Star Wars Ep 8 – Os Últimos Jedi – COM SPOILERS

Star-Wars-8-outraCrítica – Star Wars Ep 8 – Os Últimos Jedi – COM SPOILERS

COM SPOILERS!

Acabei meu texto sobre Star Wars Episódio 8 – Os Últimos Jedi, fiquei com vontade de comentar mais, mas me segurei por causa dos spoilers. Então, assim como fiz com Rogue One, resolvi escrever um segundo post, desta vez repleto de spoilers.

Tenho lido por aí que muita gente odiou o filme porque esperava outra coisa. Pra mim, isso se chama “head canon”. É quando você imagina uma história dentro da sua cabeça, e, se você vê algo diferente, pode se decepcionar. Mas, ora, isso é culpa do espectador, e não do filme!

Meus problemas com Os Últimos Jedi não têm nada a ver com head canon. Gosto de ser surpreendido, não é à toa que sou fã do Tarantino. Vou explicar alguns problemas aqui. E também vou comentar coisas que gostei, claro.

Qurm quiser ler o texto convencional, está aqui. O que está abaixo são alguns trechos comentados. Não leia se não viu o filme!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

- Achei a Leia longe demais da nave na hora da explosão. Entendo que queriam criar um momento dramático, e entendo que queriam mostrá-la usando a Força. Mas se ela estivesse mais perto teríamos o mesmo efeito numa cena menos forçada.

- Esse plano da Primeira Ordem de ficar seguindo as naves dos rebeldes é um plano ruim. Era só mandar umas naves na velocidade da luz para frente e cercar os rebeldes.

- Desnecessária a participação da Maz Kanata. Se é pra ter a personagem, criem uma cena melhor.

- Todo o plot do cassino foi fraco. E ainda criou uma expectativa errada entre os fãs, porque TODOS imaginaram que apareceria o Lando.

- Não achei ruim a morte do Snoke. Mas acho ruim um personagem tão poderoso sem explicação, num universo que a gente já conhece. Acho ruim porque provavelmente só vão explicar em livros.

- A luta entre Rey, Kylo Ren e guardas do Snoke é sensacional. Um dos melhores momentos de toda a saga. A única coisa ruim dessa cena é que quero saber mais sobre esses guardas, coisa que dificilmente vai acontecer. Detalhe: Snoke estava morto, os guardas poderiam simplesmente ir embora.

- Quando o Luke aparece como a projeção da Força, na hora do duelo com Kylo Ren, ele aparece com o visual mais novo – cabelo mais curto e barba “Tyrion”. Isso foi uma dica muito na cara. Acho que seria bem melhor se fosse algo mais sutil, tipo só o sabre de luz (que tinha quebrado). A surpresa final ia ser muito maior.

- Achei que não precisavam matar o Luke. Pelo menos não daquele jeito. A morte do Han Solo foi épica, uma das cenas mais marcantes de 2015. A morte do Luke foi fuén.

FIM DOS SPOILERS!

Enfim, gostei do filme. Só queria ter gostado mais. Sei que tem muito “fã” por aí revoltado com o que viu, mas afirmo que não sou um desses. Só que gosto muito de Star Wars. Se um filme da DC ou da Marvel tem um roteiro fraco, ok. Mas num filme de Star Wars, quero mais!

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Rogue One: Uma Aventura Star Wars – COM SPOILERS

Rogue One2Crítica – Rogue One: Uma Aventura Star Wars – COM SPOILERS

COM SPOILERS!

A crítica sem spoilers tá aqui. Mas senti vontade de comentar a parte final. Então, este segundo texto não trará nada de novo, nada de opinião crítica ou informações relevantes. Na verdade, será só o depoimento de um fã emocionado.

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Alguns momentos da batalha espacial são sensacionais, como uma pequena nave “hammerhead” empurrando um destróier imperial em cima do outro; ou quando os rebeldes começam a fugir e aparece a nave do Vader fazendo várias naves menores baterem de frente. Esses momentos são empolgantes, mas ainda “dentro do filme”.

