou algo grande (provavelmente o planeta foi usado para mineração). Gostei de ver um povo completamente à parte do que acontece na galáxia.

Sobre os personagens, até agora o único que já conhecemos é o protagonista Cassian Andor, ainda acho cedo para comentar sobre os outros – inclusive tem personagem que aparece no trailer que ainda não apareceu na série. Por enquanto, posso dizer que gostei do antagonista.

Lembro que um dos personagens mais carismáticos de Rogue One era o robô K2S0. Andor mantém a tradição e traz um bom robô, o B2EMO, um robô gago e meio depressivo que me lembrou o Marvin de Guia do Mochileiro das Galáxias.

Tecnicamente falando, a série é muito boa. Em tempos de She Hulk e Pinóquio, aqui não tem nenhum cgi ruim saltando aos olhos. Ok, tem muita cena escura, e a gente sabe que cena escura normalmente é pra esconder falhas no cgi, mas, mesmo assim, não achei ruim, achei um recurso válido. A parte sonora da série também é bem construída, tem uma sequência muito boa no terceiro episódio com as pessoas batendo no metal, numa crescente que serve pra aumentar a tensão.

Li em algum lugar que aqui, diferente das últimas séries Star Wars / Disney, foram usadas locações em vez de só estúdio. Parece que eles agora usam um novo estúdio que projeta imagens ao fundo durante as filmagens, e isso por um lado é bem legal mas por outro lado gera cenas “apertadas”, como critiquei em Obi Wan. Aqui são locações, o que ficou bem melhor – imagina o planeta dos Kenari se fosse dentro de um estúdio?

O terceiro episódio usa bem os flashbacks. São duas linhas temporais misturadas de maneira inteligente. E ainda temos algumas soluções inventivas usadas pelos personagens. Se os dois primeiros episódios foram lentos, esse terceiro já mostrou que a série pode mostrar algo a mais.

Tá rolando um mimimi sobre o trailer vender um produto diferente do que foi anunciado. Ok, reconheço que isso é verdade, o trailer tem stormtroopers, tie fighters, aparece o Saw Gerrera, aparece a Mon Mothma, e por enquanto não vimos nada disso. Aliás, a série por enquanto nem parece Star Wars, não tem nada nesses primeiro episódios que conecte ao que a gente já conhece (a não ser o personagem título). Vai ter gente reclamando que “não é Star Wars!”

Ouvi amigos comentando que o ritmo é lento. Concordo. São três episódios de aproximadamente 40 minutos cada, ou seja, é quase um “longa metragem que deu origem à série”. Precisava? Acho que não, podiam ser apenas dois episódios na minha humilde opinião. Mas, se a gente lembrar que Rogue One tem um ritmo diferente dos outros filmes, parece mais um drama de guerra do que uma aventura espacial, Andor está coerente com a proposta.

Aguardemos os próximos. Que o desenvolvimento seja mais para Mandalorian e menos para Obi Wan.

As 6 tosqueiras mais toscas de Obi Wan Kenobi

As 6 tosqueiras mais toscas de Obi Wan Kenobi

Não escondo de ninguém que sou fã de Guerra nas Estrelas. Pra mim, qualquer filme ou série ligado a Star Wars será bem vindo, e vou falar bem. Reconheço que passo pano.

Mas… Essa série do Obi Wan tem tanta coisa tosca… É uma boa série, me diverti, tem alguns momentos excelentes, mas, talvez, se dessem uma enxugada e transformassem num longa metragem, talvez o resultado fosse bem melhor (são 6 episódios entre 40 e 50 min cada, vamos arredondar, seriam 4 horas e meia no total, corta a metade, tem um filme de 2 horas e 15 minutos).

Vejam bem, não estou falando de head canon. Conheço gente que não gostou porque pelo trailer a série seria com o jovem Luke, e na verdade foi foi com a jovem Leia. Gosto de ser surpreendido, não trouxe nenhum head canon para a série.

