Demônio de Neon

Demônio de NeonCrítica – Demônio de Neon

Quando a aspirante a modelo Jesse se muda para Los Angeles, sua juventude e vitalidade são devoradas por um grupo de mulheres obcecadas por beleza, que assumirão todos os meios necessários para conseguir o que ela tem.

Filme novo do Nicolas Winding Refn. Essa informação é o suficiente pra gente saber qual é a do filme. Demônio de Neon (The Neon Demon, no original) segue EXATAMENTE a fórmula dos outros filmes do diretor dinamarquês.

Alguém aí não conhece os filmes de Refn? Já escrevi sobre seus três últimos filmes, Valhala Rising, Drive e Apenas Deus Perdoa. Olha só o que falei sobre este terceiro filme: “Quem viu Drive (e também quem viu Valhala Rising) sabe o que esperar: ritmo lento, poucos diálogos e muita violência gratuita. Apenas Deus Perdoa segue exatamente a mesma fórmula. E ainda repete Ryan Gosling quase mudo com sua cara de paisagem“.

Para o bem ou para o mal, todos os filmes de Refn são iguais. Um visual muito bem cuidado, mas num ritmo leeento, com atores blasé em um fiapo de história onde quase nada acontece.

Os seus fãs vão argumentar que o visual dos seus filmes é belíssimo. Ok, concordo. Realmente, a fotografia de Demônio de Neon é de cair o queixo. Pena que não existe uma história a ser contada. Conteúdo zero, mas com um belíssimo visual.

(Me lembrei de uma discussão que tive, no início dos anos 90, sobre Peter Greenaway. Um fã defendia sua obra pelo apuro visual; meu argumento era que Greenaway seria um ótimo diretor de fotografia e deveria trabalhar para outros diretores, melhores na arte de contar histórias. Usava como exemplo o Jean Pierre Jeunet, que sabia contar histórias interessantes e tinha um visual tão bem trabalhado quanto Greenaway. Só pra ilustrar meu ponto: em 1991, Greenaway lançou A Última Tempestade, enquanto Jeunet fez Delicatessen.)

O elenco tem alguns bons nomes, mas acho que não existe nenhuma boa atuação em um filme dirigido por Refn. Assim como em seus outros filmes, todos os atores têm um ar blasé e ficam com cara de paisagem durante as longas pausas que acontecem em quase todos os diálogos. Assim, um elenco com Elle Fanning, Jena Malone, Bella Heathcote, Abbey Lee, e pontas de Keanu Reeves e Christina Hendricks é desperdiçado. Ah, também tem o Karl Glusman, o protagonista de Love, acho que o cara gosta de se envolver em projetos polêmicos.

Por fim, queria saber de onde inventaram que Demônio de Neon é um filme de terror. Tem necrofilia, tem sangue. É bizarro. Mas não tem NADA de terror.

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Sete Homens e um Destino

Sete Homens e um DestinoCrítica – Sete Homens e um Destino

No velho oeste, sete pistoleiros se juntam para defender uma vila ameaçada por um cruel milionário, interessado nas terras.

Na verdade, esta é uma refilmagem de uma refilmagem (um inception de refilmagens?). O Sete Homens e um Destino de 1960 é uma refilmagem de Os Sete Samurais, dirigido por Akira Kurosawa em 1954. Nunca vi o original japonês, mas início do ano, vi a versão americana, como preparação para um podcast sobre filmes de faroeste. Na verdade, existem outras releituras, incluindo uma série de tv (há quem diga que Vida de Inseto seria mais uma versão). Agora chegou a vez de mais uma super produção. Vamos a ela?

Sete Homens e um Destino realmente pedia uma refilmagem. Pela época que foi feito, tudo era muito limpo, todos os moradores da cidade usavam roupas brancas para mostrar que eram puros e inocentes. Isso funcionava na década de 60, mas hoje ficou datado demais.

A direção ficou com Antoine Fuqua, que já tinha trabalhado com Denzel Washington e Ethan Hawke em Dia de Treinamento (filme que deu um Oscar para Denzel e uma indicação para Ethan). Fuqua faz um bom trabalho, apresentando um faroeste à moda antiga – diferente do outro grande faroeste do ano, Oito Odiados, que é mais Tarantino do que western. Sete Homens e um Destino é um épico, com uma belíssima fotografia, uma trilha sonora marcante e um monte de clichês do cinema bangue-bangue – da clássica cena no saloon quando um forasteiro chega, a revólveres rodopiando antes de voltarem pro coldre.