Rogue One acaba quando a onda de choque mata o casal na praia, depois que eles conseguiram transmitir os planos. A história do filme acaba ali. O que vemos depois é “fan service”. E, amigos, que fan service sensacional!

Vemos um soldado rebelde pegar um cartão com aqueles mesmo gráficos exibidos no Ep. 4. Depois ele se vê num corredor com a porta emperrada. Na outra ponta do corredor, tudo escuro. E ouvimos a respiração do Darth Vader! Logo, Vader liga o seu sabre, iluminando a cena de vermelho, e sai “passando o rodo” nos soldados rebeldes! Estes poucos segundos talvez sejam a melhor demonstração das habilidades de Darth Vader em toda a saga!

O soldado não sobrevive, mas consegue passar o cartão para outro, e vemos uma nave menor fugindo. Meus amigos, vemos a Tantive IV fugindo! E vemos Vader, segurando seu sabre, e com sua capa esvoaçante no ar. Uma das cenas mais épicas da história do cinema!

Acabou? Nada! Corta pra dentro da Tantive, aqueles mesmos corredores que vimos no filme de 1977. Um soldado abre uma porta para para entregar o cartão para uma pessoa de costas, vestindo branco – a princesa Leia Organa! Que legal, uma pessoa de costas pra simbolizar a Leia! Simbolizar? Nada! Ela se vira, e vemos uma Carrie Fisher digital pra fechar o filme!!!

Obrigado, Gareth Edwards! Obrigado, Disney! Obrigado por este final! Obrigado por me trazer de volta à minha adolescência!

E que venha o Ep. 8!

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Rogue One: Uma Aventura Star Wars

Rogue OneCrítica – Rogue One: Uma Aventura Star Wars

SEM SPOILERS!!!

Novo spin-off de Star Wars!

Pouco antes dos acontecimentos de Star Wars ep. 4 – Uma nova Esperança, os rebeldes executam um arriscado plano para roubar os planos da construção de uma nova estação espacial com um poder de fogo capaz de destruir um planeta inteiro: a Estrela da Morte.

A Disney mais uma vez mostra que não jogou dinheiro fora quando comprou a Lucasfilm por pouco mais de 4 bilhões de dólares. Ano passado tivemos o excelente Star Wars ep 7 – O Despertar da Força; como o episódio 8 só virá em 2017, este ano tivemos um spin off pra tapar o buraco. Olha, como o cinema seria melhor se dez por cento dos “spin off tapa-buracos” tivessem a qualidade de Rogue One!

(Um parênteses para falar que não é a primeira vez que temos spin-offs de Star Wars. Lembro que poucos anos depois de O Retorno do Jedi, foi lançado nos cinemas brasileiros o longa Caravana da Coragem, uma sonolenta aventura com Wicket e seus amiguinhos se metendo em um monte de confusões! (Filme bem ruinzinho, tentei rever outro dia, não consegui…)

Antes de entrar no filme, precisamos esclarecer a possível confusão. Ano passado tivemos o episódio 7, e acredito que muita gente vai ao cinema esperando uma continuação daquele filme. Não! Este filme é uma história paralela, que não tem nada a ver com a família Skywalker, e que se passa logo antes do episódio 4. Ou seja, esqueça Rey, Finn, Poe e Kylo Ren, e reveja o filme de 1977!

Dirigido por Gareth Edwards (Monstros, Godzilla), Rogue One: Uma Aventura Star Wars (Rogue One, no original) é tudo aquilo que o fã de Guerra nas Estrelas – sim, o fã da época que nome do filme era “Guerra nas Estrelas” e não “Star Wars” – queria ver. O filme é repleto de pequenos (e alguns grandes) presentes pros fãs. Personagens, cenários, efeitos sonoros, o fã vai sair emocionado do cinema – vi a pré-estreia junto com as pessoas do Conselho Jedi RJ, depois do filme, mais da metade da plateia estava com os olhos vermelhos de choro.