Também não estou falando de decisões burras dos personagens, como por exemplo o Bail Organa mandar uma mensagem que poderia facilmente ser interceptada. Boa parte do cinema como conhecemos hoje é baseada em decisões burras de personagens.

Meu problema foram detalhes toscos. Gostei da série, gostei de vários momentos, todas as cenas com o Darth Vader nos dois últimos episódios são muito boas. Mas ao lado tinham vários detalhes que a gente pensava “seriously?”.

Vou listar os seis que achei mais toscos. Claro, spoilers liberados.

6- A gente vê uns 50, talvez 100 Stormtroopers, esperando pra entrar na caverna. Tem um canhão lá fora, o ideal seria dar uns tiros de canhão antes, pra dar uma limpada, mas, deixa pra lá. O problema é depois. Ok, a gente sabe que stormtroopers não são bons de mira, a gente sempre viu isso. Mas, é um corredor estreito e eles estão muito perto. Essa cena, pra funcionar, teria que ser num espaço mais amplo, ou com menos gente. Colocar esse monte de gente aglomerada atirando ficou muito ruim. Será que não tinha um estúdio maior?

5- Essas naves menores parecem os snow speeders do Império Contra Ataca. Ok, elas chegam atirando. Mas… Saem atirando de qualquer maneira, acertaram vários stormtroopers, poderiam ter acertado Obi Wan e Leia! E outra coisa: pela velocidade que chegam, não teriam como manobrar e fazer a volta.

4- Os caras têm uma porteira laser. Isso faz sentido para a estrada, para impedir veículos. Por que o Obi Wan precisava atirar e interromper a barreira? Não era só dar a volta?

3- A perseguição na floresta que acontece no primeiro episódio tem que ser citada aqui. Os sequestradores são os mais incompetentes da história, parece até que estávamos vendo um filme dos Trapalhões.

2- A cena do fogo é intrigante. Darth Vader resolve queimar Obi Wan, para se vingar. Aí ele mostra que facilmente pode apagar o fogo. Mas, logo depois, não pode mais? Pra piorar: essa “parede” de fogo tem uns 50 metros. Por que os stormtroopers não deram a volta?

1- Em primeiro lugar, não tem como não ser a fuga da base imperial com a Leia escondida debaixo do roupão. Sim, debaixo do roupão. Sem precisar de muito esforço, qualquer um consegue pensar em vários jeitos melhores dessa fuga acontecer.

Pra terminar, não é exatamente um detalhe, mas achei que a Reva não deveria estar no último episódio. Ela levou um golpe de sabre de luz na barriga – por que Quin Gon Jin morreu, se aqui dois personagens levaram exatamente o mesmo golpe e estão serelepes pela série? Mas, ok, ela sobreviveu. Não estou reclamando disso, estou reclamando dela ir pra Tatooine sem motivo – pra que ela queria o Luke? E aquela redenção dela ficou ruim, muito ruim. Tire a Reva do sexto episódio, o episódio cresce em qualidade.

Obi-Wan Kenobi

Crítica – Obi Wan Kenobi (episódios 1 e 2)

Sinopse (imdb): Spin-off da saga Guerra das Estrelas, centrada em Obi-Wan Kenobi.

Diferente de Mandalorian e Boba Fett, que tinham como protagonistas personagens novos ou secundários, Obi Wan Kenobi traz alguns dos personagens centrais da saga: é o momento entre os episódios 3 e 4, onde Obi Wan vai para Tatooine para proteger Luke Skywalker criança (pra quem não se lembra de detalhes dos filmes, tem um resumo antes do primeiro episódio). E um dos trunfos da série é a volta de Ewan McGregor ao papel de Obi Wan (ok, a gente já sabe que também vai ter Hayden Christensen, mas esse nunca teve outro filme ou papel marcante além de Star Wars, enquanto McGregor tem uma carreira cheia de filmes marcantes).

Um ponto positivo aqui é que todos os seis episódios têm a mesma diretora, Deborah Chow. Sei que ela dirigiu dois episódios de Mandalorian, mas não conheço o trabalho dela. Mas acho positivo toda a série ser dirigida por apenas uma pessoa.