Um dos pontos fortes deste Sete Homens e um Destino está no roteiro, que consegue um bom equilíbrio entre os 8 personagens – os 7 mais a “mocinha”. Claro, temos os protagonistas interpretados por Denzel Washington e Chris Pratt, mas todos os outros têm seu espaço e sua importância, ninguém está sobrando. Ethan Hawke (Gattaca), Vincent D’Onofrio (Demolidor), Byung-hun Lee (GI Joe), Manuel Garcia-Rulfo e Martin Sensmeier completam o time; além deles, temos Haley Bennett (Hardcore Henry) e Peter Sarsgaard (A Órfã).

Sobre o elenco, gostei muito do personagem de Pratt, que faz uma versão cowboy do seu Starlord, uma espécie de galã malandro e engraçadinho, cheio de frases de efeito. Ethan Hawke também está muito bem com o seu veterano traumatizado. Mas se alguém merece destaque, é Vincent D’Onofrio, muito diferente do seu recente Rei do Crime na série Demolidor. Até a voz do cara é outra!

Ainda sobre o elenco, é interessante notar uma diversidade muito maior, mais condizente com os dias de hoje. Dos sete, apenas três são brancos – o grupo tem um negro, um índio, um mexicano e um oriental. A protagonista feminina também está atual: uma mulher forte e determinada, como a gente tem visto no cinema contemporâneo.

Sobre a trilha sonora: nem todos sabem, mas o tema do filme de 60 é um dos mais marcantes entre todos os faroestes – foi também usado na propaganda do cigarro Marlboro. Aqui o tema clássico só aparece quando o filme acaba, mas temos citações a ele durante toda a projeção. Claro, a trilha nova não vai substituir a clássica, mas serve como um bom complemento.

Agora, a inevitável comparação. Uma coisa me incomodava muito no primeiro filme: certo momento do filme os sete mocinhos são rendidos e o vilão devolve suas armas e os manda embora, porque aquela luta não é deles. Mas eles voltam e atacam novamente, e então triunfam. Ou seja, sob certo ponto de vista, o vilão foi digno e os mocinhos, traidores. Isso não acontece no filme novo!

Por outro lado, no filme original fica mais clara a motivação dos sete para ajudar a vila a se defender. Eles tinham pouco dinheiro, mas ofereceram tudo o que tinham. O personagem de Yul Brynner comenta: “já me pagaram muito, mas é a primeira vez que oferecem tudo“. Está frase é repetida agora por Denzel Washington, mas, fora de contexto. Quem não viu o filme original não deve ter entendido por que os sete entraram nessa furada…

Enfim, filmão. Pra ser visto no cinema, na tela grande!

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O Homem nas Trevas

homemnastrevas-posterCrítica – O Homem nas Trevas

Esperando conseguir uma pequena fortuna, um trio de jovens assaltantes planeja um assalto a uma casa onde mora um veterano de guerra cego.

O uruguaio Fede Alvarez chamou a atenção do mundo quando fez um curta onde Montevidéu é destruída por robôs gigantes. Isso lhe garantiu um passe para Hollywood, onde ele refilmou Evil Dead. Admito que não gostei da refilmagem, mas é porque Evil Dead sempre teve um pé na galhofa, beirando o trash, e Alvarez quis fazer um filme sério. Agora ele teve a chance. Será que funcionou?

O Homem nas Trevas (Don’t Breathe, no original) não é um grande filme, mas Alvarez consegue criar um bom clima claustrofóbico dentro da casa velha, uma locação repleta de ambientes sombrios. Aliás, o plano sequência onde ele apresenta a casa é muito bom.

O clima do filme funciona bem até certo ponto da trama, mas O Homem nas Trevas tem um problema na parte final. Como os protagonistas são criminosos, o roteiro força uma barra pra transformar a vítima no vilão. Sei lá, achei que nesse momento o filme virou piada…

No elenco, o destaque é Stephen Lang (Avatar) como o velho militar cego. Os outros três, Jane Levy, Dylan Minnette e Daniel Zovatto, fazem personagens unidimensionais – principalmente os dois homens.

A história fecha no fim, mas deixa um espaço pra reabrir numa continuação, que deverá acontecer se o filme for bem de bilheteria.