Tive que rever o filme antes de escrever estas palavras – também sou fã, também saí emocionado do cinema. Na segunda vez que vi, pude analisar mais friamente. Divido o filme em 3 partes. A primeira metade, quando temos a apresentação dos novos personagens, é um pouco arrastada. A segunda metade tem um ritmo excelente e está no mesmo nível dos melhores momentos da saga. E o fim, sei lá, os últimos cinco minutos, são para derrubar o fã. O filme pega as emoções do fã, joga num liquidificador, e depois joga de volta na cara do fã. Depois de um final daqueles, é difícil pensar em linha reta!

Justamente por causa deste final é que preferi rever antes de escrever. Quando a gente sai da sala, a adrenalina está a mil e a gente fica obnubilado por aquele final… Agora, analisando com calma, repito: a primeira metade do filme se arrasta – a primeira cena de ação só acontece depois de meia hora de filme! Ok, o espectador precisa de um tempo para conhecer esses personagens, mas não vejo problema em inserir uma cena agitada aqui e outra acolá – só pra fazer uma comparação básica: no Ep. 7, logo na cena inicial vemos o vilão parando um tiro no ar.

Por sorte, quando o filme engrena, vai num fôlego só até o fim. A segunda metade tem um ritmo excelente. E, mais uma vez traçando um paralelo à trilogia clássica, a estrutura da parte final aqui é que nem o que acontece em O Retorno do Jedi: três tramas paralelas, agindo concomitantemente (e, diferente do Ep. 1, a gente entende tudo o que está acontecendo).

Os personagens são muito bem construídos. Entendemos claramente as motivações dos dois principais, Jyn (Felicity Jones) e Cassian (Diego Luna) – apesar de heu ter ouvido críticas  a ambos os atores. Alan Tudyk dá a voz ao robô K-2, uma espécie de mistura de C3PO com o Marvin de Guia do Mochileiro das Galáxias – e um dos melhores personagens. Também gostei da dupla Chirrut (Donnie Yen) e Baze (Wen Jiang). Também no elenco multi-nacional, Mads Mikkelsen, Forest Whitaker, Ben Mendelsohn e Riz Ahmed.

Sobre os efeitos especiais: é claro que os efeitos são top de linha, isso é o mínimo quando se fala em Star Wars. Agora, teve um detalhe que superou as expectativas: um Peter Cushing digital! Cushing interpretou o Grand Moff Tarkin no filme de 77. Quando aparece aqui pela primeira vez, ele está num reflexo no vidro, e pensei “cara, que legal, vão homenagear o Peter Cushing com uma imagem de arquivo”. Aí o cara se vira, e começa a travar longos diálogos! E volta em várias outras cenas!!! Peter Cushing, falecido em 1994, está de volta!!! Acredito que este é, até o momento, o mais importante personagem digital da história do cinema. Só espero que a gente não ache o cgi tosco depois que passar o “prazo de validade”, ou seja, quando revermos o filme dentro de alguns anos.

Falei que Rogue One era repleto de referências ao filme de 77, né? A trilha sonora de Michael Giacchino entra nessa onda. Vários temas clássicos são lembrados ao longo do filme. Parecia até que a trilha era do próprio John Williams!

O texto ficou grande, né? Heu podia continuar, mas chega. Se você leu até aqui é porque é fã de Guerra nas Estrelas. Então, vamos combinar, pare de ler, reveja o Ep. 4 e vá ao cinema (re)ver o Rogue One!

p.s.: Vou fazer um outro post, menor, pra comentar os spoilers. É difícil não falar sobre o fim!

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Podcrastinadores.S03E14 – Star Wars: Trilogia Clássica

Podcrastinadores Star WarsPodcrastinadores.S03E14 – Star Wars: Trilogia Clássica

Bem-vindos senhoras e senhores ao quinquagésimo episódio dos Podcrastinadores! Isso mesmo, foram quase 100 horas de bate-papo ao longo de quase 2 anos!   o/\o

E para comemorar o episódio 50, vamos falar da maior franquia cinematográfica de todos os tempos, e que estávamos ansiosamente aguardando para este momento: Star Wars, ou melhor,Guerra nas Estrelas!

