30 Rock – Series Finale

Crítica – 30 Rock – Series Finale

Acabou 30 Rock

Pra quem nunca viu, a série mostrava os bastidores de um programa no estilo do famoso Saturday Night Live. Falei sobre a série aqui: “30 Rock mostra os bastidores do TGS, um programa de humor ao vivo no estilo do Saturday Night Live. Acompanhamos a rotina de Liz Lemmon (Tina Fey), chefe dos roteiristas do programa TGS, as crises de suas estrelas Tracy Jordan (Tracy Morgan) e Jenna Maroney (Jane Krakowski), e seu relacionamento com seu chefe Jack Donaghy (Alec Baldwin).“.

30 Rock era uma sitcom diferente. Nunca teve claque – aquelas risadas artificiais que te avisam quando você deve rir, e que quase sempre ditam o ritmo das sitcoms. Ao contrário, o ritmo das piadas era bem acelerado, rolavam várias tiradas de humor completamente nonsense no meio dos diálogos, muitas tão rápidas que heu frequentemente voltava trechos pra “pescar” a piada.

30 Rock é criação de Tina Fey, que veio do Saturday Night Live, programa onde escreveu e atuou de 1997 a 2011. É complicado falar de Tina sem mencionar a série, conheço muito pouca coisa que ela fez fora daqui (ela escreveu o roteiro de Meninas Malvadas e estrelou Uma Noite Fora de Série). Espero vê-la mais por aí, tanto como atriz quanto como roteirista, depois destes sete anos de série, virei um fã do seu trabalho.

Sobre o elenco, acho que o grande nome é Alec Baldwin, ex-galã dos anos 80 que estava com a carreira em baixa, e aqui mostrou um excelente timing pra comédia, com seu Jack Donaghy frio e calculista e ao mesmo tempo extravagante. Baldwin inclusive ganhou vários prêmios pelo seu personagem, incluindo três Globos de Ouro, dois Emmys e sete Screen Actors Guild Awards (simplesmente um prêmio por cada temporada).

Outros atores “cresceram” com o sucesso da série. Por exemplo, Jack McBryer é uma das vozes principais de Detona Ralph; e Tracy Morgan estava ao lado de Bruce Willis no penúltimo filme de Kevin Smith, Tiras em Apuros.

Por ser uma série badalada, teve uma grande quantidade de atores famosos participando. Julianne Moore, Elizabeth Banks, Susan Sarandon, Matt Damon, Salma Hayek, Chloë Grace Moretz e James Marsden tiveram papeis secundários. E ainda rolaram participações especiais de James Franco, Steve Martin, Jennifer Aniston, Whoopy Goldberg, Jerry Seinfeld e Bryan Cranston, entre muitos outros.

O último episódio, duplo, foi emocionante, sem deixar de ser engraçado. Obrigado, Tina Fey, por sete anos de boas piadas!

Battlestar Galactica: Blood and Chrome

Crítica – Battlestar Galactica: Blood and Chrome

Alvíssaras! Battlestar Galactica está de volta!

Estamos no décimo ano da primeira guerra contra os cylons, cerca de 40 anos antes do BSG de 2004. O cadete William Adama, cabeça quente, rebelde e recém formado na Academia, é designado para servir a bordo da nave de combate Galactica.

Em 2009 tivemos outro prequel, Caprica, que mostrava a origem dos cylons. Caprica teve só uma temporada, de 18 episódios, e decepcionou os fãs – os últimos dez minutos do episódio final são sensacionais, mas o resto da série foi devagar demais. O ideal seria alguém editar os episódios em uma minissérie de duas ou três horas, aí Caprica valeria a pena…

O novo Battlestar Galactica: Blood and Chrome tem um formato incomum. Era pra ser o piloto de uma série do canal Syfy, mas a série foi cancelada por causa do alto custo dos efeitos especiais. Resolveram então fazer um telefilme, que foi dividido em 10 webisódios, de 10 a 12 minutos cada, exibidos pelo site Machinima – os dois primeiros saíram na sexta passada. No início do ano que vem, o filme será exibido na televisão americana pelo próprio Syfy, e o blu-ray tem o lançamento previsto para 19 de fevereiro (já está em pré-venda pela Amazon). O Syfy ainda não descarta sua produção como série, embora isto dependa da receptividade dos webisódios, da transmissão na TV e da venda dos blu-rays.