Por fim, preciso falar mal do pôster, que passa a impressão que teremos um filme sobrenatural. Nada disso, o terror aqui não tem nada de sobrenatural, e isso pode atrapalhar o espectador.

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Podcrastinadores.S04E19 – A Guerra dos Estúdios e o Excesso de Franquias no Cinema

Podcrastinadores - guerra dos estudiosPodcrastinadores.S04E19 – A Guerra dos Estúdios e o Excesso de Franquias no Cinema

Nesse segundo debate-papo, vamos conversar sobre as maiores franquias do cinema e tentar entender porque os grandes estúdios estão apostando cada vez mais nas continuações, remakes e adaptações, e preterindo roteiros originais.

Será que Disney já colocou todas as cartas na mesa com a compra da Lucasfilm e Marvel? O que a Fox, Paramount ou Warner estão fazendo para tentar desbancar a Disney e voltar ao topo? E as franquias que não deram certo, o que vai acontecer com elas?

Fique conosco nesse episódio com Fernando Caruso, Gustavo Guimarães, Helvecio Parente e os convidados Eduardo Sales e Mario Rocha.

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Herança de Sangue

Herança de Sangue - posterCrítica – Herança de Sangue

Filme novo do Mel Gibson!

Um ex-presidiário e ex-alcoólatra se reencontra com a filha de 17 anos, para protegê-la de traficantes que querem matá-la.

Depois de passar mais meia década parado (entre 2003 e 2010) Mel Gibson voltou a atuar, mas num ritmo mais devagar, com a média de um filme por ano – este é o seu sexto filme desde 2010. Dirigido por Jean-François Richet (Assalto à 13ª Delegacia), Herança de Sangue (Blood Father, no original) traz Mel Gibson no seu habitat natural – não podemos nos esquecer que ele foi um dos grandes action heroes dos anos 80, com os 3 Mad Max e os 4 Máquina Mortífera. 

Ok, o roteiro co-escrito por Peter Craig (Jogos Vorazes: A Esperança), baseado no seu próprio livro, é previsível e cheio de clichês. Mas considero Herança de Sangue no mesmo nível de Alvo Duplo e O Último Desafio, filmes recentes de Stallone e Schwarzenegger, respectivamente. Não vão mudar a vida de ninguém, mas pelo menos são bons filmes de ação.

Se Herança de Sangue fosse estrelado por um cara qualquer, talvez fosse apenas mais um filme. Mas o talento e o carisma de Mel Gibson tornam o filme mais interessante – Gibson consegue passar credibilidade com seu coroa bad ass, preocupado em reaver o contato perdido com a filha. O resto do elenco está apenas ok: William H. Macy, Erin Moriarty, Diego Luna e Michael Parks.

Enfim, os fãs de Mel Gibson vão curtir.

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Star Trek: Sem Fronteiras

Star Trek 3 - posterCrítica – Star Trek: Sem Fronteiras

Mais um Star Trek!

A tripulação da USS Enterprise explora os pontos mais distantes do espaço desconhecido, onde encontram um novo inimigo cruel que vai colocar em teste tudo o que a Federação representa.

Uma polêmica cercava este filme (o terceiro Star Trek a partir do reboot de 2009) desde o anúncio que seria dirigido por Justin Lin. É que o currículo de Lin está intimamente ligado à franquia Velozes e Furiosos (ele dirigiu 4 dos 7 filmes da franquia), algo que parece não ser muito compatível com a filosofia trekker.

E a grande pergunta: Star Trek Veloz e Furioso funcionou?

Star Trek: Sem Fronteiras (Star Trek Beyond, no original) segue a proposta do reboot. É mais um filme de ação, uma aventura espacial. Essa é a maior bronca do trekker ortodoxo, porque o Star Trek clássico sempre foi mais cerebral e menos aventura. Mas essa bronca não é para este terceiro filme em particular, e sim para todo o reboot.

Como não sou trekker, isso não me incomodou. Star Trek: Sem Fronteiras é um bom filme de ação. Claro, algumas coisas são forçadas demais, mas qual filme de ação não tem suas forçadas de barra?