E como um tema como esse não dá pra fazer em um episódio só, iremos dividir nossa comemoração em duas partes, sendo primeiro a trilogia clássica, e no próximo episódio atrilogia prequel. Então ouça agora tudo relacionado aos episódios IV, V e VI em uma conversa descontraída, repleta de informações e curiosidades, nesse episódio absolutamente imperdível!

Comemoraram neste episódio: Gustavo GuimarãesHelvecio ParenteRodrigo MontaleãoTibério VelasquezHenrique Granado e Fernando Caruso.

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Links relacionados a este episódio:

GLucas

Uma das várias de esquetes de Star Wars feita pelo Robot Chicken

Luke chamando Carrie e outros erros em Uma Nova Esperança

Darth Vader fanfarrão

Menina reverencia Darth Vader na Academia Jedi na Disney

- Harrison Ford aproveita o momento pra dar aquela buzinada na Carrie Fisher

Erros gerais de gravação

Darth Vader tocando gaita

Retired Troopers, por Marcello Pereira

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Star Wars Holiday Special

0-Star-Wars-Holiday-SpecialCrítica – Star Wars Holiday Special

Em comemoração ao “Star Wars Day” (por causa do trocadilho “may the four” be with you), tomei coragem e revi o famoso Star Wars Holiday Special. Pena que é famoso pelo motivo errado.

A trama: depois dos acontecimentos de Guerra nas Estrelas (na época não tinha esse papo de “episódio”), Chewbacca está voltando para casa em Kashyyyk, onde vai encontrar sua família para celebrar o “dia da vida”, uma espécie de dia de ação de graças wookie.

Mas, antes de falar do filme, vou contar um causo da minha infância. Quando Guerra nas Estrelas passou nos cinemas brasileiros, em 1978, heu tinha 7 anos, e meu pai disse que heu não tinha idade para ver o filme. Não existia video cassete, muito menos internet. Então, colecionei o álbum, mas não vi o filme (só consegui ver quando teve uma reprise depois do lançamento de O Império Contra Ataca).

Mas, eis que surge uma propaganda: ia passar Guerra nas Estrelas na tv! Acho que era na TVS, mas não tenho certeza. Minha família ia viajar, consegui convencê-los a adiar a viagem pra poder ver – não tinha como gravar pra ver depois!

Lembro da decepção na hora, porque não era o filme que heu achava que seria. Mas não me lembrava se era ruim ou não.

Anos se passaram, e, em uma convenção, encontrei um dvd pirata em uma banquinha com o tal Star Wars Holiday Special. Comprei, junto com outros dvds com vários extras. Naquela época, já sabia que era ruim. Um dia, resolvi ver. Mas, olha a ironia – me venderam o disco errado dentro da caixinha do dvd!

Mais alguns anos se passaram, e hoje o Star Wars Holiday Special é facilmente encontrável pela internet. Finalmente, encarei as quase duas horas de um dos filmes mais trash da minha vida!

Pra quem não sabe do que se trata: é um especial de tv do canal CBS, que foi ao ar em 17 de novembro de 1978 (não tenho ideia de quando passou aqui). Parece que George Lucas queria manter a franquia na cabeça das pessoas antes do lançamento de O Império Contra Ataca, então aprovou um roteiro e delegou pessoas para desenvolverem o projeto. Mas parece que foram as pessoas erradas…

A ideia podia funcionar. Afinal, tá todo mundo lá – o elenco conta com Mark Hammill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Anthony Daniels, Peter Mayhew e até a voz de James Earl Jones como Darth Vader. Era só não esticar demais. Tem MUITA encheção de linguiça!

Provavelmente por razões mercadológicas, fizeram um programa de duas horas (são 97 minutos mais os intervalos). Então o filme mostra o tédio da família wookie enquanto espera pelo Chewbacca. A história é interrompida o tempo todo por números musicais nada a ver com a trama, além de um número de circo (!). E isso porque não estou falando de outras coisas inúteis, como um programa culinário apresentado por um homem vestido de mulher com quatro braços…

Não falei, mas as atuações do elenco são todas péssimas – tanto o elenco principal de atores pouco conhecidos hoje em dia (Art Carney, Bea Arthur, Harvey Korman) quanto as participações especiais dos atores do filme. Os cenários e efeitos especiais têm a qualidade (ou falta de qualidade) coerente com uma produção vagabunda de tv dos anos 70. Mas o pior de tudo, sem dúvida, é a falta de ritmo. As duas horas parecem durar muito mais, o especial é interminável!