E qual foi o resultado?

Bem, ainda não dá pra falar muito, já que até agora só temos dois episódios de 12 minutos cada. Mas o início foi muito bom – a sequência inicial é uma batalha espacial de tirar o fôlego, que não fica devendo nada à série antiga. E, ao fim do segundo episódio, a expectativa é grande para o que vem por aí. Mas… Infelizmente, tenho que admitir que ver um filme assim, em doses homeopáticas, não é a melhor opção. Quando começa a “esquentar”, acaba…

Mesmo assim, contarei os dias para cada novo webisódio. Não é todo dia que temos material inédito de BSG, e material de qualidade – se os efeitos especiais sofreram algum corte de orçamento, não foi nada que ficasse visível, os efeitos são muito bons.

No elenco, ninguém conhecido – Edward James Olmos, o Adama original, já era um nome famoso antes de BSGCaprica trazia dois nomes “médios”, Eric Stoltz e Esai Morales. Battlestar Galactica: Blood and Chrome conta com Luke Pasqualino, Ben Cotton, Lili Bordan, Jill Teed, Adrian Holmes e Carmen Moore.

Agora, resta esperar os outros oito episódios, e depois comprar o blu-ray. Heu apoio a volta de BSG!

So say we all!

 

Batman – O Homem Morcego

Crítica – Batman – O Homem Morcego

Tempos de badalação em volta de Batman O Cavaleiro das Trevas Ressurge, achei este Batman de 1966 que já estava no meu hd há um tempão e resolvi (re)ver.

A Dupla Dinâmica tem que enfrentar quatro super vilões, Mulher Gato, Coringa, Pinguim e Charada, que se juntaram para roubar um raio que desidrata as pessoas.

Este longa foi feito na época do seriado do “Batman barrigudo”, aquele interpretado por Adam West. O tom do seriado era puro escracho, com personagens e situações caricatas ao extremo. Nada era pra ser levado a sério. E por isso mesmo, a série era divertidíssima!

O filme tem o mesmo tom de comédia escrachada. Algumas cenas até beiram o ridículo, como aquela na qual o Batman está carregando uma bomba com o pavio aceso e precisa desviar de freiras e mães com carrinhos de bebês! Mas pra quem gosta, é um prato cheio. Gargalhadas garantidas!

Um dos trunfos de Batman – O Homem Morcego é a manutenção de quase todo o elenco do seriado – tirando a Mulher Gato (aqui interpretada por Lee Meriwether), todo o elenco principal da série esta aqui: Adam West (Batman), Burt Ward (Robin), Cesar Romero (Coringa), Burgess Meredith (Pinguim), Frank Gorshin (Charada – chamado de Enigmista na dublagem) e Alan Napier (Alfred). Além disso, o filme também traz algumas marcas registradas do seriado, como Batman e Robin subindo pela parede ou as câmeras inclinadas no esconderijo dos bandidos, além de vários bat-veículos e bat-acessórios.

O maior orçamento permitiu uma produção melhor do que no seriado. Temos várias cenas externas, vôos de helicóptero, cenas no mar… Pena que o roteiro é tão ridículo, mas tão ridículo, que às vezes dá raiva. Quatro super bandidos, caracterizados com fantasias espalhafatosas, entram em uma reunião da alta cúpula das Nações Unidas, começam a desintegrar um a um dos membros, e os outros continuam discutindo sem olhar pro lado???

Mesmo assim, me diverti e dei boas risadas revendo o filme. A versão que tenho é a dublada, foi bom pela nostalgia, acho que é a mesma dublagem da minha época de criança.

Só não sei se Batman – O Homem Morcego vai agradar os fãs do Batman atual de Christian Bale. Porque este Batman é divertido, mas ninguém pode negar o potencial trash!