O roteiro escrito por Simon Pegg e Doug Young sabe equilibrar bem os nove personagens principais (os sete que já estavam na franquia, mais o vilão e uma personagem nova). Agora, já que falei em forçadas de barra, tenho que admitir que Star Trek: Sem Fronteiras tem sequências tão absurdas que caberiam na outra franquia, aquela dos carros. Tem até uma cena de perseguição de moto – e a gente fica se perguntando por que diabos tinha uma moto na nave…

Os efeitos especiais são muito bons. Claro que a gente espera efeitos especiais top de linha num filme deste estilo, mas é legal quando,  ainda assim,  o filme nos surpreende. As naves “abelhas” são muito boas e o visual da “cidade Escher” é sensacional – lembra aquela cena de Inception onde a cidade se dobra.

Todo o elenco principal está de volta: Chris Pine, Karl Urban, Zachary Quinto, Zoe Saldana, Simon Pegg, John Cho e o recém-falecido Anton Yelchin (me parece que na cena final ele está em cgi, como fizeram com Paul Walker no último Velozes e Furiosos). De novidade, temos um irreconhecível Idris Elba (o Heimdall de Thor) como o vilão, e Sophia Boutella (a Gazelle de Kingsman), que rouba a cena com a sua ótima Jaylah. Ah, o roteirista Doug Young faz uma ponta como o companheiro de Sulu, uma homenagem ao ator da série clássica, George Takei, gay assumido. Só acho que poderiam ter deixado a relação mais clara, Young parece mais um irmão de Cho do que companheiro.

A trilha sonora orquestrada de Michael Giacchino, com citações aos temas clássicos, é irretocável. Agora, talvez os fãs ortodoxos reclamem da presença de músicas de artistas como Public Enemy e  Beastie Boys. Vou te falar que Sabotage, dos BB, entrou perfeitamente na trama. Mas se a gente lembrar que a mesma música já foi usada no filme de 2009, fica a dúvida: por que repetir? Por que não usar uma música semelhante?

Enfim, como Star Trek, este novo filme é fraco. Mas quem gosta de filme pipoca de ação vai curtir.

p.s.: Neste mundo de merchandising onipresente, me questiono se uma certa empresa de telefonia celular pagou alguma coisa para ter um título de filme “sem fronteiras”…

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Pets: A Vida Secreta dos Bichos

PetsCrítica – Pets: A Vida Secreta dos Bichos 

Filme novo da Illumination!

A calma vida de um terrier é virada de cabeça para baixo quando sua dona traz pra casa um grande cachorro vira latas.

A premissa lembra muito Toy Story, tanto pela mudança de comportamento dos brinquedos / animais de estimação quando estão longe dos donos, quanto pela rivalidade entre o favorito (Woody / Max) e o novo rival (Buzz / Duke). Mas mesmo assim, Pets: A Vida Secreta dos Bichos (The Secret Life of Pets, no original) consegue ser uma boa diversão.

Illumination Entertainment é o mesmo estúdio que fez os dois Meu Malvado Favorito e seu spin off, Minions. Dirigido por Chris Renaud (coincidência ou não, co-diretor dos dois Meu Malvado Favorito) e Yarrow Cheney, Pets: A Vida Secreta dos Bichos segue o mesmo estilo, animação de alta qualidade técnica, mas leve, divertida e despretensiosa.

O humor é o forte aqui – o filme é muito engraçado! Rola até humor negro, como na cena da cobra. Ah, adorei a rápida citação ao Monty Python em Busca do Cálice Sagrado, na cena da apresentação do coelho. Uma coisa muito bem retratada é o comportamento dos animais de estimação. Quem já teve bicho em casa vai reconhecer várias situações.

Nem tudo funciona. Além da falta de originalidade, algumas cenas – como por exemplo a cena das salsichas – parecem fora de propósito. Nada grave, felizmente.

Por fim, quem gosta dos Minions (alguém não gosta dos Minions?) deve chegar cedo, um curta inédito dos adoráveis amarelinhos é exibido antes do longa.

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Podcrastinadores.S04E18 – Stranger Things

podcrastinadores - Stranger ThingsPodcrastinadores.S04E18 – Stranger Things

Em julho de 2016 a Netflix lançou a primeira temporada da série que deixou os nerds em polvorosa: Stranger Things. Além de uma trama envolvente, mistério e ficção científica, a série bateu forte nos corações balzacos pelo seu visual anos 80 e muitas referências da época.