Ah, tem o desenho, a única coisa “boa” que veio deste especial desastroso. Determinado momento, o filho do Chewbacca, preocupado com o pai, liga a tv pra ver um desenho animado – que tem o pai como um dos protagonistas. Sim, também não vi a lógica de colocar o filho vendo o pai através de um desenho animado, mas, no meio do caos que é o Star Wars Holiday Special, nem vou questionar isso. A importância deste desenho é que foi a primeira aparição do Bobba Fett, um dos personagens secundários mais cultuados da história.

Ah, o desenho é apenas médio. Ou seja, muito melhor que todo o resto do especial. ;-)

Resumindo: se fosse um especial de meia hora, sem as participações off-Star Wars, talvez fosse algo relevante no cânon da franquia. Do jeito que ficou, todos os envolvidos querem esquecer este desastre.

A versão que vi é a “rifftrax”. São três pessoas fazendo comentários engraçadinhos em áudio ao longo de todas as quase duas horas – fazem piadas até em cima dos intervalos comerciais (algumas propagandas são tão ruins quanto o especial em si). Às vezes eles falam demais, heu gostaria de ter ouvido a Carrie Fisher cantando. Mas admito que alguns momentos ficaram hilários, ri alto no momento “I see a little sillouetto of a man”….

Star Wars Holiday Special nunca foi reprisado. Também não foi lançado em vhs, dvd ou blu-ray. Diz a lenda que o George Lucas, num “momento Xuxa”, tentou comprar e destruir todas as cópias. Hoje está no youtube e em outros sites de download, qualquer um pode ver.

Só precisa ter coragem. Não é para os fracos!

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Lucasfilm & Disney

Lucasfilm & Disney

Esta semana, o mundo nerd parou com a notícia da compra da Lucasfilm pela Disney por 4 bilhões de dólares. Pela internet, 9 em cada 10 comentários são negativos. Não entendi por que estão reclamando. Achei a notícia excelente!

A maioria dos detratores cita o Mickey e os desenhos musicais da Disney. Parece que eles não se tocaram que a Disney é muito maior que isso. Vamos ao “Império Disney”?

- A Disney produz longa-metragens “live action” (com atores) de aventura e ficção científica, como Tron – O Legado, John Carter e a série Piratas do Caribe;

- Recentemente a Disney comprou a Marvel. Os Vingadores, um dos melhores filmes de 2012, é Disney.

- A Disney comprou a Pixar. E tirando raros momentos (Carros 2?), ninguém pode questionar a qualidade da Pixar.

- A Disney era dona da Miramax. Pulp Fiction, O Paciente Inglês e Shakespeare Apaixonado são Disney…

Agora voltemos à Lucasfilm. Na época do Star Wars Ep I – A Ameaça Fantasma, ficou claro que George Lucas precisava de alguém para aconselhá-lo. Imaginem uma situação hipotética: Lucas termina o filme, e alguém dá as seguintes dicas para ele:

“Pô, George, o seu filme novo é legal, mas na minha humilde opinião, com três pequenas mudanças, ele ficaria ainda melhor:
- Bacana a ideia do Jar Jar Binks, um personagem digital. Legal isso. Mas ficou over, ele aparece o tempo todo. Que tal cortar pelo menos metade do seu tempo de tela?
- Pra compensar, aumente a participação do Darth Maul. É um vilão muito bom. Tão bom que até merece destaque num futuro poster do filme. ;-)
- GL, lembra que você tinha desistido de dirigir, ainda nos anos 70, porque você mesmo assumiu que não gosta de atores? Por que você não faz que nem fez com O Império Contra-Ataca e O Retorno do Jedi, quando contratou diretores de aluguel pra lidarem com o elenco? Aí você aproveita e foca no que você faz melhor: o universo de Star Wars.