Entrevistas – Supernatural

Entrevistas – Supernatural – Roadhouse Convention

Sábado dia 5 de maio teve uma convenção de Supernatural aqui no Rio. Me cadastrei para as entrevistas coletivas e fui lá tentar entrevistar cinco dos atores e um dos produtores da série. Era gente importante: Jared Padalecki, um dos dois atores principais, e três coadjuvantes importantes, Misha Collins (Castiel), Mark Pellegrino (Lúcifer) e Mark Sheppard (Crowley). De última hora confirmaram mais duas pessoas: o produtor Jim Michaels e o ator Richard Speight (Trickster / Gabriel), que só esteve em 4 episódios, mas 4 dos melhores episódios de todas as temporadas.

A organização do evento foi muito ruim, e tive duas decepções. A primeira coletiva foi num horário antes do divulgado, então perdi a coletiva com os atores Mark Sheppard e Richard Speight. Mais: Jared Padalecki, a estrela da convenção, não daria entrevistas.

Sobre o segundo problema, nada podíamos fazer. Mas corri atrás para resolver o primeiro. Enchi o saco da agente de Sheppard e Speight, e consegui algo que mais ninguém que estava lá pelas coletivas conseguiu: uma curta exclusiva com os dois!

Agora, para vocês leitores do Blog do Heu, seguem trechos da coletiva e os dois breves bate-papos exclusivos.

(fotos de Marcelo Melo)

Misha Collins e Mark Pellegrino

Misha Collins (Castiel)

Quando você foi contratado, você tinha ideia de como o seu personagem seria importante?

– Primeiro fui contratado para fazer 3 episódios. No fim do terceiro, me perguntaram se eu poderia fazer mais 3, e depois se poderia fazer mais 6, e depois me convidaram para ser um personagem regular. Então não, achei que seriam apenas algumas semanas. Então, quando fui fazer o teste de figurino – quando você é contratado por um programa de TV, a primeira coisa é o teste de figurino, onde experimentamos roupas – eu coloquei um terno que era muito grande para mim, não vestiu bem, mas pensei, “ok, quem se importa?” – e acabei usando o terno por quatro anos. Agora sou mais cauteloso: no meu próximo teste de figurino, terei certeza ao pegar uma roupa que veste bem. Ah, sim, definitivamente foi uma surpresa.

Como você vê os fãs?

– É uma pergunta difícil de responder, porque há muito o que falar. Ontem à noite tinham pessoas dormindo na calçada do nosso hotel, só para – não sei, o que eles queriam? Acho que me dizer “oi, bom dia”. Nós temos muitos fãs entusiastas, que nos mandam toneladas de coisas incríveis pelo correio. Tem muita coisa estranha que mandam, outro dia trouxeram um livro de fotos de bonecos do Sam e do Dean, e nós folheamos o livro, e contava uma história através das fotos de bonecos, e o final era meio erótico – tinha um gato fazendo sexo com os bonecos.

– Eu tenho uma coleção de roupas de baixo. Fãs me deram centenas de roupas de baixo laranjas, graças ao Richard Speight. É uma longa história, tem muita coisa estranha acontecendo. (Jim Michaels interrompe e lembra ele da história dos 5 mil patos) Sim, tinham 5 ou 6 mil patos no estacionamento do estúdio, vindos de todo o mundo.

Como você se prepara para as filmagens?

– Eu não sigo sempre o mesmo método, uso coisas diferentes em épocas diferentes, dependendo de quanto tempo tenho para me preparar. Às vezes não tenho nenhum tempo para me preparar. Por exemplo, quando o Castiel voltou, ele estava maluco. Quando começamos a filmar, eu tinha indicações do roteirista, que também era o diretor, que disse “vamos fazê-lo leve, alegre e exuberante o tempo todo”. Fizemos um take de uma cena, e ele então disse “ok, em vez disso, vamos fazê-lo dark” – exatamente o oposto do inicial. Às vezes temos que fazer mudanças radicais em pouco tempo, outras vezes temos tempo para toda uma preparação que envolve a parte física, a parte vocal e o histórico do personagem e o seu relacionamento com todos em volta.

Tem algo de Misha Collins em Castiel?