Como fã de Star Wars, uma coisa que acho muito legal (e que também tinha em Mandalorian e Boba Fett) é ver rotinas que aconteciam muito tempo atrás em uma galáxia muito muito distante. Vemos Obi Wan trabalhando numa espécie de açougue, vemos que existe um comércio clandestino de drogas, vemos um ex clone trooper que virou mendigo (interpretado pelo mesmo Temuera Morrison, afinal, eram clones!).

A primeira cena do primeiro episódio mostra jovens jedis sendo atacados pela Ordem 66, numa sequência bem emocionante. E logo depois temos uma cena que lembra Bastardos Inglórios, onde um inquisidor à procura de um jedi fugitivo interroga um comerciante. A série começa excelente!

Quero comentar sobre o meio e sobre o fim, mas vamos aos avisos de spoilers:

SPOILERS!
SPOILERS!
SPOILERS!

Pela sinopse e pelo trailer, a gente achava que a série seria sobre o Obi Wan protegendo o pequeno Luke Skywalker. Luke até aparece, mas de longe, numa cena muito rápida, que até está no trailer. Mas, surpresa! Temos a pequena Leia Organa! Somos apresentados a uma Leia de dez anos de idade, uma menina esperta, inteligente e desafiadora. A personagem é ótima, e a atriz Vivien Lyra Blair está muito bem!

Gostei do personagem Haja Estree, do Kumail Nanjiani – Star Wars sempre teve muito maniqueísmo, o bem é 100% bem e o mal é 100% mal, gosto quando vemos personagens de moral duvidosa.

A princípio não gostei da Third Sister, achei que ela, com aquela insubordinação, seria punida pelo Inquisidor. Mas no fim descobrimos que existe algo por trás, que liga ela ao Darth Vader, então passei a aceitar a sua postura.

Sobre a cena final do segundo episódio, conversando com amigos, ouvi duas interpretações. A Third Sister fala para Obi Wan que Anakin ainda está vivo. Amigos meus acharam que Obi Wan se surpreendeu ao saber que Anakin virara Vader, mas, se não me engano, ele já sabia disso desde o ep. 3. A minha interpretação foi outra: Obi Wan já sabia que Anakin era Vader, sua surpresa foi por saber que ele ainda estava vivo – a última vez que ele tinha visto Anakin foi em Mustafar, quando Anakin estava queimado, à beira da morte.

Por fim, sei que está rolando uma discussão sobre o Inquisidor, porque o personagem aparece em Rebels, e vemos sua morte neste episódio. Mas, como não lembro de Rebels, não sei se é o mesmo personagem ou um parecido – e não podemos esquecer que em Star Wars, alguns personagens morrem e voltam depois.

FIM DOS SPOILERS!

Alguns comentários sobre o elenco. Ewan McGregor está excelente, talvez esta seja uma de suas melhores interpretações. Me surpreendi com Vivien Lyra Blair, ela estava em Pequenos Grandes Heróis, num papel importante, mas numa interpretação fuén. Também gostei do já citado Kumail Nanjiani, tomara que seu papel tenha mais importância. Hayden Christensen vai voltar, mas ainda não podemos julgar sua participação. Outro que volta é Jimmy Smits, que estava na trilogia prequel como Bail Organa. Achei curioso ver que os inquisidores são atores relativamente conhecidos, tem o Rupert Friend (o Assassino 47), o Sung Kang (o Han de Velozes e Furiosos) e Rya Kihlstedt (que já vi em alguns filmes mas sempre em papeis secundários). Joel Edgerton está bem como o tio Owen, não sabemos se ele terá uma participação maior. Não gostei de Moses Ingram, que faz a vilã Reva, achei caricata demais, mas pode melhorar com o decorrer da série. E achei uma surpresa divertida ver Flea, do Red Hot Chili Peppers, como o sequestrador.

Serão seis episódios, quarta que vem tem mais um, já estou ansioso!