Imaginem se o Ep I fosse assim…

Ah, tem outra coisa: nós somos “burros velhos”, que curtimos a trilogia clássica quanddo éramos crianças. A criançada hoje em dia prefere a trilogia nova e os desenhos Clone Wars. Pode ser difícil de admitir, mas o universo Star Wars é direcionado ao público infanto juvenil. Agora me digam: existe alguém melhor para gerir um negócio de entretenimento infanto juvenil do que a Disney?

Alguns fãs rabugentos estão reclamando porque a Disney avisou que usaria histórias inéditas em vez de usar as já conhecidas do Universo Expandido – existe uma série de livros contando os possíveis episódios 7, 8 e 9, os livros “Herdeiros do Império”, escritos por Timothy Zahn, livros muito bons, por sinal. Mas, gente, o Lucas já tinha dito que não usaria os livros do Zahn, por que a Disney usaria? Tá, seria legal se um dia esses livros virassem um filme, mas isso é sonho de fã, né?

Vejo a situação assim: George Lucas fez bem em ter vendido seu estúdio pra quem vendeu. A Disney tem gente competente no seu staff, e, principalmente, dinheiro, muito dinheiro. Finalmente poderemos ver novos filmes da saga Guerra nas Estrelas, feito por quem é especialista em entretenimento infanto juvenil.

Uma recomendação aos fãs xiitas: relaxem e deixem a Disney trabalhar. Esperem os resultados antes de falar mal. E lembrem-se: dificilmente veremos algo pior do que o Jar Jar Binks…

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Star Wars: The Old Republic

Crítica – Star Wars: The Old Republic

Hoje, 4 de maio, é o “Star Wars Day”! Por causa de um trocadilho infame com a data em inglês (may the fourth), os fãs de Guerra nas Estrelas comemoram o dia de hoje!

Procurei algo novo de Star Wars pra ver e comentar aqui hoje. Achei este Star Wars: The Old Republic. Vamos lá?

Peguei a sinopse que tá no legendas.tv: “É um material ‘histórico’ da mitologia Star Wars a partir dos arquivos dos próprios Jedis, narrado pelo guardião dos arquivos Jedis, Mestre Jedi Gnost-Dural (voz do ator Lance Henriksen), sobre os acontecimentos das eras que antecederam o Tratado de Coruscant, eventos com mais de 3000 anos antes do surgimento de Darth Vader.”

Na verdade, Star Wars: The Old Republic não é um filme nem uma série. São 12 animações curtas, com duração entre 3 e 4 minutos cada. Uma voz em off conta a história, enquanto imagens muito pouco animadas passam na tela.

Sabe qual o problema? As histórias são curtinhas, então a gente fica com a impressão de estar vendo uma introdução para algo legal que viria depois – e nada acontece. É só uma narração em off. Tudo chaaato…

Não saco de videogames. Se cada filminho é a introdução para uma nova fase do game, pode até funcionar. Mas aqui, um filminho atrás do outro fazem de Star Wars: The Old Republic um programa quase insuportável de quase 50 minutos de duração…

Heu deveria ter escolhido os desenhos animados da série Clone Wars. Bem mais interessantes…

Enfim, “May the Forth be with you”!

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O Retorno de Jedi

Crítica – O Retorno de Jedi

Finalmente, o texto que faltava aqui no blog, o fim da hexalogia Guerra nas Estrelas!

Na conclusão da trilogia, Luke Skywalker e seus amigos precisam resgatar Han Solo, que está congelado e em poder do gangster Jabba The Hut. E depois eles vão ajudar os rebeldes a lutar contra o império, que está construindo uma nova Estrela da Morte.

A crítica, de um modo geral, prefere o filme anterior, O Império Contra-Ataca. Realmente, se a gente analisar friamente, O Império Contra-Ataca é mais consistente. Mas heu não consigo analisar friamente. Quando O Retorno de Jedi foi lançado nos cinemas, heu tinha uns 12 ou 13 anos, e vivia o auge do meu fanatismo adolescente pela série. No dia da estreia, fui horas mais cedo para a porta do cinema, para ser o primeiro morador de Petrópolis a entrar na sala! Depois, nos dias seguintes, revi algumas vezes. Então fazer uma análise imparcial é impossível pra mim. Se alguém perguntar o meu preferido, é este episódio VI!