– Sim, eu acredito que sempre tem um pouco de você dentro de cada personagem que você faz. Você filtra tudo através dos seus olhos. Eu coloquei um pouco do meu irmão mais novo em Castiel, porque ele tem algumas estranhas características angelicais às vezes.

Qual é o seu episódio favorito?

The French Mistake, quando quebramos, ou melhor, destruímos a “quarta parede”, e Sam e Dean viraram Jared e Jensen.

Você já correu aqui no Rio?

– Sim, por Copacabana, Ipanema e em volta da Lagoa. É muito quente, eu suei muito. É possível correr até o Cristo Redentor? Talvez eu faça isso.

Misha Collins, Mark Pellegrino e Jim Michaels

Mark Pellegrino (Lúcifer)

Você gosta de interpretar um vilão?

– Eu nunca penso em nenhum personagem meu como um vilão ou um cara mau, sempre penso nele como alguém mal interpretado. Todos os vilões que interpretei são caras que tentam fazer algo que qualquer ser humano diria que é uma boa coisa. Bishop, o personagem da série Being Human, parece ser um cara mau, mas ele é apenas um pai que está tentando salvar o seu filho, por ter cometido um erro terrível – é assim que eu vejo. Lúcifer é um cara que quer vingança, mas pelos motivos certos, na minha cabeça. Eu acho que isso é o que torna os caras maus “menos maus”, você pode ficar do lado deles.

– Se for pra ser um cara mau, é melhor que seja um cara mau engraçado, para que você possa ficar ao lado dele, e isso é mérito dos roteiristas. Antes de ser engraçado, Lúcifer tinha uma causa, ele acreditava no que estava fazendo.

Como é ser o Lúcifer dentro da cabeça do Sam?

– Tem muito espaço lá dentro! (gargalhadas na sala) Muito espaço vazio, muito espaço para brincar. É legal, eu acho que Lúcifer se tornou um brincalhão agora, porque eles está aborrecido. Em vez de ter missões como antes, agora ele tortura uma única pessoa. Depois que sair, ele voltará ao objetivo apocalíptico, matar pessoas em grande escala…

– O momento “Good Morning Vietnam” teve um grande impacto. Tenho tido muita diversão dentro da cabeça de Sam, mais do que em qualquer época anterior. Brincar lá, bagunçar lá, tem muita coisa pro Lúcifer fazer, e eu gosto disso.

Os fãs falam sobre Lost?

– Sim, no hotel uma mulher me viu andando e gritou “JACOB!” . Sim, sempre falam de Lost.

E o que você achou do fim de Lost?

– Eu adorei o último episódio! Você não? Vou ligar agora pros roteiristas agora e dizer que você não gostou (pegou o celular e fingiu que ia ligar) “É, temos um problema aqui, ele disse que não gostou do episódio, será que a gente pode voltar e refilmar?”

(nota do entrevistador: senti uma ironia na resposta… 😉 )

Você foi Jacob, e agora é Lúcifer. Como se sente?

– Vou te falar que poderia ser pior, me sinto ótimo. Foi bom trabalhar no Havaí e fazer um personagem icônico; Vancouver também, gosto de trabalhar lá, gosto de trabalhar com esses caras, é como se fossem uma família. Me sinto bem, quero seguir em frente.

Como você se preparou para fazer o Lúcifer? Vendo filmes de terror?

Filmes de terror? Não, eu saí pela rua perseguindo e matando pessoas. (risos)

Você tem algum vilão favorito de histórias em quadrinhos?

Bem, eu só lia quadrinhos quando era criança, eu gostava dos quadrinhos do Hulk, mas não tinha um vilão favorito. Hoje gosto de Walking Dead, gosto dos zumbis, não tem exatamente um vilão, as pessoas são vilãs.

Qual o seu diabo favorito no cinema?

– Acho que todos os caras que interpretaram diabos tiveram características boas, todos são bem diferentes, nenhum me atingiu tipo “oh meu Deus, isso foi sensacional, esse é O diabo”. Cada um tinha algo único, eu meio que gostei de todos, gostei do Al Pacino (O Advogado do Diabo), do cara de Constantine (Peter Stormare).

Que personagem que você gostaria de interpretar?