E agora que já deu bastante tempo para que todos vejam a série, continue com Fernando Caruso, Gustavo Guimarães, Helvecio Parente, Rodrigo Montaleão, Tibério Velasquez e o convidado Affonso Solano nesse episódio especialíssimo sobre a série. O que gostamos mais, o que gostamos menos, os personagens, as referências, além de diversas teorias sobre o que aconteceu e o que irá acontecer no futuro de… “Bagulhos Sinistros”. :-)

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Águas Rasas

Aguas Rasas - posterCrítica – Águas Rasas

A algumas dezenas de metros da praia, uma surfista é atacada por um grande tubarão. Agora ela precisa lutar para conseguir chegar viva até a areia.

A ideia é simples e eficiente. Praticamente um único personagem em um único cenário, enfrentando uma única ameaça. Um filme minimalista. Águas Rasas (The Shallows, no original) é terror, mas também poderia  ser classificado como “filme de sobrevivência”. Não existe um psicopata ou um elemento sobrenatural, o terror vem da natureza.

A direção é de Jaume Collet-Serra, que já tinha mostrado boa mão no terror em A Órfã, mas que depois entrou numa onda de suspense / ação com Liam Neeson (Desconhecido, Sem Escalas, Noite sem Fim), bons filmes, mas longe do terror.

Agora Collet-Serra foi para uma praia paradisíaca criar um “novo Tubarão” – com toques de Náufrago (com a gaivota fazendo o papel de Wilson). Temos vários takes subaquáticos interessantes. Aliás, Águas Rasas traz belas imagens do mar, assim como belas imagens da protagonista Blake Lively.

Blake Lively já esteve em grandes produções, como Atração Perigosa e Selvagens mas sem nenhum papel memorável – acho que até agora era mais conhecida pela série Gossip Girl. Aqui ela se revela uma grata surpresa, carregando o filme quase sozinha. Destaco uma cena, a do primeiro ataque do tubarão, quando não vemos nada do ataque, apenas um close-up das reações no rosto de Blake.

Achei o final um pouco forçado, mas nada tão grave que apagasse o bom resultado do resto do filme. Águas Rasas não entrará na história como um grande filme, mas é uma diversão honesta e vai agradar os fãs do gênero.

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Quando as Luzes se Apagam

lights out - posterCrítica – Quando as Luzes se Apagam

Quando uma mulher descobre que seu meio irmão mais novo está passando pelos mesmos problemas que uma vez testaram sua sanidade, ela resolve desvendar o segredo que envolve uma entidade ligada à sua mãe.

Uns anos atrás surgiu no youtube o curta Lights Out, um videozinho de terror onde uma criatura aparecia quando uma mulher apagava as luzes do corredor. O vídeo viralizou e fez um sucesso enorme, o que gerou este longa, co-escrito e dirigido pelo mesmo David F. Sandler, realizador do curta.

Quando as Luzes se Apagam (Lights Out, no original) tem um conceito genial: a criatura que aparece nas sombras, mas que some quando a luz acende. Acho que este é um medo básico do ser humano, o medo do escuro, o medo de não saber o que está nas sombras, onde não conseguimos ver.

Neste ponto, o filme é muito bom. Sandberg consegue criar um clima ótimo usando uma fotografia cheia de contrastes entre claro e escuro. Digo mais: a criatura é assustadora, e o filme é uma montanha russa de sustos divertidos.

Alguns rabugentos vão reclamar que o filme é uma única ideia esticada. Ok, na verdade, Quando as Luzes se Apagam é basicamente o conceito do curta esticado num longa – tanto que o filme é curtinho, menos de uma hora e meia. Mas isso não me incomodou, justamente por ser um filme curto.

Se existe um problema é que o roteiro procura saídas óbvias em determinados momentos, tipo a personagem encontrar uma fita cassete no ponto exato que conta o que ela queria ouvir. Nada muito grave, muitos filmes usam este artifício. Mas temos que admitir que é um recurso preguiçoso.

O elenco está bem. Teresa Palmer tem carisma e talento para segurar o filme, e ainda tem uma inspirada Maria Bello ao seu lado. Também no elenco, Gabriel Bateman,  Alexander DiPersia e Billy Burke. Ah, Lotta Losten, a atriz do curta, aparece na sequência inicial.

Diferente da maioria dos filmes de terror, a história fecha no fim, não existe um gancho para um segundo filme. Mas não acho que ter um desfecho para a trama chega a ser uma notícia ruim. Só resta saber como vão fazer a provável continuação…

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