(Ok, o filme tem ewoks, que são uma espécie de “ursinhos fofinhos”. Mas os ewoks não só ajudam a derrotar stormtroopers, como eles ainda são canibais – não se esqueçam que eles iam colocar o Han Solo e o Luke Skywalker na fogueira!)

A direção coube a Richard Marquand, um “diretor de aluguel”, afinal, o filme na verdade é de George Lucas. É notório que Lucas não gostava de lidar com atores, então colocou um profissional sem muita personalidade para fazer o “trabalho duro”. E funcionou, a estrutura da trama é muito boa, com o clímax em três ambientes – a luta em Endor, a batalha espacial e o duelo entre Luke Skywalker e Darth Vader diante do Imperador. Pena que Lucas não manteve esta postura na nova trilogia…

Os efeitos especiais são o que existia de melhor na época. Alguns perderam a validade – na cena do Rancor, fica claro o chroma-key do stop motion. Mas isso não torna o filme ruim. São inúmeras as sequências de tirar o fôlego, como por exemplo os passeios de speeder bike pela floresta de Endor, ou então o clímax com a Falcon Millenium e um X-Wing em uma alucinada perseguição por dentro da Estrela da Morte ainda em construção. Neste aspecto, O Retorno de Jedi não vai decepcionar ninguém.

Os filmes da série Guerra nas Estrelas têm um problema: de vez em quando George Lucas muda algum detalhe e relança o filme. A versão que vi esta semana é a penúltima, a versão do dvd (ainda não tenho os blu-rays). Se um ou outro detalhe técnico melhorou, de um modo geral, esta versão é bem inferior à original, lançada nos cinemas em 83. Explico o que piorou:
- Lapti Nek, o número musical original no palácio do Jabba, é muito melhor que este novo;
- Ainda no âmbito musical: a música anterior da celebração na aldeia dos ewoks era bem melhor do que a atual;
- No fim do filme, aparece o “fantasminha” do Anakin ao lado do Yoda e do Obi Wan. Mas apagaram o ator mais velho para colocarem Hayden Christensen. Ora, o Anakin novo era “do mal”, o Anakin logo antes da morte se arrependeu e virou “do bem”. Mostrar o Anakin novo foi um erro grave.
- Por fim, foi bacana a ideia de mostrar a festa em diferentes planetas. Mas não precisava ter o Jar Jar Binks em Naboo! Um filme que tem ewoks não pode ter Jar Jar!

Não há surpresa no elenco, basicamente são os mesmos atores do Império – o elenco funciona dentro do esperado. A trilha sonora de John Williams, mais uma vez, é um destaque.

Filme obrigatório, excelente conclusão de uma das melhores sagas da história do cinema!

May the force be with you! Always!

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Star Wars Ep III – A Vingança dos Sith

Crítica – Star Wars Ep III – A Vingança dos Sith

Depois dos episódios I e II, vamos ao III!

Conclusão da nova trilogia. Anakin Skywalker finalmente cede ao lado negro da Força (segundo as legendas, lado “sombrio” – horrível, não?), e Palpatine se revela o grande vilão, enquanto Obi Wan Kenobi, Yoda e Mace Windu tentam manter a paz.

A Vingança dos Sith segue os passos de seu antecessor, O Ataque dos Clones. Tem suas derrapadas, mas o saldo final é positivo.

O filme é bem mais sombrio que os outros cinco da série – era impossível ter um final feliz, já que no início do ep IV o mal prevalece. É o único filme da hexalogia que merece ressalvas quanto à recomendação para crianças!