Howard Roark, do livro Fountainhead, escrito por Ayn Rand.

Jim Michaels (produtor)

Qual a chance do John Winchester (Jeffrey Dean Morgan) voltar?

– Nunca se sabe. (Misha Collins interrompe e fala, ironicamente, “4 ou 5% de chance”). Às vezes gostamos de alguns atores, que não estão mais disponíveis. Logisticamente falando, mesmo que queiramos um ator, se ele estiver fazendo um seriado ou filme, fica difícil assumir o compromisso. É desafiador, mas nunca dizemos nunca.

Mark Sheppard e Mark Pellegrino

Mark Sheppard (Crowley)

(Perdi a coletiva de Mark Sheppard. Como sou fã do cara que esteve na série BSG, insisti até conseguir uma exclusiva com ele. Quando o encontrei, ele estava ao lado de Mark Pellegrino)

Como você se prepara para um personagem como o Crowley?

– Eu procuro matar o máximo de pessoas que conseguir.

Comentei que Mark Pellegrino, ao lado dele, tinha dado a mesma resposta durante a coletiva. Então ele deu uma resposta séria.

– Ler, ler, ler, ler, imaginar, pensar – e fazer.

Sou fã de BSG, mas vejo que aqui no Brasil não é uma é uma série popular. Você, alguém de dentro – o advogado Romo Lampkin – vê a série como um marco na história da TV, ou apenas mais uma série?

– Uma parte importante da história da TV. Daqui a 25 anos ainda será uma grande série, daqui a 50 anos, ainda será uma grande série. É um “standard”. Alto padrão no roteiro e na execução, do início ao fim, algo raro quando se fala de séries, e com um grande fim. Veremos, daqui a 25 anos, as pessoas estarão falando da série, ainda estarão vendo a série. É uma ótima série, eu era fã da série antes de entrar. Foi ótimo fazer parte disso.

Você sabia da importância do seu papel antes de começar?

– Sim, Ronald Moore escreveu o Romo Lampkin pra mim, eu já o conhecia antes.

Helvecio Parente e Richard Speight

Richard Speight (Trickster / Gabriel)

O Trickster esteve em poucos episódios, mas todos eles foram excelentes. Você preferiria trabalhar em mais episódios “mais ou menos”, ou só ficar com os acima da média?

– É o seguinte: eu realmente gostei dos episódios, e você está certo, eles foram realmente muito bons, e os fãs gostaram muito mesmo. Changing Channels, Hammer of Gods e Mistery Spot são considerados entre os melhores episódios. Foi ótimo fazer parte disso. Eu adoraria ver o personagem voltar, e eu acho que isso ainda é possível. Mas eu gostaria que os roteiristas o colocassem de volta em episódios do mesmo calibre. Não vejo o ponto de aparecer algumas vezes em episódios que não sejam necessariamente do mesmo nível. Quer dizer, todos os episódios são bons, mas os que contaram com Trickster, ou Gabriel, ou ambos, foram acima da média. Eu adoraria manter o padrão.

– As coisas estão boas para trazer de volta o Gabriel, os fãs continuam apoiando o personagem e pressionando os roteiristas. Acho que teremos o cara de volta, acho que é só descobrir como trazê-lo, porque não quero ver as coisas pela metade, se fizerem, que façam bem feito, exatamente como os fãs querem.

The Walking Dead – Segunda Temporada

The Walking Dead – Segunda Temporada

E chegou ao fim a segunda temporada de The Walking Dead!

Continuamos acompanhando o pequeno grupo que sobreviveu aos zumbis na primeira temporada. Eles encontram uma fazenda habitada por uma família e montam acampamento por lá.

A primeira temporada teve seus altos e baixos. O início foi muito bom, o meio foi fraco, mas terminou bem. A segunda temporada teve uma baixa significativa: Frank Darabont (Um Sonho de Liberdade, O Nevoeiro), que além de ser produtor executivo, trabalhou como roteirista e chegou a dirigir o episódio piloto, se afastou do projeto. Seu nome continua como produtor executivo, mas pelo que se lê por aí, ele não palpita mais.

Curta, com apenas 13 episódios, a temporada foi dividida em duas partes: seis episódios em outubro e novembro de 2011, sete episódios em fevereiro e março de 2012. E a estrutura das duas metades foi bem parecida: ritmo demasiado lento até o penúltimo episódio, e um último capítulo muito bom.

Os dois capítulos “finais” (o último e o antes da pausa) foram tão bons que mascararam o clima monótono que rolou ao longo da série – determinados momentos parecia que estávamos vendo a novela das oito!

Um outro problema foi a falta de carisma de certos personagens. Lori, a esposa do protagonista, era tão chata que gerou uma onda de protestos pela internet que me lembrou a revolta gerada pela filha do Jack Bauer entre os fãs de 24 Horas. Fica difícil torcer por uma série com personagens mala…

Mas como foram apenas 13 episódios de 40 minutos, a série passou “rápido”. E, como disse, terminou bem, tivemos inclusive a introdução de um novo e misterioso personagem muito elogiado por aqueles que acompanham os quadrinhos da série. Agora é torcer pra acertarem a mão na terceira temporada.

Falling Skyes

Falling Skyes

Seis meses depois de uma invasão alienígena, humanos tentam sobreviver fora das grandes cidades, enquanto são perseguidos pelos extra-terrestres.

Trata-se da aguardada nova série de ficção científica, Falling Skyes, produzida por ninguém menos que Steven Spielberg. Mas, não sei se elevei demais as expectativas, o primeiro episódio duplo não me empolgou…

Acho que o pior problema é que a série não é exatamente o que heu esperava para uma trama de ficção científica. Parece mais um drama de sobrevivência pós-apocalíptico, com a invasão alienígena de pano de fundo. Os e.t.s aparecem muito pouco.

Li um comentário interessante na internet: o complicado em uma série como Falling Skyes é que o dia que os humanos vencerem, acabou a história, então a tendência é que a série seja basicamente correria.

Tecnicamente, é bem feito, mas hoje em dia isso é corriqueiro. Ainda mais em uma produção com o “selo Spielberg” de qualidade. E, claro, como é Spielberg, rolam muitos conflitos familiares.

Pra piorar, o roteiro é cheio de personagens clichê: o galã que tem um filho raptado pelos aliens, uma médica civil bonita com cara de que vai virar par romântico com o galã, um líder militar durão, um rebelde que sabe mais que os mocinhos…

Aguardemos o desenvolvimento da série. Mas, se não melhorar, acho que não tem fôlego para uma segunda temporada.

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Game of Thrones
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Homem Aranha (1977)

Crítica – Homem Aranha (1977)

Outro dia me mandaram por e-mail um link para baixar este Homem Aranha, piloto de uma série de tv que rolou no fim dos anos 70. Baixei pra rever e ver o quanto era tosco.

Peter Parker (Nicholas Hammond) é picado por uma aranha radioativa e descobre que agora pode subir pelas paredes. Aí ele resolve costurar uma roupa e combater o crime. Neste piloto, ele enfrenta um vilão que está chantageando a cidade, ameaçando “destruir” algumas pessoas.

The Amazing Spider-Man (no original) passou nos cinemas brasileiros, mas é um filme para a tv – o mesmo aconteceu com Galactica, Astronave de Combate. Se a tecnologia da época já não permitia vôos muito altos, a situação era ainda pior com telefilmes. O filme se esforça em colocar um cara fantasiado pendurado nos prédios – em tempos de cgi, isso é legal de se ver, apesar de parecer que ele mal toca as paredes. Mas rolam também cenas em chroma-key, e não tiveram o cuidado de encaixar o ator engatinhando em cima de paredes – várias vezes ele passa por parapeitos e janelas como se fosse tudo uma superfície lisa. Isso ficou muito capenga.

O roteiro é muito mal escrito e é cheio de coisas forçadas. Um vilão que hipnotiza pessoas para cometerem suicídio? Detalhe: só pessoas que o procuram! Não faz o menor sentido. Será que não havia vilões melhores nos quadrinhos do Homem Aranha? E isso é só uma coisa, procurando, a gente acha um monte de outras inconsistências, como o romance de Peter Parker ou as lutas, onde o Aranha parece que foge mais do que luta.