Me parece que o pior problema aqui era fechar a história sem pontas soltas. Afinal, o fim tinha que ser coerente com a trilogia clássica (como todos sabem, foi filmada muitos anos antes). Na minha humilde opinião, quase tudo termina de forma coerente – a única escorregada está na parte do nascimento dos gêmeos, incompatível com um certo diálogo do ep. V (SPOILERS! Selecione o texto para ler: Em O Império Contra Ataca, quando Luke parte de Dagobah para Bespin, Obi Wan fala para Yoda: “Ele era a nossa última esperança”, e Yoda responde “Não, tem mais uma” – ou seja, Obi Wan não deveria saber da existência da Leia…)

Para os fãs, ainda tinha outro problema, este mais difícil de resolver. É que cada um imaginou um final ao longo dos muitos anos entre os filmes. Claro que teve muita gente decepcionada. Mas, caramba, George Lucas não tinha como agradar a todos. Não achei a sua solução a melhor de todas (heu também imaginei um final), mas achei convincente.

A parte técnica, como era de se esperar, é impecável. Assim como nos filmes anteriores, algumas sequências parecem ser criadas pensando num futuro videogame (como a parte em Utapau e a luta final), mas nada que atrapalhe. As sequências são eletrizantes!

No elenco, não há novidades. Hayden Christensen continua um ator limitado, mas funciona para o que o papel pede. E Ewan McGregor e Natalie Portman seguram a onda no resto, ao lado de Samuel L Jackson, Ian McDiarmid e a voz de Frank Oz (o Yoda).

Agora o “momento fanboy”: me lembro da primeira vez que vi este filme, numa pré estreia organizada pelo Conselho Jedi RJ. A sessão foi muito divertida, já que basicamente só tinham fãs no cinema. E a sala quase foi abaixo no momento que Darth Vader coloca o capacete e pela primeira vez faz aquele tradicional ruído ao respirar. Inesquecível!

Assim como O Ataque dos Clones, A Vingança dos Sith não supera a trilogia clássica. Mas não faz feio.

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Star Wars Ep II – O Ataque dos Clones

Crítica – Star Wars Ep II – O Ataque dos Clones

Continuemos com a saga Star Wars!

Neste segundo episódio, Anakin Skywalker vira guarda-costas de Padmé Amidala, e começa a rolar um clima entre eles. Enquanto isso, uma investigação de Obi-Wan Kenobi o leva a descobrir um exército de clones.

Dirigido novamente por George Lucas, O Ataque dos Clones não é uma obra prima, mas é bem melhor que o episódio anterior, A Ameaça Fantasma. Ok, admito que, em certos momentos, o ritmo é arrastado. Mas em compensação, temos sequências eletrizantes, como a briga entre Obi Wan e Jango Fett, ou toda a parte final na arena. Era isso o que os fãs sempre sonharam: ver jedis em ação!

(Temos que admitir que algumas das sequências parecem ser criadas para vender videogames, como a perseguição no início ou o Anakin na “fábrica de robôs”. Mas mesmo assim as cenas são muito boas.)

Uma das falhas do primeiro filme foi corrigida. Jar Jar Binks aparece bem menos aqui. E não é que ele tem uma participação discreta e importante?

O visual do filme é muito legal. No início do filme, Coruscant até lembra Blade Runner. A fábrica de clones em Kamino é belíssima; e o planeta Geonosis traz paisagens e alienígenas interessantes.

No elenco, perdemos Liam Neeson (Qui Gon Jin), mas ganhamos Christopher Lee como o vilão Conde Dooku (Conde Dookan na versão brasileira). Ewan McGregor e Natalie Portman agora dividem a tela com o até então desconhecido Hayden Christensen – tá, Christensen não é grandes coisas como ator, mas não atrapalha, pelo menos na minha opinião. Ainda no elenco, Samuel L Jackson, Frank Oz, Ian McDiarmid e Temuera Morrison.

(Sobre os nomes: deve ter algum brasileiro de sacanagem na Lucasfilm. O Ep I tinha um Capitão Panaka. Aqui, rola o Conde Dooku e o Lord Syfodias – que foi traduzido como Zaifo-vias. E no Ep III tem a Pau City! Impossível ser coincidência…)

O filme, propositalmente, não tem fim. Mas o terceiro episódio, A Vingança do Sith, é o próximo da fila!

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