Ninguém no elenco ficou conhecido depois. E o elenco não funciona bem, não sei se é porque os atores são fracos, ou porque os personagens são mal escritos. Talvez seja uma combinação dos dois. Mais: o ator principal me pareceu velho demais – Nicholas Hammond tinha 27 anos na época. Mas Tobey Maguire também tinha 27 quando começou a interpretar Peter Parker nos filmes do Sam Raimi, então, xapralá…

Nem tudo no filme é de se jogar fora. A trilha sonora, um instrumental funkeado, é sensacional. Ok, às vezes parece um filme pornô dos anos 70. Mas mesmo assim ficou legal no filme.

Depois do filme, rolou uma curta temporada com apenas 13 episódios, exibidos entre setembro de 77 e julho de 79. E a série quase caiu no esquecimento. Curiosamente, O Incrível Hulk, outro seriado da mesma época, também baseado num heroi da Marvel, vive até hoje na memória dos fãs de seriados.

Enfim, este Homem Aranha não é bom, visto hoje, parece até um trash. Mas vai agradar os saudosistas.

Supernatural – Sexta Temporada – Season Finale

Crítica – Supernatural – Sexta Temporada – Season Finale

Admito que sou fã desta série. Tanto que já falei dela três vezes aqui no blog. Sou tão fã que preciso dedicar mais um post a ela. Pena que hoje não é pra falar bem.

Pra quem não conhece a série: os irmãos Dean (Jensen Ackles) e Sam Winchester (Jared Padalecki) são “caçadores”. Vivem de cidade em cidade, caçando monstros, demônios e outras criaturas bizarras e assustadoras. A série começou no estilo “mosntro da semana”, mas, aos poucos, o clima foi ficando mais sério. Um dos irmãos se envolveu com demônios, o outro, com anjos, que apareceram na trama.

Tudo rumava para um fim de série épico – isso, no fim da quinta temporada. O problema é que a série não acabou, rolou a sexta, e agora, pelo jeito, teremos a sétima temporada.

A sexta temporada nem foi ruim. Foi irregular, alternou bons episódios com outros dispensáveis. O problema é que a temporada anterior lidava com o Apocalipse. Na boa, depois de enfrentar o Apocalipse, todo o resto parece sem importância. A sexta temporada pareceu uma grande (e longa) encheção de linguiça.

(Mas admito que, mesmo sem estar nos seus melhores dias, a temporada teve vários momentos excelentes. O episódio onde eles vão parar num mundo alternativo – a vida real, por trás das câmeras! – foi sensacional. E achei genial a ideia de salvar o Titanic porque ninguém mais aguenta a música da Celine Dion.)

O último episódio (duplo) foi bom, cheio de referências a H.P. Lovecraft. Mas terminou com um cliffhanger perigoso. Cliffhanger é aquele gancho que rola no fim de um episódio, que deixa os espectadores boquiabertos. A temporada termina com um gancho que, na minha humilde opinião, não terá fôlego pra segurar uma temporada inteira. Ou seja, a sétima temporada provavelmente vai ter mais enrolação…

Sou fã de Supernatural. Sou tão fã que preferia que ela não continuasse, mas tivesse um final digno…

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Outros posts sobre Supernatural aqui no Blog do Heu:
Supernatural – S05E01
Supernatural S05E08
Supernatural.S06E01

Tudo Novo de Novo

Crítica – Tudo Novo de Novo

No início, este blog era só sobre filmes. Mas depois comecei a falar também de séries. Será que tem espaço pra série nacional?

A arquiteta Clara (Julia Lemmertz), recém separada, com dois filhos, um de cada ex-casamento, começa a se relacionar com o engenheiro Miguel (Marco Ricca), separado e com uma filha. Eles tentam formar uma nova família, incluindo todas as confusas ramificações de ex-cônjuges e meio-irmãos.

(Lembrei da excelente música “Kit-Homem“, do Nervoso e Seus Calmantes, que fala justamente desta atual situação da família brasileira. O cara que se separa e começa uma nova relação traz consigo um “kit”…)

Antes de falar de uma série da Globo, preciso avisar que não vejo novelas, nunca. Não saco NADA de novelas, então aqui não vai rolar nenhuma comparação com estilos e técnicas usadas pelos folhetins diários tão adorados pela população brasileira!

Tudo Novo de Novo foi uma minissérie de 12 capítulos, de aproximadamente meia hora cada, feita pela rede Globo em 2009. Não sei se todo mundo vai achar o tema interessante, mas heu, que vivo com filhos de dois casamentos diferentes, gostei da ideia.

Tudo Novo de Novo tem seus bons momentos, apesar de às vezes o roteiro cair nos clichês de comédias românticas – rola muita “tempestade em copo d’água”, muitos dos conflitos apresentados seriam facilmente resolvidos com simples diálogos. Mas, no geral, o roteiro funciona bem, a trama não cansa e deixa a gente com vontade de ver logo o próximo capítulo.

O elenco foi bem escolhido. Julia Lemmertz e Marco Ricca estão bem como o casal cheio de “bagagem”. No elenco de apoio, ainda tem Guilherme Fontes, Vivianne Pasmanter, Irene Ravache, Arieta Corrêa e Marcelo Szpektor, e as crianças Poliana Aleixo, Daniela Piepszyk e Felipe Santos. Aliás, o elenco infantil é um dos pontos fracos da série – o menino Léo tem alguns diálogos ótimos, mas o ator é tão fraquinho…

Heu também tenho uma crítica sobre os sotaques. Atores cariocas com sotaque do Rio, paulistas com sotaque de São Paulo. A menina tem sotaque paulista, e mora com o irmão, com sotaque carioca. Por que é tão difícil aqui no Brasil as pessoas se preocuparem com algo tão simples?

Por outro lado, a série abusa (no bom sentido) das belas paisagens cariocas. Um dos cenários é uma obra no início da Barra, rolam várias cenas panorâmicas aproveitando a alvorada ou o por do sol. Outra coisa legal: em tomadas internas, frequentemente a fotografia colocava algum objeto perto da câmera e deixava a ação em segundo plano – maneira interessante de colocar o espectador sob um ponto de vista voyeurístico.

Não sei se a Globo pretende reprisar a série. Mas já existe em dvd.

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Três Vezes Amor

Camelot

Crítica – Camelot

Nova série do Starz, o mesmo canal de Spartacus!

Camelot, como era esperado, conta a história do Rei Arthur. O rei Uther é assassinado pela sua filha, Morgana, que pretende herdar o trono. O que ela não sabe é que o mago Merlin escondeu Arthur, filho legítimo, mas criado por outra família. Agora o jovem Arthur precisa aprender a ser rei.

Todo mundo conhece a história, né? As lendas em torno do Rei Arthur estão dentre as mais contadas na história. Esta é a dúvida sobre Camelot: será que ainda existe espaço para uma nova versão?

É cedo para responder como vai terminar. Mas pelo menos a série do produtor Graham King (Os Infiltrados, O Fim da Escuridão) começou bem. Ação, bons atores, alguma magia, efeitos especiais discretos mas eficientes… Logo de cara, no primeiro episódio, já temos contato com Arthur, Merlin, Morgana e Igraine, e Guinevere faz uma rápida aparição. Vamos ver agora como as coisas se desenvolvem.

(Dúvida: não vi Lancelot, mas tem um Leontes. Será que é o mesmo, com outro nome?)

Um dos destaques de Camelot é o elenco. Joseph Fiennes faz um interessante Merlin, apesar de ser mais novo do que deveria (a própria Igraine comenta isso no segundo episódio!). E Eva Green, linda linda linda, está ótima como Morgana. E isso porque não falei de Claire Forlani como Igraine! (O papel principal está nas mãos do desconhecido Jamie Campbell Bower)

Uma característica do canal Starz: assim como em Spartacus, a nudez é liberada. Um pouco menos que em Spartacus, mas muito mais que na maioria dos outros canais.

Aguardemos para ver como a série se desenvolve. O terceiro episódio já está disponível no site de torrents mais próximo!

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